quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Charles Munger - Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo (Post 5)



Após pouco mais de um mês após o último post da série Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor's 500 ao longo do tempo, estamos de volta apresentando o quinto investidor para vocês: Charles Munger.

Charles Munger é comumente conhecido como braço direito do grande investidor Warren Buffet e vice-presidente da Berkshire Hathaway. Engana-se, porém, quem pensa que eles é simplesmente um amigo de confiança do gênio, Warren Buffet. Munger tem muito a nos ensinar sobre investimentos e o Mindset correto para perseverar na vida de uma forma geral.






Nome: Charles Thomas Munger

Nascimento: 01/01/1924 (90 anos) - Omaha. Nebraska, USA

Nacionalidade: Americano








Charles Munger, assim como Buffet, é nascido na cidade de Omaha. Graduou-se em direito na prestigiada universidade de Harvard, após ter estudado Matemática na universidade de Michigan e servido o exército como meteorologista.

Em 1948, mesmo ano em que se formou em Direito, mudou-se para Califórnia com a família e começou a trabalhar em uma firma de advocacia chamada Wright & Garret. Trabalhou 14 anos nesta empresa. Após esta experiência, fundou com um sócio uma empresa de direito no ramo imobiliário e posteriormente fundou outras duas empresas com sócios distintos, tendo investido em construção e em uma bolsa de valores regional.

Seu investimento na bolsa de valores regional trouxe grandes prejuízos em 1973 e 1974 e em 1976 Munger resolver deixar o negócio. Foi somente em 1977 que ele se associou a Warren Buffet para tocar a Berkshire Hathaway.

Pouca gente sabe, mas em um artigo publicado por Warren Buffet em 1984 ele afirma que Charles Munger, juntamente com seus sócios, conseguiu um rendimento anual composto de 19,8% entre 1962 e 1975, enquanto o S&P valorizou-se somente 5% a.a. Este realmente é um feito incrível. 

Particularmente, acredito que pessoas de sucesso constroem as suas vidas se associando a pessoas  que sejam melhores do que elas, ou que as complementem de alguma forma. Costumamos enxergar Warren Buffet como o gênio por trás da Berkshire, mas acredito piamente que muito desse sucesso vem do seu sócio Charles Munger.

Segundo Buffet, Munger é uma pessoa extremamente racional e com alta capacidade de síntese. Com seu perfil de investidor de valor e crenças, fez, juntamente com Buffet, investimentos altamente rentáveis durante e após a crise de 2008. 

Além de grande investidor, Munger também aderiu fortemente à filantropia, tendo doado milhões para as universidades de Stanford e Harvard, além de outras escolas menores. Em Outubro deste ano anunciou que irá doar 65 milhões de dólares para o instituto de física teórica da Califórnia. Bom, só posso concluir que Munger é uma pessoa altamente preocupada com a educação, quem sem dúvida é o motor propulsor de qualquer país que queira ter bases fortes para a prosperidade.

Algumas frases célebres de Munger:

"O conhecimento verdade é reconhecer que você não sabe nada"

"Evite ideologias radicais, pois elas arruínam sua mente"

"A vida dá golpes horríveis e injustos. Saiba utilizá-los de forma construtiva"

"Adquirir sabedoria é um dever moral. Não é algo que se faz só para prosperar financeiramente"

"As pessoas de sucesso não são as mais espertas, mas sim aquelas que são máquinas de aprender. Elas vão para a cama sempre um pouco mais sábias do que quando se levantaram. Faça isso, principalmente quando você tem um longo caminho pela frente"

"Muitas organizações de sucesso têm menos controle do que se pensa. Na Berkshire operamos uma rede sem quebras de confiança e cuidamos muito bem de quem confiamos"

"Se você é preguiçoso e não confiável, não importa se você é bom"

"Nenhum homem está em condições de assumir um cargo se não estiver disposto a deixá-lo a qualquer momento"

"Uma das melhores maneiras de evitar problema é fazer tudo de maneira simples"


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Referências:

http://en.wikipedia.org/wiki/Berkshire_Hathaway

http://en.wikipedia.org/wiki/Charlie_Munger

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Superinvestors_of_Graham-and-Doddsville

http://www.estrategista.net/charlie-munger-o-parceiro-de-buffett/

http://blogs.wsj.com/moneybeat/2014/09/12/the-secrets-of-berkshire-hathaways-success-an-interview-with-charlie-munger/


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Resultado dos meus investimentos - Outubro e Novembro de 2014


Olá amigos! É com prazer que estou de volta para postar mais uma vez os resultados dos meus investimentos para vocês. Estou há um mês sem atualizar o blog, pois ando muito atarefado no trabalho e sem tempo para fazer o fechamento para compartilhar aqui.

Devido a essa ausência de 30 dias, estou colocando em um post os resultados de Outubro e Novembro. Procurarei ser breve no post, mas não deixarei de comentar as movimentações que foram feitas. 

Para quem vem acompanhando, sabe muito bem que esse ano tive um rombo por conta de uma decisão errada em Agosto, quando deixei o meu dinheiro para a administração de terceiros. Salvo esse mês de Agosto, o restante tem sido até bom se comparado ao Ibovespa. 

Em Outubro e Novembro resolvi fazer algumas mudanças e a minha expectativa é de conseguir bons resultados no longo prazo. Vamos às movimentações.


OUTUBRO

Em Outubro tive um rendimento de 1,03%, enquanto o Ibovespa se valorizou 0,95%. O IBOV veio de uma ressaca feia do mês de Setembro, quando foi fortemente atingido pelas eleições e pela perspectiva da Dilma ganhar as eleições na época. Com uma queda tão grande, principalmente por conta da Petrobras, muitas ações ficaram baratas e o mercado aproveitou para ir às compras, fazendo com que algumas ações se valorizassem em Outubro e dando uma quebrada na queda do mês anterior.

Aproveitando essa queda, resolvi fazer uma compra também. E a minha compra foi justamente em uma daquelas ações mais afetadas pelo mercado: Petrobras. Adquiri alguns lotes de PETR4 e desde então o objetivo é acumular aproveitando o preço baixo, para em seguida ficar operando opções.

Por que operar opções? E por que Petrobras?

Minha perspectiva é que a Petrobras não caia abaixo dos R$11,00, mesmo que o preço do Barril caia um pouco mais do que o valor atual. Se estou certo não sei, mas é o que eu acho. Como a ação está operando perto do set estabelecido por mim, então estou aproveitando para acumular mais posição. A expectativa é que em 2015 tenhamos um mercado baixista ou, no máximo, andando de lado. Esse tipo de situação é ótimo para se operar vendido e remunerar a carteira. Essa é uma das formas que estou buscando para tentar sair no positivo no ano que vem. E a escolha da Petrobras se deu porque as opções são muito líquidas. 

O único movimento de compra que realizei em Outubro foi esse. Consegui resultado positivo em todos os ativos da carteira, exceto pelo FII BRCR11. Falando em FII, as perspectivas não são muito boas para esse tipo de investimento se você estiver buscando ganhar com a valorização das cotas, pois com o aumento da taxa de juros os fundos são fortemente impactados. Por outro lado, se você está buscando uma renda extra com aluguel, tem bastante FII com preço interessante. É só pesquisar!


NOVEMBRO

Novembro não foi um mês muito bom, nem para mim e nem para o Ibovespa. Tive uma perda de -0,73%, enquanto o Ibovespa valorizou pífios 0,07%. 

O mercado parece já ter digerido a nova equipe econômica e a falta de novidades que possam dar um fôlego fez com que o Ibovespa ficasse quase que 100% de lado. Está complicado fazer dinheiro esse ano.

Para quem investe em renda fixa o mês também não foi muito bom. Dois dos títulos que possuo tiveram perdas acima de 2% no mês, além disso o FII BRCR11 novamente teve uma queda feia, afetando em boa parte o meu resultado. Além destes dois fatores, ainda fiz uma pequena mudança na minha carteira.

Eu estava comprado em um CDB do banco Merril Lynch e resolvi vendê-lo para investir 50% do valor em uma LC da Omni e os outros 50% em um fundo multimercado da minha corretora. Apesar de ter pago um alto imposto de renda por ter entrado e saído rápido do CDB, o custo de oportunidade compensa no longo prazo, pois essa LC está pagando 118% do CDI, enquanto o CDB pagava 100% somente. 

Com relação ao fundo multimercado, nunca tive experiência com esse tipo de investimento, mas o histórico do fundo tem sido relativamente bom, ficando, na média, acima do CDI desde a abertura do mesmo. Em um mercado baixista é bom você ter o seu dinheiro aplicado em diferentes tipos de investimento e/ou mercados, fazendo com que você diminua o seu risco. A vantagem do investimento é poder contar com o auxílio de profissionais e também de ter a oportunidade de investir em vários mercados que você sozinho talvez não conseguisse. Vamos ver o que vai dar. Do dia em que comprei até o fechamento do mês o resultado já ficou no negativo em -0,93%, mas não podemos nos estressar. Investimento em mercado variável é assim mesmo.

Além dessa mudança de posição, aproveitei novamente a queda da Petrobras para adquirir mais ações. E essa estratégia vai continuar.

Vejam abaixo após esses dois meses como ficou a composição da carteira o meu histórico de rendimentos.


Composição da carteira


Estarei sempre buscando manter, no mínimo, 50% dos meus investimentos em renda fixa. Gosto de correr risco, mas não sou bom o suficiente para bater o mercado somente me arriscando na renda variável.

Histórico de rendimentos


Conforme já comentado acima e em outros posts passados, Agosto não foi um mês bom para mim. Entrei uma estratégia com terceiros administrando que foi péssima. No melhor mês do ano para o Ibovespa eu tive a maior perda. Enfim, agora é correr atrás para recuperar.

E é isso amigos. Não deixem de me visitar e fiquem a vontade se quiserem tecer comentários ou ter mais esclarecimentos. E para quem ainda não leu a série sobre grandes investidores que estou fazendo, sugiro fortemente ir em outros posts para trás e ler. Tenho certeza que vocês vão curtir. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Peter Lynch - Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo (Post 4)


Seguindo a nossa série sobre grandes investidores que bateram o S&P 500 ao longo do tempo, vamos com o quarto post dessa série que muito tem me agradado.

No post de hoje vamos falar um pouquinho sobre Peter Lynch. Acredito que não tenha nenhuma pessoa na face da terra que invista e que goste de pesquisar um pouco sobre grandes investidores que nunca tenha ouvido falar em Peter Lynch.



Nome: Peter Lynch

Nascimento: 19/01/1944 (70 anos) - EUA

Nacionalidade: Americano







Peter Lynch, assim como alguns outros investidores que já passaram aqui pela série, é um investidor fundamentalista e seu estilo se assemelha bastante ao de Warren Buffet. Peter costuma escolher poucas e boas ações e as segura por muito tempo.

Como todos os outros investidores que apareceram e ainda vão aparecer aqui na série, Peter Lynch é famoso por ter batido o S&P 500 por muitos anos consecutivos. Entre 1977 e 1990 ele conseguiu o incrível feito de ter conseguido uma média de 29% ao ano de retorno. Não teve nenhum outro fundo no mundo que tenha conseguido tal feito nesse período.

Peter Lynch se formou pela niversidade de Boston em 1965 e terminou o seu MBA em administração na universidade de Pennsylvania em 1968. Em 1966 Lynch começou como Trainee na Fidelity Investments, cobrindo agências de publicidade, petrolíferas, petroquímicas e empresas de celulose/papel.

Em 1969, após 3 anos como Trainee, Peter foi finalmente contratado pela Fidelity. Com sua experiências cobrindo as empresas citadas acima, em 1974 tornou-se diretor da área de pesquisa/análises da Fidelity Investments. Lynch ficou nesse posto por três anos, quando finalmente foi nomeado chefe de um fundo chamado Magellan.

O início da lenda começou justamente quando Peter Lynch assumiu o fundo Magellan. Ele administrou o mesmo por treze anos, entre 1977 e 1990, e conseguiu o incrível feito de transformar um fundo de 18 milhões de dólares em um com aproximadamente 14 bilhões. E aí, está bom para você?

Não sei ao certo o porquê dele ter largado o fundo após treze anos a frente do mesmo com tanto sucesso, mas no Blog Valores Reais achei um post sobre o assunto, onde foi dito que Peter Lynch poderia ter se aposentado por praticamente ter perdido sete anos da vida de sua filha, além de também ter tido vontade de fazer outras coisas.

Ao longo de sua vida Peter Lynch escreveu três livros, sendo um deles até publicado aqui no Brasil.: One up on Wall Street, traduzido como O jeito Peter Lynch de investir.  Neste livro Peter Lynch descreve de maneira simples qual foi o seu segredo para ter tido tanto sucesso.

Hoje Peter dedica o seu tempo livre à filantropia, apoiando ideias que considera inovadoras, à família e ainda continua como conselheiro do Fidelity Investments.

Algumas frases dessa lenda viva:

"Sua vantagem nos investimentos não é algo que você pode adquirir com os “experts” de “Wall Street”.Ela é algo que você já tem.Você pode sobrepujar os “experts” se você usar o que você já sabe e investir em empresas que você entende."

"Nas ultimas décadas o mercado financeiro está dominado por profissionais de investimento. Contrariamente as crenças populares isso torna mais fácil para o amador investir. Você pode bater o mercado ignorando a multidão."

"Você precisa saber o que você possui e porque possui."

"Se você está pensando em investir em uma indústria com problemas, invista em companhias que são estáveis. Também, espere que a indústria mostre sinais de recuperação."

"Existe sempre algo para se preocupar. Evite os pensamentos de final de semana e as previsões da televisão. Venda uma ação quando os fundamentos da empresa se deteriorem e não porque o céu está caindo."

"No longo prazo um portfólio bem escolhido de ações ou de fundos de ações sempre ultrapassará em lucratividade, aplicações em letras do tesouro. No longo prazo um portfólio de ações mal escolhidas não ultrapassará o dinheiro deixado de baixo do colchão."

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Referências:

http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Lynch

https://www.fidelity.com/

http://en.wikipedia.org/wiki/Magellan_Fund

http://fundamentus.com.br/arquivos/oneupfundamentus.pdf

http://www.valoresreais.com/2010/02/03/por-que-peter-lynch-se-aposentou/

http://www.saraiva.com.br/o-jeito-de-peter-lynch-de-investir-as-estrategias-vencedoras-de-quem-transformou-wall-street-3440364.html

http://www.financecorp.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=136&Itemid=137


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Stanley Druckenmiller - Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo (Post 3)


Seguindo com a nossa série "Grandes investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo", vamos agora com o terceiro post sobre outra lenda dos mercados, Stanley Druckenmiller.



















Nome: Stanley Freeman Druckenmiller

Nascimento: 14/06/1953 (61 anos) - Pittsburgh, Pennsylvania, USA

Nacionalidade: Americano


Stanley Druckenmiller é um ex-gerente de fundo hedge e também ex-gestor do famoso fundo de George Soros e Jim rogers, o Quantum Fund.

Muitos já devem ter ouvido falar da famosa quarta-feira negra, que aconteceu em 16 de setembro de 1992, quando a Inglaterra foi obrigada a tirar a libra esterlina do sistema de controle de taxa das moedas na Europa devido a mesma ter chegado a um valor abaixo do mínimo acordado. Tal problema foi atribuído ao investidor George Soros, dono do Quantum Fund, que na oportunidades apostava contra essa queda e saiu lucrando 1 bilhão de dólares em apenas um dia. O que pouca gente sabe é que o cérebro por trás dessa manobra foi o de Druckenmiller.

Druckenmiller é Bacharel em Economia pela Bowdoin College e largou seu programa de 3 anos de doutorado no 2º ano para iniciar sua carreira como analista na área de petróleo do banco de Pittsburg em 1977. Em apenas 1 ano, Druckenmiller se tornou o analista chefe da área de análises de ações do banco e em 1981 fundou o seu próprio fundo, o Duquesne Capital Management.

Entre 1981 e 1986 Stanley Druckenmiller ainda chegou a pegar um emprego como gestor de um fundo chamado Dreyfus e, finalmente, em 1988, foi contratado por George Soros para ajudar na administração do Quantum Fund.

Durante 12 anos Druckenmiller administrou o Quantum Fund com muito sucesso, conseguindo, junto com Jim Rogers e Soros, rendimentos entre 20% e 30% mais altos do que o S&P 500. Nesse tempo ele ainda cuidava do seu fundo de investimentos Duquesne em paralelo.

Após o Quantum Fund ter tido algumas perdas com ações de tecnologia em 2000, Druckenmiller decidiu sair da gestão do Quantum Fund para se dedicar 100% ao seu fundo de gestão pessoal. Ele ainda ficou cuidado da gestão do seu fundo por 10 anos, quando em 18 de Agosto de 2010, segundo o Bloomberg News, anunciou o fechamento do seu fundo.

Existem relatos de amigos que dizem que Druckenmiller era uma pessoa extremamente competitiva. Quando o mesmo parou de conseguir resultados que para ele não eram satisfatórios, decidiu que tinha a hora de fechar o seu fundo Duquesne. Nas palavras do próprio Druckenmiller, chegava uma hora que administrar tanto dinheiro fazia com que ele ficasse emocionalmente estressado por resultados, dificultando o atingimento dos padrões estabelecidos por ele mesmo para atendimento ao cliente.

Se é verdade o que ele disse eu não sei, mas o fato é que ele saiu por cima, e também na hora certa. Quem investe há muito tempo sabe muito bem que desde a crise de 2008 está extremamente complicado fazer dinheiro nos mercados, principalmente o brasileiro.

Assim como outros grandes investidores, Druckenmiller vem trabalhando com Filantropia, e em 2009 foi o Americano que fez a maior doação naquele ano. Seus investimentos já foram para a área de educação, saúde e atendeu a outros pequenos projetos.

Questionado no passado se voltaria a investir e administrar fortunas, Druckenmiller afirmou que não mais o dinheiro de outras pessoas, mas que ainda cuidaria de parte da sua riqueza como Hobby.

E aí, curtiu mais esse investidor? Com certeza uma outra lenda viva dos mercados. E para quem ainda quer saber mais um pouco, sugiro pesquisar por um livro que foi escrito sobre ele, The new market wizards. Só não posto o link aqui para download porque uma vez fui advertido devido aos direitos de copright, mas se vocês pesquisarem com certeza ainda vão entrar links válidos para baixar o livro na internet.

Espero que tenham curtido. E não deixem de comentar se quiserem saber mais ou dar sugestões.
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Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Stanley_Druckenmiller

http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Wednesday

http://www.quantumamc.com/

http://www.insidermonkey.com/hedge-fund/duquesne+capital/295/

http://www.bloomberg.com/news/2010-08-18/druckenmiller-calls-it-quits-after-30-years-as-hedge-fund-job-gets-tougher.html

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2904200020.htm

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/gestor-fundos-hedge-quarta-feira-negra-encerra-carreira-589390

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aplicação da fórmula mágica de Joel Greenblatt no Ibovespa


Estou dando uma pausa na série "Grandes investidores que bateram o S&P 500 ao longo do tempo" para compartilhar algo muito bacana com vocês.

Para quem não leu o post anterior sobre Joel Greenblatt, saibam que o mesmo é um famoso investidor que conseguiu bater o S&P 500 por mais de 15 anos consecutivos a uma taxa de aproximadamente 30% ao ano. Tal feito foi possível, segundo Greenblatt, devido a aplicação de uma simples fórmula baseada em análise fundamentalista.

Fiquei muito curioso para saber qual seria o rank das ações que compõem o Ibovespa utilizando a tal fórmula mágica, então corri atrás de uma metodologia rápida, em planilha excel, utilizando macros para buscar as informações na internet. E aproveito o ensejo para agradecer um dos meus melhores amigos, Raffael Pinheiro, que é web designer e me ajudou a entender o funcionamento da macro para buscar informações em páginas web. Aliás, foi ele quem pegou o código de uma planilha que eu tinha e colocou boa parte dos dados que coletei na planilha que segue para vocês nesse post.

Tenho o maior prazer de compartilhar, inclusive com o código aberto, para que vocês possam fazer bom uso dela. Abaixo seguem o passo a passo com os locais aonde consegui as informações:

  1. Puxei as ações do Ibovespa no site da BMF: Índice Bovespa;
  2. As informações desejadas das ações eu consegui no site da Fundamentus: Fundamentus.com.br
Como usar a planilha:

  1. Você pode apagar todas as informações da planilha que esotu enviando para vocês;
  2. Coloque o código da ação desejada na coluna "A" (Ativos);
  3. Aperte o botão do lado direito "Pegar dados";
  4. Aguarde a planilha buscar os dados dos ativos;
  5. Pronto! A planilha buscou do site Fundamentus os dados de P/L, P/VP, P/EBIT, Div. Yield, EV EBIT e ROE.
As colunas "H", "I" e "J" eu fiz por minha conta, mas elas basicamente são a parte final para se chegar ao resultado da fórmula mágica. Após rodar a marco da planilha, você verifica em que posição ficaram as ações no ROE (quanto maior melhor) e depois a posição do P/L (quanto menor melhor). Aí é só somar as posições e ordenar a planilha de forma crescente com o resultado, assim você vai ter as ações ordenadas conforme a fórmula de Grennblatt. 

Gostaria apenas de ressaltar que eu considerei todas as ações, incluindo aquelas que o método, se seguido a risca, teria excluído. Ações de infraestrutura e públicas não deveriam entrar na conta, mas fica aí somente como curiosidade para vocês.

Também acho importante destacar que essa análise é muito simplista para você basear seus investimentos. Meu intuito em compartilhar é mais para mostrar como o método é simples, mas o ideal seria fazer isso pegando a média dos últimos anos, além de estudar o posicionamento das empresas no mercado atual. Um bom P/L e um bom ROE não significam exatamente que a empresa está em um bom momento, podendo apenas ter sido um resultado pontual. 

Espero que gostem.

Segue planilha para download: clique aqui


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Joel Greenblatt - Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo (Post 2)


No post passado escrevi um pouco sobre Jim Rogers, ex-sócio de George Soros e uma lenda em investimentos. Continuando a nossa série sobre grandes investidores que bateram o S&P 500 ao longo do tempo, escrevo agora sobre outro investidor bem famoso, Joel Greenblat.





Nome: Joel Greenblatt

Nascimento: 13/12/1957 (56 anos) - Great Neck, New York, USA

Nacionalidade: Americano







Joel Grenblatt é acadêmico, gerente de fundo hedge, investidor e escritor. Também é professor adjunto na escola de negócios da universidade de Columbia e filantropo. Assim como Jim Rogers, conseguiu o feito de bater, durante vários anos, o S&P 500 através do seu fundo de investimentos Gotham Capital.

Particularmente, não consegui encontrar tantas informações assim sobre Joel Grenblatt na internet, muito menos li algum de seus livros, mas em uma pesquisa expedita pude perceber que grande parte do que a mídia diz sobre Greenblatt está relacionada à sua famosa "Fórmula Mágica".

A fórmula mágica de Greenblatt aparece no livro que ele escreveu chamado. "The Little Book That Beats the Market. Hoboken, NJ". No Brasil o livro foi traduzido como, "Mercado de ações ao seu alcance".

Confesso que estou bastante curioso para ler o livro, mas, pelo que pesquisei, a sua fórmula parece bem simples. Qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento em Matemática e que se disponha a fazer uma pesquisa, pode aplicar a mesma fórmula usada por esse grande investidor.

Seus princípios parecem ter sido baseados nas ideias de Graham e Dodd, grandes ídolos de Warren Buffet, então podemos dizer que Joel Grennblatt é um investidor de valor. Ele procura boas empresas que estejam sub-avaliadas e investe nas mesmas buscando retorno no longo prazo.

Greenblatt e sua fórmula mágica bateram o mercado por mais de 15 anos consecutivos a uma média de 30% a.a. É simplesmente incrível o quanto o seu dinheiro se multiplicaria se você conseguisse retorno como esses. Para os curiosos de plantão, segue abaixo o método utilizado por Grennblatt para a seleção de ações:


  • Estabelecer um mínimo de valor de mercado para as empresas (Geralmente maior do que $50 milhões);
  • Excluir empresas de infraestrutura/serviços públicos (Isso inclui as elétricas) e financeiras;
  • Excluir ADR´s/Empresas estrangeiras;
  • Determinar o ROE (lucro líquido sobre patrimônio líquido) das empresas;
  • Determinar o P/L (preço da ação dividido pelo lucro líquido por ação) das empresas;
  • Montar o rank das empresas por ROE e o rank por P/L;
  • Após montar os ranks, somar as posições, exemplo: se uma empresa ficou em segundo no ROE e em terceiro no P/L, 2 + 3 = 5. A posição dela no rank principal é a quinta posição;
  • Após rankear as empresas, investir entre 20 e 30 empresas do rank ao longo de 12 meses, comprando 2-3 empresas por mês;
  • Rebalancear o portfólio uma vez ao ano, vendendo as ações perdedoras uma semana antes do fechamento do ano e as vencedoras uma semana depois do fechamento do ano;
  • Continuar todo processo acima por um período longo (5-10 anos);
Simples demais para ser verdade? Bom, ao menos é isso que Joel Greenblatt parece vender em seus livros. Com esse estratégia ele diz ter feito bastante sucesso. Todavia, como sempre temos que questionar as coisas, e nada nesse mundo é perfeito, alguns investidores, estudantes e entusiastas têm testado a fórmula de Greenblatt e questionado os resultados. Achei alguns blogs (vide fontes ao final do post) gringos que não conseguiram nem de perto os mesmos rendimentos de Joel Greenblatt, mesmo aplicando a sua teoria a risca.

Deixo abaixo a tabela de um dos blogs (http://www.alphaarchitect.com/blog/2011/06/909/#.VD_SpWddV1E) que li e testaram a teoria e não conseguiram o mesmo resultado:


A última coluna foi retirada do livro de Greenblatt e a segunda coluna é a teoria testada por um professor e investidor americano. Vejam que quando o investidor aplicou a fórmula conseguiu um resultado levemente superior ao S&P 500, enquanto os resultados do livro são bem superiores.

Será esse método uma farsa? A minha opinião, como um apaixonado por investimentos, histórias de sucessos e empreendedores, é um enfático NÃO! Se você me perguntar o porquê, eu respondo. Acho que não existe teoria perfeita. Aliás, nada é perfeito. É impossível você prever os resultados de um mercado com tantas pessoas investindo ao mesmo tempo, mas acredito, sim, em metodologias que possam superar as expectativas na maior parte do tempo. E essas metodologias ou estratégias, chame como quiser, são baseadas na sua experiências como investidor. O que funciona para você pode não funcionar para uma outra pessoa. Nem de longe eu sei como as pessoas que criticaram o método as aplicaram, mas tenho certeza que o timing, o momento de saída e entrada, dentre outros vários fatores, influenciaram no resultado final. É fato que muito do resultado que Joel Greenblatt teve deve-se à sua experiência como investidor e não só ao seu método.

Esteja eu certo ou errado, acredito que Greenblatt tenha tentado colocar de forma simples no papel uma metodologia que funciona e que é acessível ao público de uma forma geral. Talvez eu seja sempre muito positivo com relação as coisas e as pessoas, mas é o meu jeito. Não consigo enxergar de outra maneira. O fato é que Joel Greenblatt realmente é um grande investidor. Sua empresa continua bem posicionada e respeitada e não tenho dúvidas que ele contribuiu e ainda vai contribuir muito em sua vida.

Tem alguns brasileiros que já brincaram com a fórmula mágica e fizeram algumas simulações por aqui. E aí, será que funciona? Você apostaria no método? Eu acho que não custa nada tentar.

Grande abraço e aguardem os próximos posts. Ainda tem muito investidor interessante para colocarmos aqui no blog.


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Fontes:










terça-feira, 14 de outubro de 2014

Jim Rogers - Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo


É com satisfação que vos lhe apresento o primeiro grande investidor da série "Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo": Jim Rogers.


Nome: James Beeland Rogers, Jr.

Nascimento: 19/10/1942 (71 anos) - Baltimore, Maryland, USA

Nacionalidade: Americano






Jim Rogers é, provavelmente, um dos mais exímios investidores ainda vivos. Ao lado de George Soros, outro mega investidor que irá aparecer futuramente nessa série, criou e gerenciou um dos fundos mais rentáveis da história, o Quantum Fund.

Jim e Soros se conheceram quando eles trabalharam no banco de investimentos Arnhold and S. Bleichroder. Apesar de ainda não ter lido nenhuma biografia do Jim Rogers, tenho quase certeza que a afinidade dos dois tem relação com a Filosofia. 

Jim Rogers se formou inicialmente em história, mas posteriormente se graduou em Filosofia também. Já George Soros, é um economista que diz não ser um investidor, mas sim um filósofo, pois criou uma teoria chamada de "Teoria da Reflexividade" e em diversas oportunidades comentou que usa este conceito para investir, inclusive tendo escrito livros sobre isso. Um livro que considero de linguagem acessível, onde George Soros fala sobre um pouco de sua teoria, é o "O novo paradigma para os mercados financeiros".

Juntos, Rogers e Soros, bateram recordes atrás de recordes de valorização com o seu fundo. Em pouco mais de 10 anos o fundo dos dois rendeu incríveis 4200%, enquanto o S&P subiu apenas 47%. E aí, está bom para vocês? Nessa brincadeira, Jim Rogers fez mais de 30% ao ano sobre o S&P 500 (Excess Return). Quem lembra do gráfico do post anterior? Olha ele lá em cima do lado esquerdo no gráfico.



Após este período juntos, Jim Rogers resolveu se aposentar (nesse momento já era muito rico, claro) e ir rodar o mundo em cima de uma motocicleta. Essa brincadeira durou pouco mais de 3 anos e ele rodou nada mais nada menos do que 245.000 km. Tal feito foi parar no Guinnes Book e está um pouco melhor descrito no site do autor do feito: http://www.jimrogers.com/

No site do Rogers vocês também podem encontrar os livros que ele escreveu, além de links de videos para o Youtube e a agenda de eventos em que ele participa.

Em 2007, Jim Rogers decidiu se mudar para Singapura, onde vive atualmente com a família. Quando questionado do porquê desta mudança, a resposta foi de que a Ásia vive um boom e tem bastante oportunidades de investimentos. Suas filhas, inclusive, já estão estudando mandarim. 

Vejam que frase bacana do Jim Rogers:

"If you were smart in 1807 you moved to London, if you were smart in 1907 you moved to New York City, and if you are smart in 2007 you move to Asia"

Traduzindo, "Se você fosse esperto em 1807 se mudaria para Londres, se fosse esperto em 1907 se mudaria para Nova Iorque e se fosse esperto em 2007 se mudaria para a Ásia".

Jim Rogers só não escolheu a China devido aos grandes problemas de poluição do local, dentre outras barreiras, que acredito serem da língua também. Já estive em Singapura por um mês e posso dizer que a cidade é super preparada para receber turistas e empresas. Toda a população fala inglês. O mandarim é aprendido na escola, mas não existe uma sinalização ou estabelecimento que não tenha suas informações disponíveis em inglês.

E quer saber qual foi a opinião de Jim Rogers quando foi questionado em 2013 pela Exame sobre investir no Brasil? Veja abaixo:

"Não. O governo brasileiro está cometendo erros. Deveria ser um lugar maravilhoso para investir, mas seu governo segue cometendo erros, colocando tarifas especiais contra alguns de seus melhores parceiros, controle cambial e por aí vai. O Brasil segue fazendo coisas que restringem a economia. Por isso, não estou investindo e não quero investir no Brasil, enquanto tiverem um governo anti-capitalismo ou anti-eficiência. Enquanto tiverem um governo que não entenda a economia eu não quero investir aí."

E aí, concorda? A matéria foi veiculada há pouco mais de um ano e ele me pareceu bastante coerente em suas respostas. Acredito que tivemos uma melhoria enorme na parte social nos últimos anos, mas é fato que estamos criando uma barreira para a entrada do capital estrangeiro no nosso país. 

E se curtiu esse primeiro post e um pouco de Jim Rogers, dá uma olhada nesse link e veja 14 Insights 

Espero que tenham gostado.

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Fontes:

http://www.jimrogers.com/

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/brasil-to-fora-jim-rogers-da-conselhos-e-teme-colapso

http://en.wikipedia.org/wiki/Jim_Rogers

http://www.businessinsider.com/jim-rogers-14-best-insights-2014-8?op=1

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Série: Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo


A partir de hoje começo algo que me dá muito prazer: falar sobre pessoas excepcionais que de alguma forma foram destaque em suas áreas. E como gosto muito de investimentos, estou lançando a série "Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 (S&P 500) ao longo do tempo". Estou super animado para pesquisar e escrever sobre os investidores e espero que vocês curtam.

A série de verdade começará no próximo post, mas antes disso quero que prestem atenção na imagem abaixo:


Peguei esse gráfico no site do Business Insider, onde o destaque do artigo era o grande investidor Warren Buffet, que atualmente é o investidor que detém o maior recorde da história batendo o S&P 500. Além dele, temos vários outros, que apesar de não terem batido o S&P 500 por tanto tempo, conseguiram margens altíssimas de retorno. É simplesmente inacreditável o que esses caras conseguiram fazer.

Antes de seguir com a nossa série, porém, tem que ficar claro um conceito do gráfico acima. No eixo "X" temos o número de anos dos investimentos. Já no eixo "Y" temos o Excess Return. E o que seria Excess Return? Em tradução literal é o retorno do investimento excedente. Mas aí vem a segunda pergunta, excedente sobre o que? A resposta correta é o valor excedente sobre o S&P 500. 

Somente para o conceito ficar totalmente claro, se o S&P 500 em determinado ano tivesse um retorno de 10% e um investidor qualquer tivesse feito 15% sobre os investimentos dele, seu Excess Return seria 15% (Carteira do Investidor) - 10% (S&P 500) = 5% (Excess Return).

Quem leu o post passado sobre o resultado dos meus investimentos deve ter percebido que o meu Excess Return sobre o Ibovespa não é lá essas coisas. E olha que estou falando de apenas um ano. É uma tarefa extremamente árdua bater o mercado. Agora imagine você bater o mercado por 40-50 anos consecutivos. É um feito para poucos. Assim como tivemos Einstein para a física e Leonardo Da Vinci para as artes e outras ciências, temos esses investidores do gráfico para os investimentos.

Não deixem de visitar o blog para acompanhar os futuros posts sobre esses grandes homens. Ficarei grato se você quiser colaborar com comentários ou sugestões. Terei o maior prazer em responder.

Grande abraço!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Resultados dos investimentos - Setembro/2014


Depois da ressaca de posts, finalmente vou postar os meus resultados. Para quem não leu o post anterior, ou os anteriores, saibam que estive morando fora. Quando viajei, tirei praticamente 100% do meu dinheiro da renda variável e deixei em renda fixa. Agora estou voltando a me arriscar um pouco, colocando o dinheiro em FIIs, estive um tempo com Fundos de índice e ações.

Mas vamos ao que interessa. Vou falar primeiro do resultado de setembro e depois faço um breve relato do passado, principalmente do prejuízo que tive em agosto deixando o meu dinheiro na mão da corretora para ela operar para mim.

Setembro, como todos os amigos investidores sabem, foi um mês atípico, com muita movimentação devido as eleições. A bolsa, por diversas vezes, divergiu do cenário externo, principalmente quando as pesquisas indicavam a queda da Dilma nas pesquisas. Depois de muita volatilidade, sobe e desce do Ibovespa e da Petrobras e recordes de movimentações diárias, o IBOV fechou o mês em -11,7%.

Assustado com o resultado? Eu não estou não. Depois que tirei a maior parte do meu dinheiro dessa insanidade, estou dormindo mais tranquilo. Ganhar dinheiro só na bolsa não está fácil para ninguém. Se profissionais da bolsa estão perdendo, quem dirá eu me arriscando. Prefiro ficar de fora ou colocar o meu dinheiro em ações que sofrem pouco com essas grandes variações.

O mês de setembro para a minha carteira foi bom. A despeito da queda do IBOV, tive um resultado positivo de 2,28%. Tudo graças aos meus CDBs e Títulos Públicos. Não vou falar de valores, mas segue abaixo a distribuição da minha carteira com fechamento em 01/10/14:


A maior parte do meu dinheiro está em renda fixa porque a ideia seria investir 80% em CDBs e o restante em operações Long & Short, mas como o resultado em Agosto para essa estratégia foi péssima, tentarei aos poucos distribuir os meus recursos da seguinte forma:
  • 20% em Bolsa;
  • 50% em Renda Fixa; e
  • 30% em Fundos Imobiliários.
Vou levar vários meses rebalanceando a carteira, pois não tenho interesse em vender os meus CDBs, então aos poucos vou alocando o dinheiro para os FIIs e ações que achar interessante. Eventualmente, dependendo do mercado, vou alocar para renda fixa novamente, somente esperando uma boa oportunidade para entrar.  Se estão curiosos com o que tem na carteira, segue abaixo a distribuição: 



Conseguiram entender mais ou menos a distribuição? Em amarelo é o tipo de ativo e abaixo são os ativos propriamente ditos. A distribuição em amarelo é a geral e bate com o primeiro gráfico. A distribuição abaixo dos destaques em amarelo são apenas entre os ativos daquele tio de investimento. Por exemplo, 100% do meu ativo em bolsa está em CTIP3, mas isso representa apenas 7,71% do total da carteira. 

Mas aí vocês perguntam, por que essa distribuição? Bom, vou tentar resumir em tópicos para facilitar.

BOLSA

Antes de morar fora estive investindo em vários tipos de ações, incluindo mercados futuros, opções etc... Quando viajei tirei todo o dinheiro para renda fixa, mas tem quase dois anos que vim tentando praticar a alocação de ativos, então deixei o meu dinheiro em bolsa mais em fundos de índice, sem me preocupar em ter que ficar operando muito. A questão toda é que quando migrei de corretora, há dois meses atrás, desmontei tudo o que eu estava fazendo para assumir a estratégia proposta pelo assessor, assim fiquei sem nenhum papel comprado diretamente, mas foram feitas muitas operações de compra e venda, aluguel de ações e tentativas de ganhar alguma coisa no spread de duas ações com desempenho similares. Conforme comentei no início do post, levei um bom prejuízo partindo para essa estratégia, então novamente desmontei tudo e busquei investir por minha conta. Enquanto via a mesa de operações mexendo com o meu dinheiro para lá e para cá em operações malucas e que não faziam sentido para mim, enxerguei uma boa oportunidade em CTIP3. Esta ação não é tão volátil e é ótima pagadora de dividendos. Tenho estado satisfeito com o desempenho dela e pretendo colocar mais dinheiro e segurar essa ação na carteira por um bom tempo. Vamos ver se a minha ideia muda no longo prazo.

FIIs (Fundos Imobiliários)

Já tive muitos outros fundos na carteira, mas, assim como desmontei a minha posição no passado com as ações que possuía, também desmontei minhas posições nos FIIs. As únicas das quais nunca me desfiz foram a Rio Bravo (FFCI11) e o fundo da BTG Pactual (BRCR11). Considero ambos bem administrados, principalmente o fundo da BTG Pactual. Estes dois fundos vêm mantendo uma boa consistência nos rendimentos, apesar de terem outras opções bombando também na lista de FIIs. Particularmente, me considero leigo nesse mercado, mas pretendo manter alguma coisa e ir estudando aos poucos para aprender mais. Acho que FFCI11 tem um preço justo em R$1,70 e atualmente o fundo vem operando muito próximo disso. Penso até em sair e trocar por algum outro, que ainda não escolhi. Já em BRCR11, tenho a segurança de ter uma curva de rendimento que acompanha bem o IFIX, com boa administração e clareza na distibruição de informações aos investidores. Não pretendo sair desse fundo tão cedo e talvez até aumente a minha participação nele.

RENDA FIXA

Estou bem acima do meu objetivo de 50% de alocação em renda fixa, mas, conforme já foi falado, vou acertando a distribuição ao longo do tempo, alocando recursos em outras áreas tão logo eu veja boas oportunidades de entrada. Hoje a maior parte da renda fixa está no CDB do Merril Lynch, que me paga 100% do CDI e é bem seguro. Esta foi uma das boas indicações que o meu assessor de investimentos deu e que está disponível na corretora que invisto. Pretendo não mexer nesse investimento. O segundo maior investimento da renda fixa está em um outro CDB, que paga 102% do CDI, mas um pouco mais arriscado. Este CDB é do Banco Paulista e também está disponível na corretora que eu invisto. O restante do dinheiro da renda fixa está em títulos públicos (NTNs-B, LFTs e LTNs) e poupança. Este último (poupança), por sua vez, não é muito recomendável, mas sempre mantenho um dinheiro fora de investimento na poupança como colchão para pequenas eventualidades. Infelizmente, como a maior parte dos brasileiros, já investi muito nessa opção por falta de instrução. Se você busca estabilidade, não quer dor de cabeça e nem perder para a inflação, coloca seu dinheiro em dinheiro público. Parece complicado investir, mas é mais fácil do que você pensa.

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Dado o pequeno resumo acima, vamos ao histórico dos meus resultados em 2013 e 2014. 


Quando comparado ao Ibovespa, os meus resultados não estão ruins, mas se eu pegar qualquer outra métrica como base, estou indo muito mal. Se eu tivesse deixando o meu dinheiro em qualquer coisa na renda fixa estaria muito melhor. 2013 foi um ano de aprendizado, onde fiz muitas movimentações e fiquei me baseando no IBOV com o fundo BOVA11 com boa parte da minha alocação. Só não fui pior poque fiz boas operações com opções. 2014 não estava um ano tão ruim quando comparado com a bolsa, mas vejam o meu destaque em vermelho em agosto. O resultado da carteira foi de -7,61%, quando a bolsa subiu 9,78%. Meu resultado só não bateu nos 10% porque CTIP3, que eu acabara de comprar, subiu quase 4% para mim. A mesa de operações da corretora trabalhou pouco mais de 1 mês com o meu dinheiro da renda em garantia e bem alavancado, realizando operações de daytrade e várias operações Long & Short sem sucesso. A desculpa? A desculpa foi que devido ao falecimento do candidato à presidência, Eduardo Campos, os pares escolhidos foram muito afetados. Pode até ser verdade, mas justificativa nenhuma entra na minha cabeça para um resultado tão ruim em um mês que foi tão bom para a bolsa. Isso significa que a gestão de risco da mesa de operações é ZERO! E que o que foi passado para mim não foi exatamente o que ocorreu na prática, pois, em tese, apenas 20% do meu dinheiro entraria nas operações Long & Short. Porém, quando você deixa seus ativos em garantia, pode operar um dinheiro que na realidade não está disponível para você. Você tem como fazer dinheiro sem ter dinheiro, mas também pode perder tudo que tem ou até mesmo mais do que possui, dependendo da estratégia que você adotar. 

No post anterior falei sobre o meu aprendizado. Dinheiro na mão de corretora ou banco nunca mais. Levarei um bom tempo para recuperar essa perda que tive. Nas minhas contas perdi quase um ano do meu objetivo. Mas a vida é assim mesmo, hora você ganha e hora você perde. Meu objetivo é continuar investindo e aprendendo. Pretendo deixar o meu dinheiro em coisas que me deem mais segurança e uma perspectiva de rendimentos contínuos, dando, quem sabe, um pouco de tranquilidade ao meu futuro e ao da minha família. 

Espero que tenham gostado e aceito sugestões de posts e/ou críticas. Quero fazer desse blog uma ponte entre mim e outras pessoas, pois amo fazer amizades.

Grande abraço e até o próximo post.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

De volta!! Uma boa notícia e uma má notícia


Olá, amigos! Como vocês estão? Espero que todos estejam muito bem. 

Depois de pouco mais de dois anos estou de volta. Tenho sentido uma necessidade enorme de atualizar o blog e compartilhar com vocês histórias de pessoas de sucesso, livros que li ou venho lendo e, principalmente, como andam os meus investimentos.

Falando em investimentos, acho que é essa a boa notícia: eu não parei de investir. Quem leu o meu blog no passado, sabe que passei um ano fora do país e que nesse período eu não estava muito ativo nos investimentos, muito menos aqui no blog. Todavia, desde que voltei de viagem, a minha prioridade tem sido fazer o meu patrimônio crescer. Consegui um bom emprego, me mudei de Macaé para o Rio e venho todo mês fazendo aportes bem acima do que eu havia imaginado quando ainda estava no meu antigo emprego ou lá no exterior. Posso dizer que me sinto de certa forma realizado, pois trabalho em algo que gosto e que me permite buscar a minha independência financeira de forma mais rápida.

E qual é a má notícia? Bom, a má notícia eu já vou adiantando, mas vocês vão ter a oportunidade de ver o rombo que eu levei assim que atualizar o resultado da minha carteira e postar aqui para vocês em uma outra oportunidade. Falando em rombo, vocês já devem imaginar, né? Sim, tive um prejuízo feio nos investimentos. Quer saber como aconteceu? Então continue lendo os próximo parágrafos.

Há pouco mais de um mês, resolvi trocar de corretora (não vou me ater a dizer o nome das corretoras aqui, até porque não é meu objetivo denegrir a imagem de ninguém), pois um amigo do meu trabalho recomendou e ele gosta bastante dos serviços e recursos que eles oferecem. Eu mesmo já tinha ouvido falar e  havia curiosidade da minha parte em usar as ferramentas e facilidades que eles disponibilizam ao cliente.

Fui pessoalmente à corretora para conhecê-la e conversar com um assessor de investimentos. Confesso que gostei bastante da assessoria, do espaço e de tudo que eu vi na apresentação. Meu perfil de investidor foi traçado, estipulamos algumas metas para o meu futuro e dali para frente era só investir rumo a independência financeira. Agora era só esperar a transferência dos meus recursos para começarmos a investir na estratégia definida para mim.

A estratégia que o assessor definiu para mim foi a seguinte, 80% dos meus recursos ficariam em renda fixa, preferencialmente CDBs que paguem 100% do CDI ou mais, e os 20% restantes seriam destinados a estratégias long & short (se você ainda não conhece clique aqui), dando a possibilidade da carteira ter um "plus" a mais no rendimento. A meta da estratégia é acompanhar/bater o CDI. Nada mal, né? Só para você ter uma ideia, se o seu dinheiro ficasse na poupança de janeiro de 2012 até junho deste ano na poupança, seu rendimento seria de 16,25%, enquanto no CDI você sairia com 22,73%. Não parece muito, mas no longo prazo a diferença fica, SIM, absurda.

Voltando à estratégia, eis o que me aconteceu. Pela primeira vez em quase 6 anos investindo eu estava deixando o meu dinheiro na mão de outras pessoas para investir para mim, mas estava confiante de que a estratégia era boa e de que se houvesse alguma perda ela não seria tão significante, até porque o histórico das pessoas que estavam na estratégia há mais tempo era boa. Porém, logo nos primeiros dias, comecei a notar algumas coisas estranhas, como Daytrades e colocação dos 80% dos meus recursos que estavam em CDBs como garantia. Colocando os recursos que estavam em CDB como garantia, a corretora ficou, digamos assim, com uma margem extra para correr riscos. Para não parecer chato, prometi a mim mesmo deixar a estratégia transcorrer por um mês e ver o que ocorria. E não é que me dei mal? 

O que aconteceu comigo me deixou bastante triste. No mês passado o Ibovespa teve uma subida de 9% com a euforia da queda da Dilma nas pesquisas e eu tive uma perda de quase 10%. Você tem ideia do que é  uma perda 10% para alguém que fica feliz conseguindo algo próximo de 1% de rendimento ao mês? Para recuperar meu patrimônio agora tenho que ter um rendimento superior a esses 10% para voltar aos patamares de antes. Se eu considerar o CDI como meta de rendimento já perdi nessa brincadeira mais de um ano de trabalho. Nossa... Sério... Escrevendo aqui agora me vem todo tipo de sentimento ruim na cabeça. Mas a culpa disso ter acontecido é minha, totalmente minha.

Como toda pessoa resiliente, vou aceitar o que ocorreu e assumir a responsabilidade, afinal de contas quem deu autorização para tudo que foi feito fui eu mesmo. Porém, bobo eu seria se não tirasse uma lição disso tudo. E o que aprendi, ao menos até agora: não confie o seu dinheiro a administração alheia. Vale muito mais a pena estudar e aprender a investir por conta própria do que deixar o seu dinheiro na mão de corretoras ou bancos. Existe um grande conflito de interesses em casos como este, pois uma corretora vive de corretagem, então quanto mais operações ela fizer para os clientes melhor. Os bancos vivem das famosas taxas de juros, então tudo que eles puderem oferecer de serviços onde lhe são cobradas altas taxas, melhor. Em suma, por mais que o seu assessor seja uma pessoa idônea, ele jamais vai sobrepujar os interesses da instituição para o qual ele trabalha.

Eu nunca tive uma perda tão grande em um único mês. Aliás, nem perto disso. Nem nos meus primeiros anos investindo eu tive um resultado tão ruim. Já tirei a autorização da corretora de operar para mim e eu mesmo é quem vou cuidar dos meus investimentos daqui para frente. Devagar e sempre, sem fórmulas mágicas, com educação, parcimônia e cautela. Os resultados compartilharei aqui no Blog. 

Estou feliz em estar de volta. Que venham os próximos posts.