quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Serra lança ferramenta para consulta dos salários pagos em todo país


O governador de São Paulo, José Serra, lançou uma ferramenta na internet para a consulta de salários em todo o Brasil. O Salariômetro (nome dado a ferramenta), que por sinal está em manutenção hoje, permite a consulta de praticamente todos os cargos existentes.

O banco de dados que foi usado parece que existe desde 1965, mas nunca tinha sido usado com essa finalidade. O site, que foi construído recentemente, custou R$ 200 mil aos cofres de São Paulo. Serra espera melhorar as condições de trabalho não só em São Paulo, mas em todo o Brasil.

A iniciativa foi realmente ótima e a ferramenta é muito interessante, mas eu fico com a pulga atrás da orelha. Por que só agora? Será que é porque estamos em ano de eleições?

Espero que não...




terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Que susto!


E aí pessoal, tudo bem com vocês?

Eu, enfim, retornei de férias. Depois de quase 40 dias em casa, emendando dia de folga, com carnaval e férias, estou de volta pra postar com mais frequência e visitar os blogs e sites que gosto de ler. Por incrível que pareça, eu acessei muito menos o computador nas férias do que quando estou em atividade.

E porque o susto?

Bom, o susto foi quando abri a minha planilha de acompanhamento de ações e rodei a macro para puxar os preços das ações no mercado. Quando realizei esta operação, reparei que o preço da Gafisa estava em R$13,90, sendo que ontem o papel estava valendo mais de R$26,00. Já pensou perder 50% em um dia? TÁ DOIDOOOO!.

A verdade, quando fui ver com mais calma, é que os acionistas aprovaram um desmembramento de ações. Ou seja, eles dividiram o preço da ação pela metade, mas dobraram a quantidade de ações que eu tinha. Em resumo, dá na mesma. Mas que foi um susto, isso foi.

Como novato no mercado de ações, eu nunca passei por isso. Já ouvi dizer que o desmembramento de ações permite que pequenos acionistas tenham a chance de comprar os papéis mais baratos no mercado, o que, em tese, aumenta a procura, que também aumenta o valor das ações. Entretanto, também já ouvi dizer que nem sempre é vantagem. Só o tempo vai dizer.

Continuarei comprado nas minhas ações da Gafisa - que incorporou a Tenda há pouco tempo, entrando de cabeça no mercado voltado para a classe C da população - acreditando que no longo prazo, o projeto Minha Casa Minha Vida, iniciado no governo Lula, renda bons frutos para mim.

É isso aí pessoal. Estou de volta...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eike Batista quer fortuna de 100 bilhões de dólares em 10 anos


Saiu uma matéria no Portal Exame onde o empresário Eike Batista estimou sua fortuna em 100 bilhões de dólares daqui 10 anos. Atualmente o mesmo já é o mais rico do Brasil, figurando como o 61 do mundo. Nada mal para um empresário Brasileiro, né?

100 bilhões de dólares é uma quantia exorbitante de dinheiro, que nem mesmo Warren Buffet ou Bill Gates conseguiram. Aliás, nem juntos eles possuem esse dinheiro. Mesmo assim, não duvido nada que Eike consiga essa quantia ou chegue bem perto disso. O cara tem uma autoconfiança enorme, além de uma visão de longo prazo que impressiona.

Eike espera fabricar carros no Brasil, iniciou uma companhia de Petróleo e tem outras diversas sob o manto de sua holding. Não satisfeito em ser o mais rico, Eike ainda quer ser o maior filantropo do mundo. Tal posto pertence a Warren Buffet atualmente, que doou 30 bilhões de dólares, se não me engano, para a fundação de Bill Gates e sua esposa.

Se alguém duvida do empresário, pode deixar seu comentário aqui.

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Deixo aqui um trecho da matéria que saiu no Portal Exame, fruto da entrevista de Eike a um dos maiores entrevistadores dos Estados Unidos, Charlie Rose, que apresenta o The Charlie Rose Show.

Obs: Pra quem não conhece o programa e tem TV por assinatura, basta procurar o canal ManagementTV, que é ótimo por sinal.

Segue o trecho da matéria:

"Pensar pequeno certamente não é um atributo do empresário Eike Batista. De suas primeiras minas de ouro na selva amazônica, nos anos 80 - que o levaram a acumular uma fortuna de 6 milhões de dólares aos 23 anos de idade - à OGX, sua petroleira, o empresário está acostumado a bater metas ambiciosas. Agora, aos 52 anos, ele se prepara para mais um desafio gigantesco: dentro de dez anos, quer ter uma fortuna de 100 bilhões de dólares, o que seria suficiente, hoje, para torná-lo o homem mais rico do mundo. A intenção foi revelada nesta semana, em um programa americano de entrevistas - o Charlie Rose Show, transmitido pela rede PBS.

Em seu programa diário de uma hora, o jornalista Charlie Rose - considerado um dos melhores entrevistadores dos Estados Unidos -, apresentou Eike Batista como o homem mais rico do Brasil. O brasileiro foi sabatinado sobre seus negócios, seus planos, sua história e sobre a sua visão do Brasil e da economia mundial. Em certo momento, Charlie pediu a Eike para estimar quanto poderia ser sua fortuna daqui a dez anos. Sua resposta surpreendeu o entrevistador: "100 bilhões de dólares", afirmou. O apresentador repetiu, perplexo, o número, e Eike emendou: 'Sim. O que eu posso dizer? Estou com sorte...'"

Para conferir a a matéria na íntegra, clique aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Cursos gratuitos na FGV


Essa semana recebi uma dica muito bacana de uma amiga. A FGV se associou a OCWC (Open Course Ware Consortium) e está oferecendo diversos cursos gratuitos, que são interessantíssimos.

Nesses cursos você pode fazer uma prova e, se tiver um aproveitamento de 70% ou mais, se não me engano, recebe um certificado da instituição. Bacana, não?

Se quiser acessar, basta clicar aqui.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Blog Dinheirama teve um livro lançado


Fiquei muito feli em saber que o blog Dinheirama, que eu adoro visitar, ganhou um concurso do Blogbooks na categoria Comunicação e Negócios. Com isso, o mesmo teve um livro lançado e houve até dia de autógrafos na livraria Saraiva.

Isso é muito gratificante não só para o autor, Corrado Navarro, como para toda a blogosfera. É muito bom ver que estamos crescendo com blogs de alta qualidade e com pessoas que, merecidamente, merecem o respeito e a atenção de outras mídias e do mercado.

Que continue assim. Parabéns Navarro, eu adoro ler o seu blog.

Confiram o post que o Navarro fez sobre os eventos que aconteceram nas Saraivas de SP e RJ aqui.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Férias

To passando aqui no blog só pra dar uma satisfação a todos que gostam de me visitar. Estou de férias desde 14/01/10 do trabalho, com retorno previsto somente após o carnaval. Nesse período, aproveitarei bastante o tempo para estudar, terminar meu TCC e, claro, dar uma atenção pra namorada.

Em virtude destas maravilhosas férias, estarei postando com muito menos frequência. Só espero que não deixem de me visitar e mandar e-mails. Assim que puder posto algo interessante por aqui.

Um abraço.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Já imaginou ganhar 10 milhões de dólares por dia?


"10 milhões de dólares por dia foi a quantidade que ganhou o investidor John Paulson em 2007, colhendo os frutos de uma aposta inteligente."

A citação e o texto, que segue neste post, saíram numa matéria no Portal Exame. É realmente fantástico, mas, depois de ter lido O andar do bêbado, me pergunto, não será este caso mais uma obra do acaso?

Faço questão de deixar o texto na íntegra para que façam a sua própria avaliação. A jogada, de fato, foi inteligente, mas, por que ele não consegue joagadas assim constantemente? Será que ninguém mais no mundo já havia pensado nisso? Se pensaram, por que não arriscaram? É mais fácil falar e fazer uma retrospectiva montando os fatos passados do que tentar adivinhar o futuro. Seja como for, o cara mandou bem.

A questão toda, na minha opinião, está no preparo. É óbvio que o acaso, as vezes, nos entrega de bandeja um monte de oportunidades. Entretanto, se não estivermos preparados para estas oportunidades, jamais poderemos fazer proveitos das mesmas. John Paulson uniu seu preparo, análise e inteligência num momento único ocorrido em anos. Se ele deixasse essa passar, quem sabe quando aconteceria denovo? Talvez nunca...

Leiam o texto de um homem que, até então, tinha rendimentos tão parecidos quantos os que eu tive no meu primeiro ano de investimentos.

"Nos últimos anos, o mercado financeiro americano não foi exatamente o melhor lugar para forjar uma reputação sólida. Desde 2007, quando o mercado começou a virar para baixo, algumas das mais ilustres carreiras de Wall Street foram dizimadas. O maior erro cometido por esse pessoal foi imaginar que a farra do mercado imobiliário americano duraria para todo o sempre -- nessa brincadeira, além dos empregos perdidos, 30 trilhões de dólares evaporaram. Pois, em meio à maior crise financeira dos últimos 70 anos, um desconhecido investidor ganhou fama de midas das finanças. Foi quando John Paulson, até então um joão-ninguém no bilionário mundo dos hedge funds americanos, fez a mais bem-sucedida aposta da história. Ele ganhou 4 bilhões de dólares em 2007 justamente ao apostar que o mercado imobiliário entraria em crise. Note bem: seu fundo, Paulson & Co., deu retorno de 15 bilhões de dólares a seus investidores. Os 4 bilhões citados foram parar direto no bolso do chefão do fundo. A história da jogada que rendeu a Paulson 10 milhões de dólares por dia é o tema do livro The Greatest Trade Ever ("O maior negócio da história", em tradução livre, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), escrito pelo americano Gregory Zuckerman, jornalista do Wall Street Journal.

Como isso foi possível? A aposta de Paulson teve como base a descoberta de que os preços de imóveis nos Estados Unidos tinham chegado a patamares insustentáveis, ao contrário do que especialistas afirmavam. O gestor investiu, então, bilhões de dólares na compra de seguros para títulos atrelados a hipotecas subprime (as de alto risco). Paulson imaginava que, quando a bolha estourasse e as pessoas tivessem dificuldade de pagar o financiamento de suas casas, a procura por esse tipo de seguro dispararia -- e seu preço, também. Se a bolha não estourasse, as perdas seriam pequenas, pois o custo do seguro era fixo. A aposta deu certo. Quando os bancos divulgaram balanços negativos em fevereiro de 2007, os papéis de Paulson, que não valiam quase nada quando foram comprados, dispararam. Em um dia, ele faturou 1,25 bilhão de dólares. Enquanto o sistema financeiro global começava a ruir como um castelo de cartas, o gestor americano iniciava seu período de glória.

Hoje, parece um tanto óbvio que o mercado imobiliário americano vivia um período de exuberância irracional. Mas, cinco anos atrás, apostar contra a valorização dos imóveis era considerado coisa de quem não via um palmo à frente. Quando o apostador era um sujeito que nunca tinha dado muito certo na vida (para os padrões de Wall Street, claro), ninguém prestou atenção. Até embolsar o maior bônus da história, John Paulson havia tido uma carreira relativamente modesta. Ele entrou na universidade para estudar cinema, mas logo se desinteressou. Passou dois anos no Equador e voltou a Nova York para terminar a faculdade, especializando-se em finanças. Conseguiu emprego na consultoria Boston Consulting Group, mas viu que estava na carreira errada e decidiu entrar no mercado financeiro. Após trabalhar na área de fusões e aquisições do banco de investimento Bear Stearns e tentar ganhar mais numa empresa menor, acabou sem emprego, administrando o próprio dinheiro. Em 1994, cansado da vida de lazer, montou seu hedge fund. Zuckerman conta que alguns investidores se preocupavam com o estilo de vida do gestor: solteiro, ele dava festas em seu loft e preferia passar as noites em boates, não na frente do computador (após casar com a secretária, assentou). Por mais de uma década, seus clientes se habituaram a bons ganhos, mas nada acima do normal. Em 2007, ninguém entendeu quando os retornos começaram a superar os 50% -- ao mês. Alguns deles chegaram a perguntar se o lucro de 66% não seria, na verdade, de 6,6%. "Paulson nunca tinha ganhado algo perto de 66%, nem mesmo em um ano", relata Zuckerman.

Um dos grandes méritos de The Greatest Trade Ever é o raro mergulho que o autor conseguiu dar no habitualmente opaco mundo dos hedge funds. Assim, é possível entender, com detalhes, como nascem apostas bilionárias como a de Paulson. Em 2005, ao perceber que a economia americana estava chegando ao limite do crescimento, Paulson pediu a seus funcionários para encontrar uma bolha prestes a estourar. Depois de apostas malsucedidas contra alguns setores, a atenção da equipe se voltou para o setor imobiliário. O alvo ficou claro quando um dos analistas de Paulson, Paolo Pellegrini, um amigo que estava encostado na empresa e desacreditado no mercado, conseguiu provar a existência da bolha. Pellegrini mapeou a trajetória dos preços de imóveis nos Estados Unidos e constatou que os preços haviam subido como nunca e, seguindo o padrão histórico, a queda seria brutal. Para definir o tamanho do investimento, Pellegrini avaliou o risco de mais de 6 milhões de hipotecas. Simultaneamente, um grupo de executivos do fundo criava instrumentos financeiros que permitiriam uma aposta grande como a que Paulson estava disposto a fazer. Eles correram para os bancos de investimento e sugeriram a criação de papéis que se valorizariam caso o mercado imobiliário continuasse subindo. Esses papéis, claro, eram vendidos a quem acreditasse que essa era a tendência. Mas, ao mesmo tempo, esses bancos vendiam a Paulson papéis que se valorizariam se os títulos que haviam acabado de vender derretessem (assim funciona Wall Street). "Quando Paulson determinou que o setor imobiliário era uma bolha, na primavera de 2006, os preços tinham começado a estabilizar, criando o momento perfeito para apostar contra o mercado", escreve ele. Assim nasceu o maior negócio da história. Em 2008, o ano do pânico pós-Lehman Brothers, Paulson continuou ganhando. O fundo deu um lucro de 5 bilhões de dólares. Hoje, a Paulson & Co. é um dos maiores hedge funds do mundo. E o dono do bônus de 4 bilhões de dólares continua procurando bolhas. A mais recente é o dólar. Para Paulson, a máquina de imprimir dinheiro em que se transformou o banco central americano após a crise vai gerar inflação no futuro, tirando valor da moeda americana. Seu porto seguro, agora, é o mercado de ouro."