quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quem quer ser prático?


Pasme, mas o prático ao qual se refere o título deste post não tem relação, pelo menos ao meu ver, com praticidade (qualidade do que é prático).

Há algumas semanas atrás, conversando com um amigo meu que é dono de uma empresa que mexe com embarcações, descobri que existe um profissional que ganha tão bem quanto um alto executivo. Este profissional é chamado de prático. Fiquei tão curioso, que resolvi fazer uma pesquisa no Google. Eis que um dos primeiros links apontou pra uma matéria de maço de 2008, no site do Portal Exame.

Já pensou você ganhar R$150.000,00 por mês?

Segundo o meu amigo, algumas vezes o prático não gasta mais do que meia hora em uma operação, e recebe naquele dia mais do que 90% da população deseja receber no fim de um mês.


Leiam a matéria.

Fonte: Portal Exame

"Nos portos brasileiros, há um tipo de profissional que ganha salários dignos de altos executivos fazendo um trabalho que pouca gente conhece. São os práticos. Sua função é assessorar os comandantes na hora de atracar os navios, passando por rádio orientações para evitar que a embarcação esbarre em bancos de areia e outros obstáculos. Segundo informações do mercado, um prático no porto de Santos, o mais movimentado do país, pode ganhar até 150 000 reais por mês. Por que uma remuneração tão alta? Simples -- na prática (e sem trocadilho) há uma reserva de mercado. Ao aportar, todo navio é obrigado por lei a contratar um prático, profissional que é habilitado exclusivamente pela Marinha. "A imposição visa proteger a vida humana no mar e prevenir acidentes ambientais", informa a assessoria de comunicação da Marinha. Há apenas cerca de 400 práticos no país. O serviço é privado, pago à cooperativa de práticos pelas companhias de navegação a cada manobra efetuada. Os usuários reclamam da falta de opções e dos preços altos -- um grande armador estima que a contratação de práticos represente 40% de seus custos portuários. Recentemente, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, declarou que a posição do governo era pela abertura desse mercado. "Os práticos continuarão com suas cooperativas, mas as companhias que administram os portos também oferecerão o serviço", disse Brito. O Conselho Nacional de Praticagem é contra. "O modelo brasileiro é o mesmo de países conhecidos pela defesa da livre concorrência", diz Carlos Eloy Cardoso Filho, presidente do conselho.

Para se tornar prático, é preciso passar numa seleção promovida pela Marinha e, depois, cumprir um estágio de até dois anos. O carioca Franklin Maia, de 43 anos, um dos 16 práticos que trabalham no porto de Salvador, era oficial da Marinha mercante quando começou a prestar concurso. "Fiz dez exames até passar", diz Maia. "É um trabalho desgastante e perigoso." Uma manobra pode demorar até 6 horas para ser concluída. Maia não diz quanto ganha para fazer o trabalho. Mas estima-se que um prático em Salvador receba 50 000 reais por mês."

2 comentários:

Raffael Pinheiro disse...

É... é bem prático também né... tem que ter curso superior de Engenharia, ter inglês fluente, passar no concurso da Marinha, fazer 2 anos de estágio... e pronto, você agora é um prático :P

Henrique F disse...

Não necessáriamente de ENGENHARIA, apenas um curso superior... um tecnólogo reconhecido já serve..