segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Série: Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 ao longo do tempo


A partir de hoje começo algo que me dá muito prazer: falar sobre pessoas excepcionais que de alguma forma foram destaque em suas áreas. E como gosto muito de investimentos, estou lançando a série "Grandes Investidores que bateram o Standard & Poor´s 500 (S&P 500) ao longo do tempo". Estou super animado para pesquisar e escrever sobre os investidores e espero que vocês curtam.

A série de verdade começará no próximo post, mas antes disso quero que prestem atenção na imagem abaixo:


Peguei esse gráfico no site do Business Insider, onde o destaque do artigo era o grande investidor Warren Buffet, que atualmente é o investidor que detém o maior recorde da história batendo o S&P 500. Além dele, temos vários outros, que apesar de não terem batido o S&P 500 por tanto tempo, conseguiram margens altíssimas de retorno. É simplesmente inacreditável o que esses caras conseguiram fazer.

Antes de seguir com a nossa série, porém, tem que ficar claro um conceito do gráfico acima. No eixo "X" temos o número de anos dos investimentos. Já no eixo "Y" temos o Excess Return. E o que seria Excess Return? Em tradução literal é o retorno do investimento excedente. Mas aí vem a segunda pergunta, excedente sobre o que? A resposta correta é o valor excedente sobre o S&P 500. 

Somente para o conceito ficar totalmente claro, se o S&P 500 em determinado ano tivesse um retorno de 10% e um investidor qualquer tivesse feito 15% sobre os investimentos dele, seu Excess Return seria 15% (Carteira do Investidor) - 10% (S&P 500) = 5% (Excess Return).

Quem leu o post passado sobre o resultado dos meus investimentos deve ter percebido que o meu Excess Return sobre o Ibovespa não é lá essas coisas. E olha que estou falando de apenas um ano. É uma tarefa extremamente árdua bater o mercado. Agora imagine você bater o mercado por 40-50 anos consecutivos. É um feito para poucos. Assim como tivemos Einstein para a física e Leonardo Da Vinci para as artes e outras ciências, temos esses investidores do gráfico para os investimentos.

Não deixem de visitar o blog para acompanhar os futuros posts sobre esses grandes homens. Ficarei grato se você quiser colaborar com comentários ou sugestões. Terei o maior prazer em responder.

Grande abraço!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Resultados dos investimentos - Setembro/2014


Depois da ressaca de posts, finalmente vou postar os meus resultados. Para quem não leu o post anterior, ou os anteriores, saibam que estive morando fora. Quando viajei, tirei praticamente 100% do meu dinheiro da renda variável e deixei em renda fixa. Agora estou voltando a me arriscar um pouco, colocando o dinheiro em FIIs, estive um tempo com Fundos de índice e ações.

Mas vamos ao que interessa. Vou falar primeiro do resultado de setembro e depois faço um breve relato do passado, principalmente do prejuízo que tive em agosto deixando o meu dinheiro na mão da corretora para ela operar para mim.

Setembro, como todos os amigos investidores sabem, foi um mês atípico, com muita movimentação devido as eleições. A bolsa, por diversas vezes, divergiu do cenário externo, principalmente quando as pesquisas indicavam a queda da Dilma nas pesquisas. Depois de muita volatilidade, sobe e desce do Ibovespa e da Petrobras e recordes de movimentações diárias, o IBOV fechou o mês em -11,7%.

Assustado com o resultado? Eu não estou não. Depois que tirei a maior parte do meu dinheiro dessa insanidade, estou dormindo mais tranquilo. Ganhar dinheiro só na bolsa não está fácil para ninguém. Se profissionais da bolsa estão perdendo, quem dirá eu me arriscando. Prefiro ficar de fora ou colocar o meu dinheiro em ações que sofrem pouco com essas grandes variações.

O mês de setembro para a minha carteira foi bom. A despeito da queda do IBOV, tive um resultado positivo de 2,28%. Tudo graças aos meus CDBs e Títulos Públicos. Não vou falar de valores, mas segue abaixo a distribuição da minha carteira com fechamento em 01/10/14:


A maior parte do meu dinheiro está em renda fixa porque a ideia seria investir 80% em CDBs e o restante em operações Long & Short, mas como o resultado em Agosto para essa estratégia foi péssima, tentarei aos poucos distribuir os meus recursos da seguinte forma:
  • 20% em Bolsa;
  • 50% em Renda Fixa; e
  • 30% em Fundos Imobiliários.
Vou levar vários meses rebalanceando a carteira, pois não tenho interesse em vender os meus CDBs, então aos poucos vou alocando o dinheiro para os FIIs e ações que achar interessante. Eventualmente, dependendo do mercado, vou alocar para renda fixa novamente, somente esperando uma boa oportunidade para entrar.  Se estão curiosos com o que tem na carteira, segue abaixo a distribuição: 



Conseguiram entender mais ou menos a distribuição? Em amarelo é o tipo de ativo e abaixo são os ativos propriamente ditos. A distribuição em amarelo é a geral e bate com o primeiro gráfico. A distribuição abaixo dos destaques em amarelo são apenas entre os ativos daquele tio de investimento. Por exemplo, 100% do meu ativo em bolsa está em CTIP3, mas isso representa apenas 7,71% do total da carteira. 

Mas aí vocês perguntam, por que essa distribuição? Bom, vou tentar resumir em tópicos para facilitar.

BOLSA

Antes de morar fora estive investindo em vários tipos de ações, incluindo mercados futuros, opções etc... Quando viajei tirei todo o dinheiro para renda fixa, mas tem quase dois anos que vim tentando praticar a alocação de ativos, então deixei o meu dinheiro em bolsa mais em fundos de índice, sem me preocupar em ter que ficar operando muito. A questão toda é que quando migrei de corretora, há dois meses atrás, desmontei tudo o que eu estava fazendo para assumir a estratégia proposta pelo assessor, assim fiquei sem nenhum papel comprado diretamente, mas foram feitas muitas operações de compra e venda, aluguel de ações e tentativas de ganhar alguma coisa no spread de duas ações com desempenho similares. Conforme comentei no início do post, levei um bom prejuízo partindo para essa estratégia, então novamente desmontei tudo e busquei investir por minha conta. Enquanto via a mesa de operações mexendo com o meu dinheiro para lá e para cá em operações malucas e que não faziam sentido para mim, enxerguei uma boa oportunidade em CTIP3. Esta ação não é tão volátil e é ótima pagadora de dividendos. Tenho estado satisfeito com o desempenho dela e pretendo colocar mais dinheiro e segurar essa ação na carteira por um bom tempo. Vamos ver se a minha ideia muda no longo prazo.

FIIs (Fundos Imobiliários)

Já tive muitos outros fundos na carteira, mas, assim como desmontei a minha posição no passado com as ações que possuía, também desmontei minhas posições nos FIIs. As únicas das quais nunca me desfiz foram a Rio Bravo (FFCI11) e o fundo da BTG Pactual (BRCR11). Considero ambos bem administrados, principalmente o fundo da BTG Pactual. Estes dois fundos vêm mantendo uma boa consistência nos rendimentos, apesar de terem outras opções bombando também na lista de FIIs. Particularmente, me considero leigo nesse mercado, mas pretendo manter alguma coisa e ir estudando aos poucos para aprender mais. Acho que FFCI11 tem um preço justo em R$1,70 e atualmente o fundo vem operando muito próximo disso. Penso até em sair e trocar por algum outro, que ainda não escolhi. Já em BRCR11, tenho a segurança de ter uma curva de rendimento que acompanha bem o IFIX, com boa administração e clareza na distibruição de informações aos investidores. Não pretendo sair desse fundo tão cedo e talvez até aumente a minha participação nele.

RENDA FIXA

Estou bem acima do meu objetivo de 50% de alocação em renda fixa, mas, conforme já foi falado, vou acertando a distribuição ao longo do tempo, alocando recursos em outras áreas tão logo eu veja boas oportunidades de entrada. Hoje a maior parte da renda fixa está no CDB do Merril Lynch, que me paga 100% do CDI e é bem seguro. Esta foi uma das boas indicações que o meu assessor de investimentos deu e que está disponível na corretora que invisto. Pretendo não mexer nesse investimento. O segundo maior investimento da renda fixa está em um outro CDB, que paga 102% do CDI, mas um pouco mais arriscado. Este CDB é do Banco Paulista e também está disponível na corretora que eu invisto. O restante do dinheiro da renda fixa está em títulos públicos (NTNs-B, LFTs e LTNs) e poupança. Este último (poupança), por sua vez, não é muito recomendável, mas sempre mantenho um dinheiro fora de investimento na poupança como colchão para pequenas eventualidades. Infelizmente, como a maior parte dos brasileiros, já investi muito nessa opção por falta de instrução. Se você busca estabilidade, não quer dor de cabeça e nem perder para a inflação, coloca seu dinheiro em dinheiro público. Parece complicado investir, mas é mais fácil do que você pensa.

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Dado o pequeno resumo acima, vamos ao histórico dos meus resultados em 2013 e 2014. 


Quando comparado ao Ibovespa, os meus resultados não estão ruins, mas se eu pegar qualquer outra métrica como base, estou indo muito mal. Se eu tivesse deixando o meu dinheiro em qualquer coisa na renda fixa estaria muito melhor. 2013 foi um ano de aprendizado, onde fiz muitas movimentações e fiquei me baseando no IBOV com o fundo BOVA11 com boa parte da minha alocação. Só não fui pior poque fiz boas operações com opções. 2014 não estava um ano tão ruim quando comparado com a bolsa, mas vejam o meu destaque em vermelho em agosto. O resultado da carteira foi de -7,61%, quando a bolsa subiu 9,78%. Meu resultado só não bateu nos 10% porque CTIP3, que eu acabara de comprar, subiu quase 4% para mim. A mesa de operações da corretora trabalhou pouco mais de 1 mês com o meu dinheiro da renda em garantia e bem alavancado, realizando operações de daytrade e várias operações Long & Short sem sucesso. A desculpa? A desculpa foi que devido ao falecimento do candidato à presidência, Eduardo Campos, os pares escolhidos foram muito afetados. Pode até ser verdade, mas justificativa nenhuma entra na minha cabeça para um resultado tão ruim em um mês que foi tão bom para a bolsa. Isso significa que a gestão de risco da mesa de operações é ZERO! E que o que foi passado para mim não foi exatamente o que ocorreu na prática, pois, em tese, apenas 20% do meu dinheiro entraria nas operações Long & Short. Porém, quando você deixa seus ativos em garantia, pode operar um dinheiro que na realidade não está disponível para você. Você tem como fazer dinheiro sem ter dinheiro, mas também pode perder tudo que tem ou até mesmo mais do que possui, dependendo da estratégia que você adotar. 

No post anterior falei sobre o meu aprendizado. Dinheiro na mão de corretora ou banco nunca mais. Levarei um bom tempo para recuperar essa perda que tive. Nas minhas contas perdi quase um ano do meu objetivo. Mas a vida é assim mesmo, hora você ganha e hora você perde. Meu objetivo é continuar investindo e aprendendo. Pretendo deixar o meu dinheiro em coisas que me deem mais segurança e uma perspectiva de rendimentos contínuos, dando, quem sabe, um pouco de tranquilidade ao meu futuro e ao da minha família. 

Espero que tenham gostado e aceito sugestões de posts e/ou críticas. Quero fazer desse blog uma ponte entre mim e outras pessoas, pois amo fazer amizades.

Grande abraço e até o próximo post.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

De volta!! Uma boa notícia e uma má notícia


Olá, amigos! Como vocês estão? Espero que todos estejam muito bem. 

Depois de pouco mais de dois anos estou de volta. Tenho sentido uma necessidade enorme de atualizar o blog e compartilhar com vocês histórias de pessoas de sucesso, livros que li ou venho lendo e, principalmente, como andam os meus investimentos.

Falando em investimentos, acho que é essa a boa notícia: eu não parei de investir. Quem leu o meu blog no passado, sabe que passei um ano fora do país e que nesse período eu não estava muito ativo nos investimentos, muito menos aqui no blog. Todavia, desde que voltei de viagem, a minha prioridade tem sido fazer o meu patrimônio crescer. Consegui um bom emprego, me mudei de Macaé para o Rio e venho todo mês fazendo aportes bem acima do que eu havia imaginado quando ainda estava no meu antigo emprego ou lá no exterior. Posso dizer que me sinto de certa forma realizado, pois trabalho em algo que gosto e que me permite buscar a minha independência financeira de forma mais rápida.

E qual é a má notícia? Bom, a má notícia eu já vou adiantando, mas vocês vão ter a oportunidade de ver o rombo que eu levei assim que atualizar o resultado da minha carteira e postar aqui para vocês em uma outra oportunidade. Falando em rombo, vocês já devem imaginar, né? Sim, tive um prejuízo feio nos investimentos. Quer saber como aconteceu? Então continue lendo os próximo parágrafos.

Há pouco mais de um mês, resolvi trocar de corretora (não vou me ater a dizer o nome das corretoras aqui, até porque não é meu objetivo denegrir a imagem de ninguém), pois um amigo do meu trabalho recomendou e ele gosta bastante dos serviços e recursos que eles oferecem. Eu mesmo já tinha ouvido falar e  havia curiosidade da minha parte em usar as ferramentas e facilidades que eles disponibilizam ao cliente.

Fui pessoalmente à corretora para conhecê-la e conversar com um assessor de investimentos. Confesso que gostei bastante da assessoria, do espaço e de tudo que eu vi na apresentação. Meu perfil de investidor foi traçado, estipulamos algumas metas para o meu futuro e dali para frente era só investir rumo a independência financeira. Agora era só esperar a transferência dos meus recursos para começarmos a investir na estratégia definida para mim.

A estratégia que o assessor definiu para mim foi a seguinte, 80% dos meus recursos ficariam em renda fixa, preferencialmente CDBs que paguem 100% do CDI ou mais, e os 20% restantes seriam destinados a estratégias long & short (se você ainda não conhece clique aqui), dando a possibilidade da carteira ter um "plus" a mais no rendimento. A meta da estratégia é acompanhar/bater o CDI. Nada mal, né? Só para você ter uma ideia, se o seu dinheiro ficasse na poupança de janeiro de 2012 até junho deste ano na poupança, seu rendimento seria de 16,25%, enquanto no CDI você sairia com 22,73%. Não parece muito, mas no longo prazo a diferença fica, SIM, absurda.

Voltando à estratégia, eis o que me aconteceu. Pela primeira vez em quase 6 anos investindo eu estava deixando o meu dinheiro na mão de outras pessoas para investir para mim, mas estava confiante de que a estratégia era boa e de que se houvesse alguma perda ela não seria tão significante, até porque o histórico das pessoas que estavam na estratégia há mais tempo era boa. Porém, logo nos primeiros dias, comecei a notar algumas coisas estranhas, como Daytrades e colocação dos 80% dos meus recursos que estavam em CDBs como garantia. Colocando os recursos que estavam em CDB como garantia, a corretora ficou, digamos assim, com uma margem extra para correr riscos. Para não parecer chato, prometi a mim mesmo deixar a estratégia transcorrer por um mês e ver o que ocorria. E não é que me dei mal? 

O que aconteceu comigo me deixou bastante triste. No mês passado o Ibovespa teve uma subida de 9% com a euforia da queda da Dilma nas pesquisas e eu tive uma perda de quase 10%. Você tem ideia do que é  uma perda 10% para alguém que fica feliz conseguindo algo próximo de 1% de rendimento ao mês? Para recuperar meu patrimônio agora tenho que ter um rendimento superior a esses 10% para voltar aos patamares de antes. Se eu considerar o CDI como meta de rendimento já perdi nessa brincadeira mais de um ano de trabalho. Nossa... Sério... Escrevendo aqui agora me vem todo tipo de sentimento ruim na cabeça. Mas a culpa disso ter acontecido é minha, totalmente minha.

Como toda pessoa resiliente, vou aceitar o que ocorreu e assumir a responsabilidade, afinal de contas quem deu autorização para tudo que foi feito fui eu mesmo. Porém, bobo eu seria se não tirasse uma lição disso tudo. E o que aprendi, ao menos até agora: não confie o seu dinheiro a administração alheia. Vale muito mais a pena estudar e aprender a investir por conta própria do que deixar o seu dinheiro na mão de corretoras ou bancos. Existe um grande conflito de interesses em casos como este, pois uma corretora vive de corretagem, então quanto mais operações ela fizer para os clientes melhor. Os bancos vivem das famosas taxas de juros, então tudo que eles puderem oferecer de serviços onde lhe são cobradas altas taxas, melhor. Em suma, por mais que o seu assessor seja uma pessoa idônea, ele jamais vai sobrepujar os interesses da instituição para o qual ele trabalha.

Eu nunca tive uma perda tão grande em um único mês. Aliás, nem perto disso. Nem nos meus primeiros anos investindo eu tive um resultado tão ruim. Já tirei a autorização da corretora de operar para mim e eu mesmo é quem vou cuidar dos meus investimentos daqui para frente. Devagar e sempre, sem fórmulas mágicas, com educação, parcimônia e cautela. Os resultados compartilharei aqui no Blog. 

Estou feliz em estar de volta. Que venham os próximos posts.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Por uma pequena ideia


Este post é sobre um empreendedor muito especial. Um empreendedor que você provavelmente não conhece, mas que traz no espírito a vontade de fazer o bem e de afetar positivamente a vida das pessoas. Se a sua ideia sair do papel, não tenho dúvidas de que muitos serão beneficiados. E eu afirmo aqui, com 100% de certeza, que se essa história vingar ela vai ser noticiada amplamente, servindo de exemplo para que mais pessoas apoiem a sua ideia e se engajem em ajudar o próximo. A seguir você confere um exemplo de como se nasce uma ideia e o início de uma história de empreendedorismo social que ainda tem muito pela frente.

Adam Cow Coop, 26, Australiano, teve uma ideia baseada numa conversa de 10 minutos que teve com um amigo brasileiro em setembro de 2009. Na ocasião, seu amigo contou que foi voluntário numa  pequena escola em uma comunidade no Brasil. Ele trabalhou 3 horas por dia, 2 ou 3 vezes por semana, durante 6 meses consecutivos.

As atividades da escola eram, basicamente:
  • Ensinar o básico de inglês para crianças;
  • Prover café da manhã a base de cereais e almoço, que muitas vezes era a única real fonte de nutrientes e alimento durante o resto do dia de alguns estudantes; 
  • Fornecer algum tipo de orientação para essas crianças que muitas vezes não têm pais amorosos presentes para educá-los.
A escola funcionou com pouco ou nenhum suporte do governo e sobreviveu a base do dinheiro do próprio voluntário e de doações, mas eventualmente teve que ser fechada por falta de apoio e recursos.

A conversa em questão não era sobre a escola em sí, mas sim sobre um garoto chamado Rodrigo, que vivia na periferia em uma pequena cidade do interior no Brasil em constante perigo e sem qualquer direção ou educação apropriada. Rodrigo foi criado pelos seus avós e não tinha qualquer esperança de um futuro feliz e seguro... E ele tinha apenas 9 anos.

Rodrigo era um menino de bom coração, que sob a orientação do amigo de Adam Cow estava saindo de uma possível vida de drogas, gangues e violência para um caminho mais feliz. Infelizmente, após a escola ter fechado, o amigo de Adam perdeu contato com Rodrigo. Sabe-se lá o que aconteceu com o jovem menino depois.

Rodrigo é um exemplo do que acontece com milhares de crianças na mesma situação, que não tem quaisquer esperanças de uma vida segura e saudável.

Dessa conversa de 10 minutos surgiu um ímpeto em Adam. Vou transcrever exatamente o que ele disse na página que ele criou no Facebook:

"Aquela conversa de 10 minutos ficou na minha mente. Mesmo após eu e meu amigo tomarmos rumos diferentes em nossas vidas, ela me fez pensar sobre as milhões de pessoas que estão na mesma situação do Rodrigo."

Adam começou a pensar que deveria ajudar essas pessoas de alguma forma. Desse forte ímpeto surgiu uma pequena ideia, que acabou se transformando em uma missão que já está em curso. Adam planeja pedalar 4800km de Perth até Sydney angariando fundos para abrir uma nova escola no Brasil. 

Segundo palavras do mesmo, esta jornada não visa só angariar fundos, mas também será um documentário de como uma pessoa sem uma carreira profissional e qualquer dinheiro no bolso pode realmente ajudar e afetar o futuro da sociedade, mesmo que de pequenas maneiras.

Eu, particularmente, estou muito ansioso para saber que rumo essa história vai tomar. E você?

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Se você quer saber mais sobre como anda a jornada de Adam, visite sua página no Facebook: Modern Day Nomad 

Visite o perfil de Adam no Facebook: Adam Cow Coop

Se abrir a página de Adam no Facebook, não deixe de curtir. Quanto mais likes a página tiver mais impacto sua ideia irá causar. Existe algum motivo para não curtir? Essa é realmente uma boa causa e eu tenho orgulho de postar sobre o Adam aqui no blog. Ele é um cara engraçado e está sempre comentando sobre as experiências que vem vivendo nesta incrível jornada e postando fotos. Ele tem todo o meu respeito e apoio. Espero conhecê-lo a tempo de ir embora de Sydney.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Carteira Victinhu Investimentos - Jan/2012


E aí gente, como é que vão os investimentos? 2012 começou com tudo. Mas será que vai ser assim até o fim do ano? Dilma quer um crescimento entre 4% e 5% para o país, as taxas de juros vêm caindo, apesar de ainda estarmos entre os países com as maiores taxas do mundo, e a bolsa bombou nada menos do que 11,13% esse mês. Nada mal, heim?

Não aproveitei toda essa folia porque boa parte do meu dinheiro está na poupança, como já havia falado no post anterior, mas também não posso reclamar do rendimento que eu tive. Este mês meu stop em ITSA4 foi ativado e eu vendi todas as ações. O stop, felizmente, foi muito bem calculado, pois as ações voltaram a cair depois que bateram no topo que eu estipulei. Também fiz um lançamento de opções em PETR4 com vencimento em fevereiro. Vamos ver o que dá. Eu levei um susto com a subida repentina quando mudaram o presidente da empresa, mas não me afobei. Se tivesse recomprado a opção ia tomar um pequeno prejuízo. Agora estou com dinheiro apenas em títulos públicos (NTN-B com vencimento em 2015), poupança e PETR4. Para 2012 vou manter minha estratégia de ficar lançando opções e espero de coração ter tempo pra fazer análises aqui da Austrália.

Segue o resumo até agora.


Vamos ver como vai ser o restante do ano agora. Como boa parte do meu dinheiro está fora da bolsa, eu não consigo acompanhar altas como essas, mas em compensação nas quedas eu também não fico mal. Se eu enxergar uma oportunidade muito boa de entrada, pode ser que eu tome coragem e pegue parte do meu dinheiro da viagem para investir. Vamos ver. Tudo também depende do quanto eu vou conseguir ganhar trabalhando aqui.

Peço desculpas por não estar caprichando nos detalhes do post, mas com o tempo escasso é o que estou podendo postar. Um abraço para todos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Carteira Victinhu Investimentos - Fechamento de 2011


Mais de 4 meses se passaram desde o meu último post aqui no blog e muitas mudanças aconteceram. Me mudei de casa aqui na Austrália, desviei boa parte dos meus investimentos para a poupança, meu inglês tem melhorado, visitei Bali e Tailândia e renovei meu visto para permanecer por aqui até o início de agosto. Juntando esse tempo de Austrália mais os meus planos de ir para Nova Zelândia, serão exatos 12 meses fora do Brasil. Sair do meu antigo emprego e fazer uma viagem como essa tem sido uma das melhores coisas que já fiz na vida.

Agora vamos ao que interessa. No último post foram apresentados os resultados até agosto. Neste de hoje apresentarei todos até o fim do ano, mas será apenas um resumo, pois não tenho tido tempo de ficar mexendo na planilha e preparando os gráficos. Com a minha mudança, infelizmente estou apenas usando a internet do Iphone, que não é lá essas coisas.

Segue o resultado de setembro até dezembro e o acumulado de 2011.


Conforme pode ser visto, bati o Ibovespa em todos os meses, com exceção de outubro. O motivo de tal diferença deve-se ao fato de eu ter tirado boa parte do meu dinheiro das ações para investir na poupança. Com a minha viagem para Austrália quis deixar um dinheiro seguro em caso de emergências. Sendo assim, perdi boa parte das altas que aconteceram, principalmente em PETR4, onde está concentrada boa parte dos meus investimentos.

Infelizmente o fuso horário aqui na Austrália não tem me ajudado a investir no mercado brasileiro. Para poder acompanhar e fazer meus lançamentos eu preciso ficar acordado de madrugada. Na falta de tempo para fazer análises e ler sobre o mercado, tenho preferido não fazer lançamentos de opções. Pelos meus cálculos, se eu não tivesse tirado o dinheiro da bolsa eu teria fechado o ano no positivo, bem melhor do que o Ibovespa, que ficou em -18,10%.

O ano de 2011 foi um aprendizado e tanto pra mim. Profissionalmente eu estava bem quando decidi vir para a Austrália, melhorei gradativamente a minha forma de investir e tomei a maior decisão da minha vida, que foi largar o meu emprego pra poder crescer ainda mais no futuro. Espero que 2012 seja um ano ainda melhor, principalmente para a nossa economia. A bolsa não estava pra peixe em 2011, mas 2012 já começou prometendo.

Peço desculpas antecipadamente pelo post rápido e pela falta de tempo em atualizar o blog. Achei que a vida aqui em Sydney seria menos corrida, mas não tem sido em nenhum sentido, principalmente porque decidi trabalhar aqui para poder não ter que ficar gastando meu dinheiro do Brasil. Enfim, se alguém ainda me visita, não deixe de me visitar. Farei novos posts esse ano.

Um abraço e feliz 2012 para vocês.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Carteira Victinhu Investimentos - Jul/2011 e Ago/2011


Já tem um tempo que eu estava querendo postar os resultados da minha carteira, mas, com a programação da minha viagem e a passagem de serviço no trabalho, ficou realmente complicado fechar tudo pra postar aqui. Só consegui fazer um resumo agora que cheguei na Austrália.

Para quem ainda não sabia, pedi demissão do meu emprego para poder fazer um intercâmbio e estudar. Pretendo ficar na Austrália entre 6 meses e 1 ano. Hoje completam dois dias desde que cheguei e estou completamente perdido, mas muito feliz por estar aqui.

Mas vamos ao que interessa. Vou postar um resumo de julho e agosto, fora do padrão que costumo postar, mas que dará uma boa ideia de como estou indo.

Rentabilidade mensal: nos últimos dois meses bati o Ibovespa com folga, mas ainda venho operando no negativo. Este ano a bolsa está para poucos. Quem investe em índice com certeza não está nada feliz. Devido a minha viagem, coloquei boa parte do meu dinheiro na poupança. Meus resultados só não ficaram positivos em agosto devido as ações da Petrobras, que tiveram uma queda vertiginosa. Além do investimento na poupança, outra coisa que vem dando uma força na carteira são as opções. Fiz um lançamento em julho e outro em agosto, todos os dois com prêmios muito bons. Vejam os meus resultados até o mês passado e o acumulado.


Pra uma pessoa que não tem tanta experiência, estar bem abaixo do Ibovespa não é nada mal, ainda mais que a minha carteira tem muitas ações da Petrobras. Isto prova que a minha estratégia com opções tem sido eficaz. Assim que a bolsa se recuperar estarei bem melhor do que ela.

Como falei no início do post, desta vez não apresentarei os resultados da forma padrão, mas pelo menos apresentarei como está a minha alocação de ativos:





Se não fosse pela viagem, com certeza a maior parte do meu dinheiro estaria investido em ações, principalmente pela oportunidade única de comprar a preços tão baratos como os atuais. Minha última aplicação em ação nem foi com dinheiro meu, mas sim com de um amigo que deixou uma grana comigo para eu investir. Espero que eu não faça feio. Rs...

É isso amigos. Espero caprichar mais no próximo post. Enquanto escrevo este meus roommates estão aqui tentando conversar comigo.

Um abraço!