segunda-feira, 27 de junho de 2011

Carlos Slim: o que você pode aprender com ele?




Já tive a oportunidade de postar sobre este fantástico empresário aqui, onde ficou enfatizada a questão da frugalidade com que o mesmo vive, tendo em vista a enorme quantidade de recursos que possui.

Dessa vez reproduzirei um texto que saiu no site da Wintrade, que é a corretora pela qual opero. Eles estão iniciando uma série chamada Milionários e Bilionários: o que você pode aprender com eles, que está super interessante.

Não deixe de ler.

Carlos Slim: O Rei Midas

"Ele é conhecido como uma espécie de “Rei Midas”, o personagem mitológico que transformava em ouro tudo que tocava. Trata-se, de acordo com a famosa lista da revista Forbes deste ano, do homem mais rico do mundo, com uma fortuna calculada em US$ 74 bilhões. É dono da America Movil, da Claro, de parte da Embratel e da Net, acionista do jornal New York Times e da loja de departamento de luxo Saks Fifth Avenue, entre diversos negócios que englobam uma mineradora (Mineras Frisco), um banco (Inbursa) e outros de setores diferenciados. Seu nome: Carlos Slim.

Slim é mexicano e desde cedo aprendeu alguns princípios básicos com o pai. Entre eles: vender grandes quantidades a preços baixos; possuir sempre uma reserva financeira que permita que oportunidades sejam aproveitadas; investir visando ao longo prazo; considerar que todos os tempos são bons para aqueles que sabem e podem trabalhar. Estes conceitos nortearam a vida do magnata que, até mesmo ao casar-se com 21 anos, resolveu utilizar um terreno herdado pelo pai não para construir uma bela casa para a nova família que estava formando, mas um prédio, com apartamentos que poderiam ser alugados ou vendidos. Seu primeiro negócio, aliás, foi uma imobiliária chamada Carso que, adiante, se tornaria o grande Grupo Carso.

A construção da riqueza – Carlos Slim começou a fazer dinheiro cedo, como a maior parte dos bilionários. Dizem que, quando criança, costumava vender doces para os primos e, aos 15 anos, guardando um pouco aqui e ali, já possuía 44 ações do Banco Nacional do México. Formou-se em Engenharia e chegou a trabalhar como professor. Depois foi operador da Bolsa de Valores. A tal imobiliária Carso foi a chave para o começo do sucesso financeiro, pois a partir dela começou a comprar terrenos, construir, vender e fazer cada vez mais dinheiro. O fato é que Slim soube aproveitar bem as habilidades na construção e no mercado financeiro para expandir enormemente seus ganhos.

Entre suas aquisições estiveram a Cigatam, principal companhia de cigarros e charutos do México, na década de 80; a Telmex nos anos 90; e a inauguração do museu Soumaya (nome de sua mulher, que já faleceu) em 1995. Em apenas um ano, de 2010 para 2011, sua fortuna aumentou US$ 20,5 bilhões, o que fez com que ocupasse o primeiro lugar no ranking da lista da Forbes pelo segundo ano consecutivo. O mexicano é considerado apreciador de obras de arte e no museu Soumaya estão obras como “O Pensador”, do escultor francês Auguste Rodin.

Nada de ostentação - Apesar de toda possibilidade de ostentação que o dinheiro lhe dá, Slim é conhecido pela simplicidade. De acordo com seu biógrafo José Martínez, o mexicano vive com cerca de US$ 24 mil por mês, o que pode parecer muito para os simples mortais, mas para quem possui a maior fortuna do mundo, seria quase nada; também não tem avião particular, não usa jóias nem objetos de luxo, e prefere obter informações pelo telefone do que pela internet. Tecnologia, aliás, não parece ser seu forte, ainda que ganhe muito dinheiro com negócios no setor. A característica que poderia ser considerada uma espécie de “pão durismo” parece ser comum a alguns dos muito ricos. Warren Buffet, o mega investidor, também faz parte desta turma. Para saber mais sobre Carlos Slim vale a pena acessar o site pessoal do homem mais rico do mundo."


"Confira algumas frases já ditas pelo bilionário em entrevistas à imprensa:

"O que as pessoas devem tentar fazer é trabalhar no que gostam, procurando áreas em que sua vocação e talento façam diferença. É fundamental ser paciente. É vital manter o otimismo sempre"

"Acho que a idade mudou mais minha maneira de ver as coisas do que o dinheiro. Agora estou mais velho e o que mais gosto de fazer é conviver com minha família, meus amigos e estar rodeado de pessoas interessantes, gente que pensa e cujas ideias me surpreendem"

'Um empresário pode cometer muitos erros: Não ter as melhores referências mundiais, não reinvestir, não estar com equipamento de ponta, estar atrasado em sua capacidade produtiva, não oferecer qualidade de serviço ao cliente e não desenvolver seu capital humano. E há grandes erros, como querer fazer tudo às pressas, quando as coisas têm seus tempos. É preciso entender os tempos: ter uma visão de longo prazo, ainda que se tenha de atuar no curto'"




quarta-feira, 15 de junho de 2011

Carteira Victinhu Investimentos - Maio/2011


Mais uma vez, com a correria do trabalho, demorei a soltar a postagem com os resultados de maio. O bicho tá pegando pro meu lado na empresa (quem me acompanha no twitter sabe bem), então tenho postado muito pouco aqui no blog, além de também não estar conseguindo visitar os blogs que acompanho. Enfim, demorou bastante, mas os resultados estão aí.

Rentabilidade mensal: pelo segundo mês consecutivo, a carteira Victinhu ficou no negativo e abaixo do Ibovespa. Entretanto, comparado a abril, o resultado ficou bem próximo do Ibovespa. Se a Petrobras continuar em queda, como vem fazendo nos últimos dois meses, a tendência da carteira é se aproximar do Ibovespa, podendo até ficar pior do que a mesma. O grande problema de não diversificar é esse, ficar refém da rentabilidade de um ativo, que pode comprometer seus resultados e aumentar o risco da carteira. Vejamos as rentabilidades mês a mês e o acumulado até agora:

Rentabilidade mensal

Comparado ao Ibovespa a carteira Victinhu continua bem, mas devo manter o olho aberto para novas possibilidades de investimento. Continuo mantendo a minha posição em realizar lançamentos cobertos com PETR4, mas devido as quedas consecutivas e a volatilidade do papel, não tenho conseguido achar bons pontos para lançar com segurança. Vejamos como será no próximo mês.


Alocação no início de maio: a alocação no início de maio manteve-se a mesma do final de abril.

Alocação no início de maio


Alocação no final de maio: não houve nenhuma compra no mês de maio, mas a triste notícia é que tive que mexer na poupança. Conforme já havia dito em outros posts, mantenho uma reserva na poupança para o caso de necessidades mais especiais, então, apesar de não ser frequente, de vez em quando faço resgastes nessa conta. No início do mês passado tive a infelicidade de derrubar o meu Iphone 3G do último andar da escada do shopping aqui em macaé. Não tenho ideia da altura, mas com certeza é algo próximo dos 10 metros. Vocês podem imaginar o estado do celular depois, né? Então, tendo em vista todos os contatos, anotações e agendamentos que eu tinha no celular, não pude deixar de comprar um outro para fazer backup. Infelizmente a Oi não tem promoções para resgate de celulares, então tive que comprar um Iphone no "pau" - A VISTA - porque eles não dividiam. Já que ia gastar pra comprar outro, acabei comprando o Iphone 4 de vez. Além da retirada para o Iphone 4, também tirei uma quantia a mais para poder fazer uma revisão boa no meu carro. Com isso a alocação acabou ficando da seguinte forma ao fim de maio:

Alocação no final de maio


RENTABILIDADE MENSAL POR ATIVO




1. Ações: PETR4 mais uma vez fez feio no mês. Em abril a queda foi de -10,35%, enquanto em maio tivemos mais uma queda, dessa vez de -5,75%. Essas duas quedas bruscas e consecutivas comprometeram fortemente os resultados da carteira Victinhu, que vinha tendo um desempenho ótimo até março. Parece que o mercado vem penalizando a ação por não acreditar nos frutos do pré-sal. Pelo menos não por ora. Preciso ficar com o olhar mais atento para as oportunidades de lançamento coberto com essa ação, mas o trabalho tem me mantido muito afastado do computador. O fato de ter ficado sem meu Iphone atrapalhou mais ainda, pois não pude acompanhar os preços enquanto estive fora. Perdi vários pontos de lançamento com isso, mas isso não significa que desistirei da minha estratégia.

2. Fundos Imobiliários: FFCI11 parece ter encontrado uma resistência forte em R$1,80. A cota passou poucas vezes desse valor no mês, fechando com o mesmo preço do mês passado. O aluguel, que é muito bem vindo, vem se mantendo da mesma forma que os outros meses, independente do preço. Se FFCI11 não passar desse topo, pode ser interessante vender e partir pra um novo investimento.

3. Renda fixa: a poupança teve uma alta mais expressiva em maio, por outro lado, o título NTN-B com vencimento em 2015 teve uma queda de -1,63%. Conforme já falei anteriormente no post, infelizmente tive que retirar dinheiro da poupnça para cobrir o rombo do meu telefone e fazer a revisão no meu carro. Com a queda do título, vale a pena ficar de olho na variação do IPCA, pois a tendência era de alta até então. Isso deixa os títulos atrelados a este índice bem atraentes.


ALOCAÇÃO DE ATIVOS





Sem mais delongas, a alocação vem se mantendo nos mesmos ativos desde o início do ano. Para o mês seguinte prometo novidades na alocação. Já vou adiantando que comprei uma ação de uma instituição financeira, pois fui stopado em FFCI11. Mas esses resultados vocês verão no início do mês que vem.

terça-feira, 14 de junho de 2011

10 motivos que comprovam que a Lady Gaga é a rainha do Marketing


E não é que imagem, estilo e personalidade são tudo mesmo? Que tal aprender um pouco com a Lady Gaga?

10 motivos que comprovam que a sensação do momento da música pop é um gênio quando o assunto é se auto promover:

1 - Tem 34,9 milhões de fãs no Facebook, com um mural que é uma máquina de vendas capaz de dar inveja a Mark Zuckerberg, o criador do Facebook

2 - Seus seguidores chegam a 10,3 milhões no Twitter. E quem chegou aos 10 milhões de seguidores antes de qualquer um? Lady Gaga. E adivinha quem o Twitter coloca como similar a ela? Barack Obama, o sujeito que nós conhecemos como presidente dos Estados Unidos

3 - Lady Gaga é a número 1 na lista das 100 celebridades mais influentes da revista Forbes de 2011, com a credencial de ter faturado 90 milhões de dólares em shows em 22 países. Como diz a Forbes, às vezes compensa ser esquisito

4 - Sem contar Born this Way, Lady Gaga já vendeu 15 milhões de cópias de CDs e 51 milhões de singles, saindo do anonimato para a fama com a mesma rapidez com que troca suas perucas coloridas

5 - Como single, Born this Way escalou as paradas do YouTube em 21 países até a posição número 1 em menos de 24 horas, semanas antes da estreia do álbum

6 - No lançamento do álbum, ontem, segunda-feira, Lady Gaga fez os servidores da Amazon pedirem água, durante uma promoção de download do CD por 99 centavos de dólar, e mostrou que uma nuvem de computadores não é garantia de nada diante dela

7 - Dominatrix fashion, Lady Gaga sempre conseguiu combinar roupas desconcertantes com grifes como Versace, Alexander McQueen e Christian Lacroix sem o menor indício de choque cultural. Virou o arquétipo de artista cool

8 - Lady Gaga também se consolidou como garota-propaganda. Quando o Google escolheu uma celebridade para promover seu browser Chrome, optou por quem? Lady Gaga usando a internet. E a Virgin Mobile, do empresário Richard Branson, outra celebridade cool, quem escolheu? Lady Gaga, mais uma vez. E a Cable Monster, que precisa convencer as pessoas a comprar cabos de 100 dólares, apelou para quem? Nem é preciso dizer.

9 - A sagacidade de Lady Gaga foi sacramentada recentemente pelo astro pop Elton John, de 64 anos de idade, com 250 milhões de álbuns vendidos nas costas. Ele a escolheu para madrinha do filho que adotou no ano passado. A explicação dada por Elton John: além de ela ser uma boa pessoa, tem faro ímpar para ajudar o garoto nos negócios da música ao longo de sua vida.

10 - O magnetismo de Lady Gaga começou a funcionar até no papel de musa de filantropia. Vendeu 1,5 milhão de dólares de pulseirinhas de plástico para ajudar as vítimas do terremoto e do tsunami do Japão em março. Precisa mais?

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Obs: eu não lembro de onde copiei os 10 motivos, pois deixei em um arquivo por ter achado interessante. Que fique claro que não é da minha autoria.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Carteira Victinhu Investimentos - Abril/2011


Obs: Este post foi reescrito, pois o Blogger perdeu todas as informações que eu havia postado há um tempo atrás, inclusive os comentários e as modificações que eu fiz no blog no mesmo dia.

Rentabilidade mensal: O mês de abril para a carteira Victinhu, pela primeira vez em 2011, ficou aquém das expectativas, principalmente conta da Petrobras (PETR4), que tem participação em mais de 50% da carteira. De qualquer forma, o Ibovespa também não foi lá essas coisas. Segundo levantamento da Economática, o IBOV teve o 2° pior rendimento das américas no mês, com desvalorização de 3,58%, enquanto a carteira Victinhu Investimentos ficou negativa em 5,08%.

Apesar da quebra abrupta em abril, a carteira Victinhu ainda vem batendo o IBOV com folga.
Vejamos os resultados:

Rentabilidade mês a mês

Reparem que, apesar do risco de manter somente uma ação em carteira, os resultados não estão ruins quando comparados ao Ibovespa. Mais uma vez volto a repetir: mantenho minha posição em PETR4 visando o lançamento coberto de opções, de forma que eu possa remunerar a minha carteira e adquirir ainda mais ações. Eu poderia ter reduzido as perdas no mês se não tivesse sido tão olho grande. Ocorreram vários pontos para bons de lançamentos, mas prefiri esperar pra ver se poderia ganhar mais um pouco no prêmio. O resultado de não respeitar a estratégia está aí, como vocês podem ver. Ahhhh se eu tivesse ouvido o Bastter...

Alocação no início de Abril: a alocação no início do mês manteve-se a mesma do final de março.



Alocação ao final de abril: com a entrada de alugueis do fundo Rio Bravo Renda Corporativa, mais uma sobra do último lançamento de opções e caixa, reforcei a minha posição no título NTN-B, com vencimento em 15/05/2015. Esse título está pagando 6,68% a.a + a variação do IPCA. Ou seja, com a subida dos juros e a escalada dos preços dos produtos, a tendência é que fique cada vez mais atrativo este tipo de investimento. Pretendo ir reforçando minha posição em títulos e fundos imobiliários enquanto a econômia estiver desse jeito. No momento a bolsa está em queda e ninguém sabe o fundo do poço, então é bom ficar ligado, pois pontos de entradas podem aparecer, mas não recomendo a compra. Além da queda brusca que tivemos ao longo do mês, também houve um pedido de resgate do fundo Victinhu Investimentos. Resolvi tirar da poupança para não ter que mexer em nenhum outro ativo. Com estas movimentações, a alocação ficou da seguinte maneira:




RENTABILIDADE MENSAL




1. Ações: PETR4 teve uma forte desvalorização no mês de abril. A carteira só não ficou tão comprometida devido aos outros ativos. Com dúvidas sobre o sucesso do plano de investimentos e os problemas com o aumento do combustível, subida do juros e compra de gasolina por parte da Petrobras, a ação vem sofrendo quedas consecutivas nos pregões. Os resultados em bolsa da Petrobras, dentre todas as outras empresas de petróleo no mundo, tem sido um dos piores. Apesar de tudo, acredito que o papel esteja barato e que há potencial de ganho. Manterei a minha estratégia de lançamento coberto com as ações da empresa, sempre mantendo a minha posição.

2. Fundos Imobiliários: FFCI11 tem me surpreendido todo mês. Os alugueis continuam caindo de forma constante e a ideia é manter a posição enquanto eu estiver no lucro. Meu preço médio na cota está em R$1,50. Para não corroer meus ganhos em caso de perda, deixei um stop em R$1,60. No final de abril a cota estava valendo R$1,80. Nada mal...

3. Renda fixa: comparado ao último mês, a poupança deu uma leve melhorada, enquanto o título NTN-B com vencimento em 2015 não subiu tanto. Apesar de tudo, continuarei mantendo e reforçando a minha posição em títulos, pois há uma expectativa de subida nos juros, o que torna este tipo de investimento interessante. No mês de abril fiz um pequeno aporte na carteira e comprei mais títulos da série NTN-B com vencimento em 2015. Também houve necessidade de retirada do fundo de uma das pessoas que investem comigo, então resolvi mexer na poupança, que é justamente a minha reserva de emergência. No final a quantidade que saiu foi praticamente a mesma da que entrou.


ALOCAÇÃO DE ATIVOS




Não houve muita mudança na alocação de ativos de março para abril. Pretendo manter a minha estratégia de realizar lançamentos cobertos, mas, com a queda brusca de PETR4, estou pensando seriamente em vender para comprar umas ações da OGX. Enfim, vamos ver como reagirá a bolsa nos próximos meses.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quanto vale uma empresa para o comprador?


Por sugestão do colega Felipe Mattos, responsável pelo atendimento da FIAP nas mídias sociais, estou postando um artigo do professor Clayton Nogueira.

Por: Clayton Nogueira*

Quanto vale uma empresa para o comprador?

Todo bem tem valor distinto aos olhos de quem vende e de quem compra. O mesmo vale para uma empresa. Meu objetivo com este artigo é apresentar, em poucas palavras, como se chega ao valor de uma companhia sob o ponto de vista do comprador, ou seja: qual o preço alguém estaria disposto a pagar pela empresa?

Para um empresário que decide vender sua empresa, fatores como emoção, status e benefícios fiscais e econômicos entram na balança na hora de calcular o valor do seu negócio.

O empreendedor normalmente valoriza o tempo e a energia investidos e todos os percalços pelos quais passou para criar e desenvolver sua empresa, principalmente em ambientes hostis ao empreendedorismo e de elevada carga tributária, como é o caso do Brasil. O custo de não estar com a família, as noites mal dormidas por conta das preocupações com a produção, com as vendas ou com as contas e impostos por pagar certamente pesam quando o vendedor quer definir quanto pedir.

Além do valor emocional agregado, o fato de ser o dono de uma empresa também traz algum poder e status. Depois de vendida, mesmo com dinheiro no bolso, o ex-dono vai perder parte desse status e tem que se cuidar para que essa mudança não provoque ansiedade e até depressão.

Os benefícios fiscais e econômicos para os proprietários de empresa no Brasil também podem ser uma vantagem extra, comparativamente com aqueles que vivem de renda ou são assalariados, da qual é preciso abrir mão ao desfazer-se do negócio.

Porém esses fatores – emoção, status e benefícios monetários – não têm valor para o comprador.

O caixa é rei

A valia de uma empresa é determinada pelo valor presente de seu fluxo de caixa futuro. Valor presente – ou valor atual – é o valor dos fluxos de caixa futuros gerados pela empresa descontados a uma determinada taxa. Esse valor seria assim determinado:

Valor da Empresa = ∑ (Fluxo de Caixa Livre) do período “n” dividido por (1+taxa de desconto) elevado a “n”, onde “n” igual a período de ocorrência do Fluxo de Caixa.

O fluxo de caixa de uma empresa em determinado período é dado pela seguinte equação: Lucro Operacional Líquido depois do Imposto de Renda (+) Despesas que não representam saídas de caixa (depreciação, amortizações etc) (=) Fluxo de Caixa Operacional (-) Investimentos em Capital Fixo (máquinas, Instalações, etc) (+/-) Variações investimento em capital de giro (=) Fluxo de Caixa Livre.

O lucro não é sinônimo de caixa, mas com certeza é o principal componente ou o que mais contribui para a geração de caixa. Assim, para turbinar seu lucro você vai precisar de crescimento de vendas forte, margens (preço (-) custo variável) adequadas, estrutura de despesas fixas enxuta e pagar o mínimo necessário em impostos.

Aqui sim, bons produtos, marca reconhecida, boa carteira de clientes e produtividade vão ajudar a vender mais e ter boa margem.

Sob o ponto de vista de investimentos em capital fixo, boas instalações atuais significam menos investimentos e isso é economia de caixa que beneficia o fluxo de caixa livre.

Sob o ponto de vista de capital de giro, quanto menor o investimento em estoques, contas a receber (menor prazo de recebimento) e maior prazo para pagamento dos passivos, menos desembolso de caixa e, portanto, mais fluxo de caixa livre.

A taxa de desconto abate o fluxo de caixa futuro a um valor presente, pois o dinheiro tem valor no tempo. Essa taxa de desconto é determinada por dois componentes: um componente de risco associado a não ocorrência dos fluxos de caixa futuros, e um componente que se refere ao custo de oportunidade, isto é, o custo da alternativa sacrificada para que o recurso fosse investido nessa alternativa, no caso nessa empresa e não em outra. Normalmente a taxa é determinada por uma taxa de juros básica da economia mais uma taxa pelo risco.

Mas afinal quanto vale a empresa para o comprador?

Vale o valor presente dos fluxos de caixa futuros gerados pela empresa atualmente, somado ao valor presente dos fluxos de caixa gerados pelas sinergias sob a nova gestão. Existem sinergias de receita, como, por exemplo, produtos complementares ou uma boa rede de distribuição que irá turbinar as vendas dos produtos na nova empresa. Do lado dos custos, as sinergias podem ser de escala, fiscais, de integração vertical etc.

Se sua empresa gera um fluxo de caixa livre anual de R$ 1.000.000,00 constante e a taxa de desconto do seu comprador para esse projeto for de 12,5% ao ano, sua empresa vale R$ 8.000.000,00, sem sinergias, sem caixa e sem dívidas. Na mão do comprador, sua ex- empresa, por conta das sinergias, vai gerar um fluxo de caixa livre de R$1.500.000,00 e aí passa a valer, R$12.000.000,00 (aos mesmos 12,5%) sem caixa e sem dívidas.

Quanto maior a taxa de crescimento de suas vendas e, em consequência, do lucro e do fluxo de caixa, maior será o valor presente. Quanto menor o risco associado a esses fluxos de caixa, menor a taxa de desconto e, portanto, maior o valor presente. Uma das grandes discussões entre vendedores e compradores é a taxa de desconto, pois cada um tem um custo de oportunidade e uma aversão/propensão ao risco.

Agora, caro empreendedor, a negociação é com você e o valor final deverá estar entre o valor presente sem e com sinergias e vai depender da taxa de desconto e, por certo, do quão estratégico é o seu negócio para os objetivos de seu comprador e do seu poder de negociação que, sabemos, dispensa comentários. Boa sorte.

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*Clayton Nogueira é diretor financeiro para a America Latina da Valspar Corporation. Graduado em Administração de Empresas com mestrado em Controladoria pela USP, MBA em Marketing pela ESPM-SP, conselheiro fiscal e de administração certificado pelo IBGC. É professor de Planejamento e Controle na FIAP e da FIA-USP, conselheiro fiscal da Abrafati e diretor vogal no IBEF-SP.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Exemplo de capitalismo moderno


Acabei de ler uma notícia no G1 e não me aguentei, tive que começar a escrever este post. Vejam o título da matéria:

"Copom surpreende e sobe juros para 12% ao ano no 3º aumento seguido"

Com esse aumento da taxa de juros, o Brasil está disparado na liderança dos países com juros altos. Essa diferença faz com que o país atraia capital especulativo, que só entra no país visando o enorme spread entre as nossas taxas e as taxas de outros países. Os investidores que colocam seu dinheiro no Brasil pegam emprestado lá fora e investem aqui a juros muito maiores. No final das contas, cobrem o que foi devido e lucram com a diferença. O dinheiro entra e sai e não é investido em nada que possa trazer retorno ao país no longo prazo.

E quanto a nossa carga tributária, que deixa o país comendo poeira quando comparado a países com políticas mais modernas?

Não vou nem entrar no mérito da discussão, mas gostaria muito de fazer uma contraposição usando o exemplo de Dubai, que com políticas modernas vem colocando a Emirates em posição privilegiada frente a outras empresas mundiais do mesmo ramo de atuação.

Emirates, exemplo de capitalismo moderno em Dubai

Quem aí nunca ouviu falar da Emirates? A Emirates é uma empresa aérea, com sede em Dubai, que atua no mercado de aviação civil. Ela vem despertando a fúria de várias outras companhias, que a acusam de competição desleal.

Todos que estão acostumados a voar, principalmente no Brasil, já devem ter se acostumado com o tipo de serviço de baixo custo. Em viagens curtas não são servidos lanches, quando servidos, geralmente, são péssimos, a classe executiva não tem nada demais e todo o material usado é descartável, ou seja, o serviço praticamente não existe. Na Emirates acontece o oposto. Os serviços são muito melhores. em aviões grandes como o A380, os passageiros têm chuveiros, cabine individual e até espaço de confraternização. Nas classes executivas a empresa oferece até limusine para ir e voltar do aeroporto, inclusive no Brasil.

Mas aí você deve estar pensando, como a empresa consegue ser competitiva oferecendo tudo isso?

Acreditem se quiser, a Emirates oferece um serviço muito melhor, mas o preço é semelhante ou menor do que o da concorrência. E eles conseguem fazer isso porque o país permite que a empresa seja competitiva, lançando mão de formas modernas de capitalismo.

A Emirates consegue ter custos com salários 48% mais baixos do que a média européia, tudo porque em Dubai inexistem sindicatos e impostos de rendas e serviços. As taxas aeroportuárias são, em média, 25% menores que na Europa. O governo investe maciçamente na eficiência de seu aeroporto e cobra uma taxa baixa pelo seu uso. O lucro de Dubai não vem das taxas ou dos impostos, mas sim dos milhões em negócios e turistas que visitam o emirado.

Fantástico, não?

Sei que tem coisas que não se aplicam facilmente em nosso país, mas precisamos pensar seriamente em políticas diferentes, dando mais condições das nossas empresas competirem com os estrangeiros e afrouxando um pouco a carga tributária do país. O Brasil tem tanto tributo, que eu acho que as empresas começam a quebrar só de pensar no que vão ter que pegar pela frente.

Desejo muito viver em um país sólido, moderno e com políticas eficientes. Eu amo o Brasil e acho que não podemos reclamar dos últimos anos, principalmente pelo crescimento do país, mas ainda temos muito que melhorar.

Espero que exemplos como os de Dubai, sirvam para começarmos a abrir os olhos para o capitalismo moderno.

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Obs: para as informações sobre a Emirates e os custos em Dubai, usei como referência a revista Exame, Ed. 989, de 06/04/2011. Matéria da capa: Procuram-se 8 milhões de profissionais.





terça-feira, 12 de abril de 2011

Carteira Victinhu Investimentos - Mar/2011


Depois de muito protelar, consegui parar e escrever este post. Pelo terceiro mês consecutivo - será que tá virando moda? - consegui bater o Ibovespa. E dessa vez não foi a Petrobras que motivou a subida, apesar de eu ter feito um ótimo lançamento de opções coberto no mês anterior com ela.

Vejamos os resultados.

Rentabilidade mensal: o Ibovespa fechou março com 1,8% de rendimento, enquanto a carteira Victinhu ficou com 2,44%. Comecei o mês vendido em PETRC30, que foi lançada no final de fevereiro, quando a ação bateu em R$29,00. Como a ação começou a perder força na escalada, prefiri correr o risco de deixar o vencimento passar. A estrela do mês foi o fundo Rio Bravo (FFCI11), que teve uma valorização de incríveis 9,55%, sem contar o rendimento com os alugueis.

Alocação no início de março: não fiz nenhuma alteração de fevereiro para março, então minha alocação no início do mês ficou exatamente a mesma do fechamento anterior.















Alocação no final de março: no final do mês terminei com a posição em PETR4 mais diluída e fiz um pequeno aporte com dinheiro da namorada na poupança, só para chegar com um mínimo de 10% neste tipo de investimento. O lançamento no mês anterior venceu e eu não fui exercido, pois PETR4 estava abaixo de R$30,00. Para os meses seguintes, pretendo reforçar a minha posição no título NTN-B com vencimento em 15/05/2015, que tem me agradado muito. A poupança, infelizmente, vem perdendo pra inflação, e me dá uma agonia profunda ter que ver o dinheiro lá sendo corroído, mas me preocupa o fato de não ter liquidez no caso de alguma emergência. Então manterei sempre alguma posição nessa modalidade de renda fixa.















RENTABILIDADE MENSAL
















1. Ações: PETR4 teve uma desvalorização de 0,18%, mas felizmente não comprometeu o mês, mesmo tendo grande peso sobre a carteira. Continuarei mantendo a estratégia de fazer lançamentos cobertos para rentabilizar a carteira e comprar mais ações.

2. Fundos imobiliários: FFCI11 está me fazendo MUITO feliz. A cota teve uma forte subida no mês e valorizou-se 9,55%. Não estou contando nesta valorização o rendimento dos alugueis, se não com certeza a rentabilidade estaria facilmente nos 10%. Manterei a minha posição neste fundo e ficarei de olho para saber se vale a pena continuar investindo nele. Por hora estou deixando um stop para saída. O meu preço médio em FFCI11 é de R$1,50, então deixarei o stop em algo em torno de R$1,60, só para não sair perdendo no caso de uma queda forte. Não acredito que abril será de grandes altas como foi março.

3. Renda fixa: dei um pequeno reforço na poupança com o dinheiro que a minha namorada deixou comigo para investir. Pretendo manter a poupança em torno dos 10% na carteira. Para os meses subsequentes, pretendo reforçar a minha posição no título NTNB150515, que também está me fazendo muito feliz.


ALOCAÇÃO DE ATIVOS

















Sem muitos comentários, a alocação terminou quase da mesma forma que o mês passado. PETR4 vem prometendo alta há muito tempo, mas ela está patinando e andando de lado faz muito tempo. Pelo terceiro mês consecutivo tive sucesso quando comparado com o Ibovespa, então não vou fazer nenhuma alteração para os próximos meses. Manterei a estratégia de lançar opções e vou reforçar minha posição em FII e renda fixa.

Um abraço para todos