quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Gênio investidor, Jim Simons, presidente da Renaissance Technologies


Warren Buffet é o segundo homem mais rico do mundo e um respeitado investidor, apesar da sua maneira atípica de investir. George Soros é um filósofo que usa o mercado para testar suas teorias, e tem tanto sucesso quanto o Warren Buffet.

Eu admiro ambos, já lí muito sobre os dois e é incontestável o sucesso ímpar dessas feras. Entretanto, tem um cara que me chama muito mais a atenção: Jim Simons. Há dois anos lí uma matéria sobre seu Hedge Fund, Renaissance Technologies, na qual dizia que o mesmo era administrado por uma equipe multidisciplinar, com áreas que, até então, nada tem a ver com o mercado. Lembro que fiquei admirado com isso, mas não conseguia achar nada sobre Simons, pois ele é uma figura que não se expõe.

Pra minha sorte, achei uma matéria no Infomoney que fala um pouquinho sobre ele. Não deixe de conferir.

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Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira

O melhor do mundo

Hoje aos 71 anos, o investidor é sócio-presidente da Renaissance Technologies, hedge fund especializado em fundos quant. Sua performance é impressionante. Desde sua abertura em 1988, o Medallion Fund, mais antigo produto da Renaissance, acumula retorno anual de 35,6% até o ano passado. O Medallion não opera ações, mas Treasuries, câmbio, commodities e derivativos.

Segundo matéria da EuroMoney datada de março de 2008, o Medallion rendeu 2.480% a seus cotistas em um período de 11 anos encerrados no final de 1999. De longe a melhor performance dentre todos os fundos semelhantes. Em segundo lugar aparece o Quantum Fund de George Soros, que conseguiu 1.700% no mesmo período.

Isto até 2008. Aí que a habilidade de Simons como gestor é reforçada. No ano em que praticamente todos perderam no mercado, a Renaissance Technologies lucrou US$ 2,5 bilhões, com impressionante retorno de 80% do Medallion. Com este desempenho, liderou o ranking de 2008 dos melhores gestores de fundo da Alpha Magazine, que considera as taxas de administração cobradas.

Máquina à frente nas decisões

Mais intrigante é a maneira que a Renaissance opera. A firma sediada na pequena cidade de East Setauket, no estado de Nova York, conta com aproximadamente 200 funcionários. Destes, apenas dois são formados em finanças e possuem carreira em Wall Street. O restante são estudiosos de astrofísica, matemática, linguística, ciência da computação ou estatística. Cerca de um terço é Phd em sua área.

Simons é referência quando se fala em fundos quantitativos. Utiliza softwares avançados para a tomada de decisões, fator que limita a exposição das operações às oscilações emocionais de seu gestor. Entre as modalidades difundidas por seus fundos, destaque para os "high frequency", modelos que se adaptam em tempo real a qualquer oscilação diária do mercado, propondo uma série de alternativas ao investimento instante por instante.

Os esforços dos mais de 200 cientistas da Reinassance vão para o desenvolvimento de modelos matemáticos complexos, cuja proposta é analisar e executar as ordens automaticamente. A cada variação do intraday, alguns de seus modelos geram centenas de respostas em segundos, incorporando qualquer informação ou variável. As ordens são soltas não por gestores, mas pelos computadores.

A fórmula secreta

Como James Harris Simons não comenta sobre suas estratégias, alguns chegam a questionar a possibilidade de, lá na frente, seu fundo se provar uma nova pirâmide Madoff. Mas o Medallion, por exemplo, já foi fechado para novos aportes, atualmente administrando mais de US$ 7 bilhões. Atualmente, trabalha com recursos apenas de Simons e seus funcionários. Caso alguém saia prejudicado, serão eles mesmos.

Em 2003, dois funcionários que haviam trabalhado na Renaissance revelaram alguns segredos de Simons. Seus modelos utilizam informações dos livros de ofertas, de ordens que ainda não haviam sido executadas. Como exemplo, identifica uma grande venda de determinado ativo e formula opções centavos antes, usando aquela ordem para cobrir simultaneamente sua posição.

20 anos à frente

Fica nisto. A ausência de maiores informações também responde ao fato dos empregados de Simons não terem do que reclamar. Poucos deixaram a Reinassance até hoje, seja pelos bônus milionários, seja pela simplicidade, pelo bom humor ou pela preocupação demonstrada com seus funcionários. O curioso restante de Wall Street trata o gestor como mito.

A possibilidade de sempre bater o mercado é vista com muito ceticismo. Ao longo dos anos, alguns argumentos pesam contra esta tese, como a performance ruim de Buffett em 2008, a queda do LTCM - Long Term Capital Management - no final da década de 1990, ou a pausa de Soros alguns anos atrás. Enquanto não se prova o contrário, Simons segue na frente dos índices.

4 comentários:

Natália Magalhães disse...

Confesso que ainda não tinha lido nada sobre este cara, mas acho fascinante empresas que apostam em todas as áreas de conhcimento. Afinal, não há ninguém tão sábio que não possa aprender, nem ninguém tão burro que não tenha nada a ensinar.. e no caso dos caras são mestres em suas áreas. Realmente uma visão admirável..
Esse texto me lembrou o daquela agência de publicidade em SP que só tinham duas pessoas formadas em pubicidade que vc me mostrou, lembra? Se ainda tiver eu quero! beijos amor.

appleat disse...

Esses caras são demais, só espero que acha mais empreendedores por aí.... será você? Beijos da Tia Ana

Felipe Ramalho disse...

Tem como investir nesse fundo aqui pelo Brasil? Ou no caso negativo, posso eu aqui do brasil investir nesse fundo!

Victor Ventura disse...

O fundo está fechado para captação há mt tempo e só tem como investir lá fora.