sexta-feira, 24 de julho de 2009

JP Morgan, o banqueiro dos banqueiros


Quem já leu Os Magnatas, sabe o quanto JP Morgan foi unfluente na sua época. Para quem não o conhecem não deixe de ler a matéria do Roberto Altenhofen Pires Pereira.


SÃO PAULO - Hoje fragilizado, o sistema financeiro norte-americano acompanha de perto a evolução da superpotência econômica. Do desenvolvimento bancário dos Estados Unidos, motor da ascensão da ainda maior economia do mundo, um nome fala mais alto: John Pierpont Morgan.

A trajetória do banqueiro e a ascensão da economia norte-americana caminham juntas. Herdeiro da instituição que leva o nome de sua família, cravou suas iniciais à frente da logomarca e guiou-a por mais de um século sobrevivendo às grandes crises e se fortalecendo nas fases de esplendor.

Mas por incrível que pareça, a trajetória de Pierpont vai muito além do desenvolvimento do sistema financeiro de um país. Sua aptidão para os negócios e inegável veia empreendedora associam seu nome também à fundação de algumas das mais importantes companhias norte-americanas, como GE e U.S. Steel.

O banco

A solidez da casa impressiona. Por mais que tenha relacionado perdas contábeis, o JP Morgan foi uma das instituições financeiras que menos frequentou o noticiário desta crise. Curiosamente, quando o cenário é de um governo resgatando bancos, o JP Morgan comemora um centenário do episódio em que salvou a bolsa norte-americana de quebra e o Tesouro do país da falência.

Exatamente 100 anos antes do início dos problemas do subprime, em 2007, a instituição abria os cofres para suavizar os efeitos de um colapso que poderia comprometer a prosperidade do sistema capitalista. Naquela época, mais do que banco, o JP Morgan chegou a ser Banco Central dos Estados Unidos.

Entre idas e vindas da economia norte-americana no longo caminho para se tornar a superpotência do mundo, Pierpont resgatou duas vezes o país com recursos próprios, ou orquestrando uma saída para as depressões.

Reorganizador

Mas fugindo um pouco da história da instituição por si só, vamos à história do personagem. Nascido em 1837, John Pierpont Morgan estudou matemática em Boston e na Alemanha, ocupando uma cadeira no banco de seu pai, até então chamado J.S. Morgan (Junius Spencer Morgan), em 1837. A instituição seria reorganizada apenas 1895, se tornando JP Morgan and Company a partir daí.

Reorganizar é uma palavra que acompanha toda a vida de Pierpont Morgan. Era reconhecido pelo conservadorismo em suas decisões, mesmo parecendo agressivo se avaliarmos seus resultados. Isso porque, além de dominar o sistema financeiro, é tido como estruturador de setores chave da economia norte-americana, como a indústria siderúrgica e de transportes.

De certa forma, os manuais citam que o JP Morgan como instituição cresceu com o desenvolvimento do sistema financeiro. Há quem diga que o sistema financeiro cresceu com o JP Morgan.

Aptidão incrível

Suas manobras o colocam entre os investidores mais ativos do período do boom das railways. Chegou a ser dono de aproximadamente 60% das ferrovias em território norte-americano. Antes de explicar sua participação nas grandes companhias, vale citar um caso curioso, que ajuda a revelar sua incrível aptidão para os negócios.

Pierpont adquiriu do exército norte-americano uma série de rifles em más condições, por cerca de US$ 3,5 cada. Na iminência da guerra civil no país, trabalhou na restauração das armas junto de seu parceiro de negócio e as revendeu para o exército, por US$ 22 cada.

"Revolução industrial"

Mas voltando à trajetória do empreendedor, alguns nomes importantes da indústria mundial se associam ao nome do banqueiro. Entre os principais, destaque para a U.S. Steel, negócio fechado sem contrato assinado em papel, na palavra, entre Pierpont Morgan e Andrew Carnegie. A consolidação conduzida pelo banqueiro deu origem à gigante de siderurgia - no nascimento do século XX - como a primeira companhia bilionária do mundo, com capitalização de cerca de US$ 1,4 bilhão em 1901.

Não bastasse sua contribuição na consolidação do setor siderúrgico, Morgan aparece na trajetória de uma das empresas mais tradicionais do mundo. A condução da fusão entre a Edison Electric, de Thomas Edison, e a Thompson-Houston Electric deu origem à companhia hoje chamada General Electric - GE.

Para a história

Além dos negócios, John Pierpont Morgan dedicou seus últimos anos ao amor pela arte. Fundou o Metropolitan Museum of Art de Nova York enquanto concentrava esforços na aquisição de seguradoras e outras instituições financeiras. Como recebeu o banco de seu pai, o deixou para seu filho, John Pierpont Morgan Jr., após sua morte em 1913.

A instituição sobrevive com seu nome, mesmo após ceder aos percalços que o tempo lhe impôs. Hoje, é JP Morgan Chase, nome que incorpora sua fusão com o Chase Manhattan.

Após revolucionar o sistema financeiro, os transportes, a indústria e de certa forma o capitalismo norte-americano, John Pierpont Morgan segue lembrado por algumas frases memoráveis, como "se você pudesse vender a sua experiência pelo preço que ela lhe custou, ficaria rico". Outros lembram Pierpont por uma frase que não é dele, mas ficou famosa em sua época: "Deus criou o mundo. E Morgan o reorganizou".

5 comentários:

empreendedorismo disse...

Xara muito interresante agora uma coisa que me surpreendeu é que a maioria das empresas que são passadas para filhos e netos e por ai vai sempre fracassam,mas aconteceu o contrario a Jp Morgam só cresceu e se mantem firme até hoje!
Obs.continuo lendo entrando aqui no blog,depois me passa seu e-mail quero tirar umas duvidas

Anônimo disse...

hi, new to the site, thanks.

bilac baleeiro cardoso david disse...

Ele realmente foi visionário, adquiriu a ferrovia dos Biterfilds q ja era uma potência, comprou a siderurgica de Carnegie(480milhoes de dolares, em dinheiro de hj isso da 200 bi) investiu na maior hidroeletrica do mundo na sua época a do niagra, enfim superou todos empresários do seu tempo, brigando lado a lado com Rokefeler, foi o único q nasceu rico, os outros construiram suas fortunas do NADA. A história dos EUA seria outra não fosse a ousadia desses senhores.

bilac baleeiro cardoso david disse...

Ele realmente foi visionário, adquiriu a ferrovia dos Biterfilds q ja era uma potência, comprou a siderurgica de Carnegie(480milhoes de dolares, em dinheiro de hj isso da 200 bi) investiu na maior hidroeletrica do mundo na sua época a do niagra, enfim superou todos empresários do seu tempo, brigando lado a lado com Rokefeler, foi o único q nasceu rico, os outros construiram suas fortunas do NADA. A história dos EUA seria outra não fosse a ousadia desses senhores.

Paulo Nayan disse...

Não foi ele que investiu na ideia de Thomas Edison e iluminou New York ?
Vi esses dias no NatGeo que ele foi o primeiro homem do mundo ter uma casa iluminado por lâmpadas incandescentes (NY). Na época era tudo a carvão, e os poderosos ficaram com medo de que todas as casas fossem iluminadas por essa nova ideia, e perder todos os seus clientes. Isso prova que no mundo e em cada pais sempre teremos os poderosos querendo empatar qualquer ideia que irão atrapalhar os seus ganhos, mesmo que isso seja para o beneficio de todos. Não Marina Silma ferrenha, mas acho que ela está certa com relação a busca de outras energias. Mas também acho que ela está buscando sarna pra se coçar com os nosso poderosos da Energia Eletrica. Ninguem quer diminuir a sua fatia no bolo, mesmo que seja bom a todos no futuro, principalmente para os filhos, netos e bisnetos desses magnatas.