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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Google e Israel disponibilizarão manuscritos do antigo testamento


Iniciativa muito bacana do Google junto a Israel. Tomara que o manuscrito tenha tradução para o português.

Fonte: Portal Exame

Jerusalém - O departamento israelense de Antiguidades e o gigante americano da internet Google anunciaram nesta terça-feira o lançamento de um projeto para divulgar, na internet, os manuscritos do Mar Morto, que contêm alguns dos mais antigos textos bíblicos.
de dólares (2,5 milhões de euros), tem por objetivo disponibilizar gratuitamente esses documentos, que possuem cerca de 2 mil anos.

"É a descoberta mais importante do século XX e vamos compartilhá-la com a tecnologia mais avançada do século XXI", afirmou a responsável pelo projeto do departamento israelense de Antiguidades, Pnina Shor, em uma coletiva de imprensa em Jerusalém.

A administração israelense captará imagens em alta definição utilizando uma tecnologia multiespectral desenvolvida pela NASA, a agência espacial americana.

As imagens serão, posteriormente, publicadas na internet pelo Google em uma base de dados e traduções dos textos colocadas à disposição.

"Todos os que possuem uma conexão à internet poderão acessar algumas das obras mais importantes da humanidade", disse o diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento do Google em Israel, Yossi Mattias.

Shor afirmou que as primeiras imagens estarão disponíveis nos próximos meses e o projeto terminará em cinco anos.

Acredita-se que os 900 manuscritos encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, no Mar Morto, constituem uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos. No material encontrado, há pergaminhos e papiros com textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como o Antigo Testamento mais velho que se conhece.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Coppe/UFRJ tem o melhor supercomputador da América Latina


Não é a toa que eu quero fazer o meu mestrado lá.

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Fonte: Inovação Tecnológica

Poder computacional

O supercomputador da Coppe/UFRJ acaba de ser certificado como o número 1 da América Latina pelo TOP 5000, instituição responsável pelo ranking dos supercomputadores em nível mundial.

Formado por 7.200 processadores, o equipamento tem capacidade computacional total de 64,63 teraflops (operações de ponto flutuante por segundo) e custou R$ 9,5 milhões, financiado pelo Fundo de Participação Especial da Petrobras/ANP.

O projeto total, incluindo equipamento e instalação do datacentro ficou em 14 milhões de reais.

O supercomputador mais potente da América Latina, que se encontra entre os 100 maiores do mundo (86º lugar), é operado pelo Núcleo de Computação de Alto Desempenho (Nacad) da Coppe.

Petróleo e meio ambiente

Instalado no parque tecnológico da cidade universitária, a principal missão do supercomputador é apoiar pesquisas inovadoras na área de petróleo e gás, associadas à Rede Galileu, da Petrobras, e na área de mudanças climáticas, com ênfase nos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto do Clima da Coppe.

Até o final de agosto, o supercomputador também estará sendo disponibilizado para outras redes temáticas da Petrobras.

"Essa máquina mudará os nossos paradigmas em simulação computacional e ciência da engenharia, colocando o Brasil em posição de destaque em nível mundial", afirma o professor da Coppe Álvaro Coutinho, coordenador do Nacad.

Segundo o professor da Coppe, o supercomputador poderá, por exemplo, analisar simultaneamente milhares de configurações de risers, diminuindo riscos e aumentando a confiabilidade dos materiais e equipamentos utilizados na exploração de petróleo em águas profundas.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Armadura líquida à prova de balas


Faz tempo que não posto nada sobre tecnologia por aqui, que, além de empreendedorismo, também é uma coisa que eu adoro.

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Cientistas da empresa BAE Systems, conseguiram testar com sucesso uma armadura que mistura um líquido com a fibra sintética do Kevlar.

Vejam o video




Fantástico, não?

A tecnologia poderá ser usado no futuro para criar coletes mais flexíveis e leves. Quem sabe alguém não faça um outro uso de tal líquido também, certo?

Muito interessante.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

E o Google lança seus tentáculos novamente


Por essa eu já esperava. Finalmente o Google lança a tão sonhada "pesquisa em tempo real". Bom, mas porque as aspas? Coloquei as aspas por ainda não considerar o atual modelo uma pesquisa em tempo real. O Google, na verdade, está associando as diversas redes sociais ao seu serviço, como se fosse um feed. Desta forma, temos condições de saber exatamente o que está acontecendo nestas comunidades naquele momento. Isto, obviamente, não deixa de ser uma pesquisa em tempo real, mas ainda exclui aqueles que não fazem parte de nenhuma rede social.

Creio que isto seja apenas uma prévia do que está por vir. E alguém duvida que no futuro saberemos exatamente o que qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, está digitando neste exato momento? Eu já sei a resposta.

Confiram a matéria...

Fonte: Portal Exame

SÃO PAULO – O fim de ano está agitado em Mountain View, sede do Google. A companhia anunciou há pouco mais uma novidade para seu serviço de busca: a aguardada pesquisa em tempo real.

Como Larry Page, um dos co-fundadores do Google, já havia previsto em maio deste ano, a ‘busca ao vivo’ é inspirada nos moldes da pesquisa do Twitter – incluindo uma “linha do tempo” indicadora.

A partir dos próximos dias, os resultados de consultas incluirão, no topo da página, uma lista atualizada constantemente com os conteúdos recém subidos de Yahoo! Respostas, Facebook, MySpace e, claro, o próprio Twitter.

Conforme as páginas relacionadas ao termo pesquisado vão recebendo novos conteúdos, a lista é atualizada. Se o usuário quiser parar esta função e voltar à busca estática, basta clicar no botão “Pausa”.

Os últimos resultados também englobam notícias e blogs, que podem ser filtrados ao clicar dentro das opções da lista. Deste modo, o usuário que quiser receber atualizações apenas de FriendFeed e Twitter, por exemplo, poderá assim fazer.

O Google fechou parceria com todos os sites e redes sociais citadas, com a restrição de exibir apenas conteúdos públicos, livres de qualquer proteção de privacidade. Nesta primeira fase do projeto, a busca em tempo real estará disponível apenas para conteúdos em inglês.
A pesquisa com atualizações instantâneas também valerá para celulares com sistema operacional Android e iPhone, segundo o Google.

Nos últimos 67 dias, a companhia anunciou 33 inovações no serviço de busca, de acordo com Marissa Meyer, vice-presidente de buscas e experiência do usuário do Google.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Inventor amador cria luva para a NASA



Já faz um tempo que não posto sobre uma grande paixão minha: TECNOLOGIA. Assim, deixo uma matéria interessante que saiu num site que gosto de acompanhar, o Inovação Tecnológica.

É impressionante o que uma pessoa com boa vontade e capacidade consegue realizar.


Desafios do século

Quando se fala em tecnologia espacial e em projetos envolvendo a NASA geralmente se imagina grandes equipes de engenheiros e cientistas super especializados, trabalhando com orçamentos na casa dos muitos milhões de dólares.

A coisa parece ganhar ainda maiores dimensões quando se fala de um projeto chamado Desafios do Século - afinal, quanto gastaria a NASA para vencer um "desafio do século"?

Homer

O gasto real da NASA foi pequeno, mas o que é mais significativo é que os astronautas do futuro poderão usar luvas projetadas por uma única pessoa. Mais especificamente, por Peter Homer, um típico norte-americano com gosto por fabricar coisas na garagem e com experiência em costurar velas de barcos.

Homer, que estava desempregado, atendeu ao chamado da NASA para o Desafio das Luvas para Astronautas (2009 Astronaut Glove Challenge) e fabricou luvas que superam as atualmente utilizadas pelos astronautas durante as caminhadas espaciais e que atendem a todas as exigências extremas para operação no espaço.

Superação

É a segunda vez que Homer ganha o prêmio. Em 2007, ele já havia embolsado US$200.000,00 ao superar concorrentes de peso e fabricar a melhor luva espacial que a NASA já havia visto, embora ainda sem todas as especificações necessárias para uma luva espacial real.

Os desafios vão ficando cada vez mais difíceis, para que o projeto seja sempre aprimorado. Agora, em 2009, Homer superou seu próprio projeto, e o de todos os seus concorrentes, e produziu uma luva espacial com maior flexibilidade e capaz de suportar maiores pressões.

Como prêmio, ele embolsou outros US$250.000,00. Ted Southern, outro norte-americano, levou US$100.000,00 pelo segundo melhor projeto.

Melhores luvas espaciais

"É notável que dois projetistas trabalhando por conta própria possam criar luvas que atendam as estritas exigências dos voos espaciais - uma tarefa que normalmente exige uma grande equipe de especialistas," afirmou Kate Mitchell, engenheira da NASA que avaliou os projetos das luvas espaciais.

Para passar pela qualificação e participarem da competição, as luvas precisavam atender a todas as exigências da NASA, já incorporadas nas luvas usadas pelos astronautas, mas deviam também superá-las em flexibilidade.

No desafio de 2007, as luvas precisavam ter apenas a camada de manutenção da pressão interna. Agora, elas deviam contar ainda com as camadas de proteção térmica e de proteção externa contra o choque de micrometeoros.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Twitter pode receber aporte de investidores


Notícia quentíssima essa que saiu no jornal O estado de São Paulo.

Só falta mesmo o pessoal do Twitter pensar num modelo de negócios consistente e lucrativo, mas que não seja que nem o orkut, com aquele monte de propaganda chata.

Fonte: O Estado de S. Paulo

"São Francisco - O Twitter, serviço de microblogs, está próximo de receber um investimento de US$ 100 milhões, segundo o Wall Street Journal, que cita fontes próximas à negociação. O grupo de investidores deve incluir a T. Rowe Price Group e a Insight Venture Partners, que ainda não são acionistas do Twitter. Atuais investidores, como a Spark Capital e a Institutional Venture Partners, também devem participar. O Twitter preferiu não comentar a notícia.

Esses investidores estão avaliando o Twitter em cerca de US$ 1 bilhão. Segundo o jornal, o dinheiro permitirá à empresa de mensagens via internet conseguir mais tempo para encontrar um modelo de negócios. Apesar do crescimento explosivo, os fundadores do Twitter ainda não descobriram como fazer dinheiro com a empresa. O valor de US$ 1 bilhão é quatro vezes maior que a avaliação da empresa em sua última rodada de investimento, em fevereiro.

'Normalmente, você só vê esse tipo de movimento quando um fundo procura conseguir uma posição antes de uma abertura de capital', disse o analista Colin Gillis, da Brigantine Advisors."


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Calor humano pode gerar energia elétrica


Wulg Glatz, um cientista da Suiça, inventou um equipamento que transforma calor em energia elétrica. Fantástico! Ele não perdeu tempo e já fundou a sua empresa, com a idéia de viabilizar o projeto economicamente o mais rápido possível.

Interessante, não?

Fonte: Info Online


SÃO PAULO – Uma invenção suíça é capaz de transformar calor em corrente elétrica.
Essa tecnologia seria capaz de captar o calor humano e convertê-lo em energia elétrica suficiente para, por exemplo, carregar a bateria de celulares.

O autor do projeto é um cientista de 35 anos, Wulf Glatz, da Escola Politécnica Federal de Zurique. Ele desenvolveu um gerador termoelétrico que, usando a diferença de temperatura entre fontes de calor e ambiente, é capaz de produz energia elétrica.

Essa forma de geração de energia ainda tem outra vantagem: é completamente limpa, já que, durante o processo, nenhum gás poluente é emitido.

A invenção foi a campeã em um concurso promovido pelas companhias elétricas da Suíça, o Swisselectric Research Award 2009 e Glatz, o inventor, embolsou 25 mil francos.

Se depender de Wulf Glatz, essa tecnologia não deve demorar para estar à disposição dos consumidores. Glatz já entrou com pedido de registro de patente e pretende, por meio da sua recém-fundada companhia greenTEG GmbH, colocar o produto nas prateleiras em dois anos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Conficker - Quando os bandidos vencem os mocinhos


Quem está antenado com a mídia e a internet deve ter ouvido falar no Conficker. Ou não?

Bom, o Conficker é um dos vírus mais engenhosos que já foi criado até hoje. Numa guerra entre mocinhos e bandidos, essa é uma das poucas vezes onde os bandidos saem ganhando. E de lavada. Não deixem de conferir a história do Conficker, contada desde o início neste post.

Estamos entrando numa era onde os vírus não servem só para causar estragos nos computadores alheios, mas sim parar gerar milhões de dólares com a prática do spam. Por que essa galera não usa a inteligência para o bem?

Não deixem de ler. A história é tão intrigante que chega a merecer um filme. E eu não duvido nada que já não tenham pensado nisso...

Fonte: Info Online

SÃO PAULO - Como o programa maligno dominou milhões de computadores no mundo inteiro.
Num bar de hotel em Arlington, na Virgínia, no dia 23 de outubro de 2008, um grupo de especialistas em segurança de computadores conversava. Eles haviam passado o dia ocupados com questões legais. O encontro era um evento anual que atrai os melhores da área. Mas, para os participantes, convém que seja num local discreto e não chame a atenção dos cibercriminosos. Naquela noite, enquanto tomavam seus drinks, surgiu o assunto de uma atualização de segurança que a Microsoft acabara de divulgar.

Fazer uma correção naquele momento era suspeito. Elas costumam ser publicadas mensalmente e esta vinha antes do tempo previsto. “Lembro que pensei em dar uma olhada nela”, recorda Paul Ferguson, analista da Trend Micro, empresa de segurança sediada em Cupertino, na Califórnia. Foi o que ele fez; assim como o restante da indústria de segurança de computadores. Durante meses esse assunto protagonizou conversas e pesquisas de profissionais do setor. A atualização da Microsoft revelou a existência do worm Conficker — um dos mais sofisticados programas malignos já vistos. Apesar da inédita união de esforços contra ele, o Conficker permitiu que seus criadores dominassem PCs domésticos, de universidades, de governos e das forças armadas de pelo menos três países, criando uma lucrativa rede de computadores zumbis. Apresentamos, a seguir, detalhes dessa briga de gato e rato.

A brecha de segurança

A linguagem técnica e concisa usada pela Microsoft ao descrever a atualização de outubro não indicava nada particularmente desagradável. Uma falha de segurança na porta pela qual o Windows envia e recebe sinais da rede poderia permitir acesso indevido. A correção fechava essa brecha. Se todos os usuários do Windows a tivessem instalado, o problema estaria solucionado. Porém nem sempre os usuários domésticos baixam atualizações e muitas empresas demoram semanas para instalá-las, oferecendo aos cibercriminosos a oportunidade de atacar.
Ninguém sabe qual computador foi a primeira vítima do Conficker. Provavelmente foi um PC que já estava sob o controle dos crackers. Depois de instalado, o código maligno começou, furtivamente, a buscar outros computadores vulneráveis na internet. A nova praga rapidamente foi detectada por um dispositivo de escuta, um “telescópio de rede” do Centro de Supercomputação de San Diego, na Califórnia. O telescópio é uma coleção de milhões de domínios falsos de internet que levam a um mesmo computador. Esse arranjo permite monitorar atividades ocultas na rede. Os internautas não têm por que acessar esses endereços, que costumam ser encontrados apenas por programas mal-intencionados.

Os registros mostraram o vírus se propagando em velocidade espantosa. Na manhã do dia 20 de novembro, três mil computadores infectados tentavam conectar-se às portas vulneráveis do telescópio a cada hora — quantidade pouco maior do que a gerada anteriormente por vírus mais antigos. No final da tarde, o número começou a aumentar. Na manhã seguinte, eram registradas 115 mil tentativas de acesso por hora. O Conficker já estava fora de controle.
Esses endereços precisavam ser bloqueados. “Se você impede o acesso, o perigo desaparece”, diz Rick Wesson, da Support Intelligence, empresa de segurança de São Francisco. Ele tem anos de experiência com organizações que fazem registro de domínios. Poucos dias após ter visto a lista de Porras, Wesson desenvolveu um sistema para remover as URLs comprometidas, usando seu próprio dinheiro para adquirir os domínios. Parecia uma grande vitória. Mas os crackers foram ligeiros no contraataque. No dia 29 de dezembro disseminaram uma versão atualizada do vírus que explorava a mesma brecha de segurança.

Baú de truques

Nesse mesmo dia, a praga foi detectada por potes de mel — computadores conectados à internet e deliberadamente desprotegidos para atrair software maligno para análise. Logo ficou claro que se tratava de um vírus sofisticado. Depois de se instalar, ele baixava sua própria correção de segurança para a porta vulnerável, impedindo que outros programas nocivos entrassem. O Conficker também apresentava uma forma habilidosa de se comunicar com seus criadores. Todos os dias, ele produzia 250 sequências de letras às quais acrescentava uma extensão de domínio como .com, .net ou .org para formar endereços da internet, ou URLs. Em seguida, o vírus se conectava a essas URLs. Os criadores do código sabiam quais seriam as URLs geradas a cada dia. Portanto, podiam registrar qualquer uma delas como site e deixar, no servidor, ordens para o programa maligno. Os caçadores de pragas virtuais só conseguiriam localizar o domínio ilícito quando a atualização fosse baixada. Seria tarde demais para impedir o ataque. Nos dias seguintes, os crackers prepararam uma lista de 250 sequências diferentes. A comunidade de segurança não teria como acompanhá-los. Ou melhor, não teve, até que Phil Porras buscasse uma solução. Ele e sua equipe da SRI Internacional, em Menlo Park, na Califórnia, começaram a decifrar o código do Conficker. O vírus estava escondido sob duas camadas de criptografia, que resistiram às ferramentas normalmente utilizadas por Porras. Uma semana antes do Natal, entretanto, sua equipe e outros analistas — incluindo profissionais da Karspersky, em Moscou, na Rússia — conseguiram mapear a estrutura do vírus e determinar as URLs que poderiam ser acessadas por ele.

Ataque pela USB

A nova praga dispunha de uma impressionante coleção de truques. Além de se propagar pela internet, espalhava-se por meio de drives USB conectados aos computadores infectados. Quando esses drives eram posteriormente acoplados a outras máquinas, o programa maligno se transferia para elas. O vírus também bloqueava o acesso a sites de segurança. Quando uma vítima tentava fazer o download da correção da Microsoft, recebia uma mensagem de “página não encontrada”. Outras inovações revelaram a sofisticação dos criadores do Conficker. Se a criptografia usada no código anterior era resistente, a da nova versão parecia à prova de balas. Era baseada em algoritmos que haviam sido divulgados apenas três meses antes por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

O novo vírus se disseminou velozmente. É impossível determinar precisamente seu alcance. Mas estima-se que, naquele momento, o número de PCs infectados já passava de três milhões. Essas máquinas incluem as utilizadas pelas forças armadas da Alemanha, da França e da Inglaterra, pelo parlamento britânico, por hospitais e universidades nos Estados Unidos. No dia 12 de fevereiro, a Microsoft ofereceu um prêmio de 250 mil dólares para quem identificasse os criadores do Conficker. Mas por que tanta preocupação? O vírus ainda não havia feito nenhum mal. O problema era o estrago que ele poderia causar. Os crackers poderiam usar a rede de zumbis para atacar roteadores que gerenciam o tráfego da internet ou prejudicar organizações cujos computadores foram infectados. “Essa capacidade pode ser usada para objetivos desastrosos”, alertou Ferguson. “Ela poderá destruir a infra-estrutura de metade do planeta”, ele ressaltou.

Na verdade, o pior estava por vir. No dia 15 de março, o Conficker apresentou um novo problema aos especialistas de segurança. Ele acessou uma URL chamada rmpezrx.org. Esse endereço fazia parte da lista produzida por Porras. Porém — nenhum dos envolvidos quis explicar por que —, não havia sido bloqueada. Um site era suficiente para os crackers agirem. Uma nova versão, com milhares de truques, estava lá esperando para ser instalada pelos computadores zumbis. Agora, a briga de gato e rato ficava evidente. Os autores do Conficker haviam entendido a estratégia de Porras e Wesson. A partir do dia 1º de abril, o código da nova praga seria liberado, procurando atualizações em 500 URLs selecionadas de uma lista de 50 mil que estavam codificadas nele. A variação dos sufixos poderia chegar a 116 e incluiria códigos de países, como .kz para Cazaquistão e .ie para Irlanda. Esses sufixos pertencem a autoridades nacionais e cada uma delas estabelece suas próprias regras de registro. Bloquear o conjunto de domínios anterior havia sido exaustivo. Mesmo que a nova versão do vírus fosse decodificada, seria praticamente impossível impedir o acesso a todos esses novos endereços.

Felizmente, Porras não demorou para extrair a crucial lista de URLs. Em seguida, Wesson e outros analistas entraram em contato com a Corporação de Internet para a Atribuição de Nomes e Números de Registro (Icann), órgão responsável pelo gerenciamento dos sufixos dos países. Wesson mal podia dormir. Devido às diferenças nas normas de cada nação, havia poucas chances de desativar todas as URLs antes de 1º de abril. Mas pelo menos os operadores já estavam cientes do problema. Enquanto isso, manchetes anunciavam o iminente colapso da internet. Porém, o dia 1º de abril passou sem desastres, o que, curiosamente, não foi surpresa. Afinal, essa era apenas a primeira data possível em que a estratégia do vírus mudaria. A alteração dependia da vontade dos criadores do Conficker. Para o público, a história parecia piada de dia da mentira. Essa hipótese, inclusive, não foi descartada. Os truques com as URLs provavelmente eram um engodo. Usar uma URL única para liberar a atualização de um vírus — mesmo no caso de uma praga tão cuidadosamente escondida como o Conficker — não é uma ideia sensata. Isso daria às autoridades uma espécie de alvo para contra-atacar. A partir da segunda versão, o Conficker optou por uma tática muito mais eficaz: comunicação peer-to-peer (P2P). O programa passaria a trocar informações com outras cópias de si mesmo.

Falso antivírus

Seis dias depois do 1º de abril os autores do Conficker liberaram uma nova versão nas redes P2P. Sem alvo determinado, os especialistas em segurança não tinham como interromper sua propagação. A tática das URLs parece ter sido uma isca para distraílos. “Eles disseram: ‘vocês terão de analisar 50 mil domínios’. Mas nunca tiveram a intenção de usá-los”, diz Joe Stewart, da SecureWorks, de Atlanta, Geórgia. A última versão do Conficker ainda tinha outras habilidades, como bloquear a ação de programas feitos para detectá-lo. Surgiam, então, os primeiros negócios ilícitos baseados no vírus. Eles empregavam o programa de spam Waledac e o falso antivírus Spyware Protect 2009. É provável que esses programas não tenham sido desenvolvidos pelos criadores do Conficker. Seguros da força da rede de computadores escravos que haviam organizado, os autores da praga começaram a cobrar pelo acesso de outros criminosos. Esse esquema pode ser muito lucrativo. É necessário que apenas uma pequena quantidade de pessoas clique nos spams para gerar receita. O Storm, outro programa emissor de spam, faturava milhões de dólares anualmente. O mesmo podia acontecer com o falso antivírus. Quando as contas de uma empresa russa por trás de um esquema criminoso de antivírus foram descobertas no ano passado, soube-se que um dos criminosos havia lucrado 145 mil dólares em dez dias.

Os criminosos venceram

Desde o começo de abril, o Conficker está inquietantemente pacífico. Em certo sentido, isso mostra que os criminosos venceram. A rede zumbi foi montada e está sendo usada para seu propósito original: ganhar dinheiro. Por causa dos seus recursos de comunicação P2P, o vírus pode ser atualizado a qualquer momento. Essa situação não é inédita. Existem outras redes de computadores zumbis. A comunidade de segurança continuará buscando formas de derrotá-las. Mas, enquanto a praga estiver nas máquinas, não há correções eficazes.

Essa é uma conclusão frustrante, embora os especialistas afirmem que o Conficker teve consequências positivas. Conforme o medo de um ataque cresceu, acadêmicos, profissionais da indústria e responsáveis por registros de domínios se uniram numa colaboração inédita para derrotar o vírus. Compartilhando informações, eles conseguiram alertar usuários e desenvolver sistemas de varredura que detectassem o código malicioso — pelo menos até que a próxima versão seja liberada — e freassem sua disseminação. Após essa experiência, todos concordam, é muito mais provável que essas colaborações se repitam. Segundo Wesson, isso faz com que os esforços tenham valido a pena — apesar do alto custo. Ele, por exemplo, investiu 30 mil dólares das suas economias para proteger as URLs identificadas por Porras e não sabe se verá esse dinheiro de volta. Mesmo assim, Wesson diz que faria tudo novamente: “Aprendemos muito. Será que eu gastaria 30 mil dólares para livrar o mundo de uma praga virtual? Com certeza”.

Smartphone é o próximo alvo

Neste ano, usuários de smartphones da China receberam mensagens de texto que prometiam uma imagem sexy se clicassem num link. O link iniciava o download de um gerador de spam. Instalado, o programa enviava mensagens aos contatos do usuário. Foi o primeiro vírus disseminado por meio de mensagens de texto. Ele não é mais que um incômodo.
Ainda que as pragas de celulares tenham potencial para causar danos, até agora não apareceu nenhum vírus desse tipo tão ameaçador quanto o Conficker. Há duas razões para isso, de acordo com Albert- László Varabais, da Universidade Northeast, em Boston, nos Estados Unidos. Ele diz que o Bluetooth é ineficaz para transmitir vírus porque só alcança usuários que estejam a até 30 metros um do outro.

Uma opção mais indicada seria disfarçar o vírus como imagem. Mesmo assim, ele só poderia infectar celulares com o mesmo sistema operacional. Como o mercado móvel é fragmentado, nenhuma praga teria alcance muito amplo. Contudo, produtos como o iPhone e smartphones baseados no sistema Android, do Google, estão ganhando participação de mercado. Caso essa porcentagem se torne relevante, os crackers vão mirar esses alvos.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Google ajuda a prever o futuro


A matéria abaixo é fantástica. Cada dia que passa eu fico mais impressionado com a evolução da tecnologia e das pessoas. Até onde vamos chegar?

Estamos em vias de começar a pensar alguma coisa aqui, fazer uma pesquisa e, neste exato momento, ter uma pessoa do outro lado respondendo ou fabricando determinado produto. Isso é realmente impressionante.

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Redação do site inovação tecnológica:

"Pesquisadores do Google demonstraram que os termos usados nas pesquisas do maior mecanismo de busca do mundo podem não apenas mostrar o que as pessoas estão fazendo, o que as está preocupando e no que estão pensando, como também pode revelar o futuro.
Os pesquisadores Hyunyoung Choi e Hal Varian juntaram a estatística dos termos mais procurados no Google, relacionados a áreas como viagens e vendas de imóveis, com os modelos que os economistas normalmente utilizam para prever o que vai acontecer nesses mercados.
O resultado foi uma melhoria substancial no poder de previsibilidade dos modelos econométricos, que passaram a prever melhor o que acontecerá nos próximos meses em cada um dos mercados estudados.

O grande problema das Ciências Humanas

Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelas Ciências Humanas é que o estudo das pessoas exige que se ouça essas pessoas. Além do tempo, do custo e da dificuldade de ouvi-las, montando amostragens estatísticas verdadeiramente representativas, é virtualmente impossível garantir que as pessoas estejam sendo sinceras ao responderam aos questionários.
Isso tem feito com que os cientistas vejam com entusiasmo os dados registrados pelos mecanismos de buscas, pelas lojas virtuais e pelos diversos tipos de sites de relacionamentos porque eles permitem que se analise o que as pessoas estão de fato fazendo e como elas pensam, sem o viés normalmente verificado nas entrevistas e nas pesquisas.

Prevendo o futuro com o Google

Contudo, esta é a primeira vez que se demonstra que os mecanismos de buscas também poderão ser utilizados para se prever o futuro, sobretudo da economia.
Segundo a revista New Scientist, cientistas do Google já haviam demonstrado anteriormente ser possível utilizar os dados de buscas do mecanismo para prever surtos de gripe."

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Por essa vocês não esperavam



Usuários de computadores estão digitalizando livros sem saber

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/08/2008


Milhões de usuários de computadores estão digitalizando o equivalente a 160 livros diariamente com uma precisão superior a 99%, ainda que a maioria deles não saiba que está ajudando nesta tarefa gigantesca.

O trabalho começou há cerca de um ano, quando pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, colocaram no ar o reCAPTCHA. CAPTCHA é o nome daquele monte de letras e números embaralhados que se deve digitar para se cadastrar em um site ou para confirmar o envio de um correio eletrônico.



Em vez de ser uma mera medida de segurança que os sites utilizam para evitar a ação de spammers, o reCAPTCHA mostra palavras de verdade capturadas de livros por meio de scanners e que não puderam ser interpretadas pelas ferramentas de reconhecimento de caracteres, os chamados OCR (Optical Character Recognition).
Reconhecimento de palavras

Mas como o programa sabe que o usuário digitou a palavra correta?

O sistema funciona assim: o software do reCAPTCHA pega uma palavra conhecida e outra que não foi reconhecida pelo OCR, e apresenta ambas ao usuário. Se o usuário interpretou corretamente a primeira, o programa assume que a segunda também foi interpretada corretamente. O mesmo conjunto é apresentado seguidamente a vários usuários, até que, estatisticamente, ele tenha certeza de que a palavra foi mesmo reconhecida.

Milhares de sites ao redor do mundo já adotaram o reCAPTCHA, que é gratuito. Durante seu primeiro ano de funcionamento, 1,2 bilhão de captchas foram resolvidos e mais de 440 milhões de palavras foram corretamente decifradas. Isso equivale à digitalização de 17.600 livros.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quem é Tarquínio Teles?


Mais um empreendedor brasileiro, direto de Florianópolis:


Tarquinio Teles, presidente da Hoplon Infotainment, desenvolvedora de games com sede em Florianópolis, Santa Catarina, e um dos idealizadores do jogo Taikodom, o primeiro MSG (Massive Social Game) 100% brasileiro.Taikodom será composto por um game de ação, um game tático, um game estratégico e o metaverso (mundo virtual). Atualmente, os usuários já podem testar o game de ação, um dos quatro estilos que compõem o game Taikodom, fazendo download gratuito em http://www.taikodom.com.br/.

Fonte: Info

"Qual é sua expectativa com relação ao MB-X?

Esperamos encontrar formadores de opinião e os leitores do Meio Bit para apresentar Taikodom, que é o meu sonho e de meus três sócios, o maior investimento em um jogo já feito no mercado brasileiro.

O que podemos esperar da sua apresentação? Novidades? Segredos? Rumores?

A melhor maneira de saber novidades do Taikodom em primeira mão é acompanhar o nosso Fórum. Aliás, temos um compromisso que não posso romper de que todas as novidades saem primeiro lá, o que não quer dizer que eu não possa postá-las lá minutos antes de começar minha palestra no Meio Bit Expo. Então vai ter novidade sim, mas é segredo! (risos), e do que vem a ser a "internet 3D" do futuro.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Thomas Edison (1847 a 1931)

Um dos meus ídolos.

Apenas leiam...


Num dia do outono de 1877, Edison mostrou ao chefe de suas oficinas, John Krusei, o esboço de uma curiosa engenhoca. Krusei não achava difícil construir a máquina que a planta mostrava ser bastante simples: um tubo metálico com uma espécie de funil, um diafragma de pergaminho e um cilindro de aço. O que Krusei achava estranho era que tal máquina pudesse servir para alguma coisa.

Quando Edison afirmou-lhe que o aparelho seria capaz de repetir o que lhe dissessem, o ceticismo aumentou. Krusei chegou a apostar com Edison uma caixa de charutos, que perderia se a máquina chegasse a funcionar.

Quando a máquina ficou pronta, Edison envolveu o cilindro de aço numa folha de estanho. Depois, enquanto o cilindro girava, cantou uma velha canção popular dentro do funil: "Maria tinha um carneirinho. . ." Enquanto cantava, sua voz fazia vibrar a membrana de pergaminho, que por sua vez comandava uma agulha que ia sulcando a superfície macia do estanho.

Chegou então o momento culminante. Posto novamente a funcionar o aparelho, o sulco do estanho fazia vibrar a agulha e esta, por sua vez, acionava a membrana de pergaminho. Para espanto e incredulidade dos auxiliares que cercavam a máquina, voltou a soar a voz de Edison:

"Maria tinha um carneirinho..." E Krusei perdeu a aposta.



Esse famoso episódio da carreira de Edison foi apenas um entre muitos, e talvez não o mais significativo. Mas sua influência sobre a tecnologia foi tão profunda que é muito difícil extirpar os exageros e os mitos incluídos em suas numerosas biografias. O impacto de suas invenções, como o fonógrafo e a lâmpada elétrica, alterou os padrões de vida em todo o mundo. As inovações de seu gênio eram tão revolucionárias que eqüivaliam, na época, ao trabalho de pesquisa, somado, de três ou quatro das mais importantes empresas americanas de hoje.
Em torno de figura tão dinâmica, perseverante e empreendedora, forçosamente teriam de acumular-se distorções lendárias. Mas o que existe de real em sua vida já é suficientemente dramático e novelesco. Ainda hoje, a carreira de Edison é um exemplo estimulante do individualismo empreendedor americano. E torna-se possível dizer que Edison deixou como herança também uma grande influência cultural sobre a nação em que viveu.

A invenção do fonógrafo é um exemplo destacado da capacidade inventiva de Edison. O aparelho funcionou logo no primeiro teste, sem nenhuma experiência prévia. Depois de construído e posto a funcionar o engenho, o próprio Edison ficou admirado diante de sua criação. A certeza de que o aparelho funcionaria lhe havia sido inculcada por outras experiências, relacionadas com o registro de comunicações telegráficas, porém o êxito imediato o surpreendeu.

Outro fato estranho na história do fonógrafo foi sua "incubação". A princípio a invenção provocou espanto e polêmica (muita gente suspeitava da presença de algum ventríloquo durante as experiências). Mas a ninguém ocorreu dar aplicação prática ao invento. Durante uns dez anos o aparelho ficou de lado.

Só depois deste tempo Edison resolveu dar-lhe atenção e melhoramentos. Gradualmente, foram surgindo o gramofone e o disco sulcado de hoje. Em sua forma primitiva, porém, o aparelho serviria para orientar o aperfeiçoamento do telefone.

Procedimentos desse tipo eram comuns a Edison. Ele acreditava que a experiência de lentas reelaborações da idéia e do aparelho sempre conduzia a resultados práticos decisivos.

A "máquina falante" de Edison gerou tal perplexidade no povo que logo se popularizou o cognome "Mago de Menlo Park". Menlo Park era a área suburbana de Nova York onde Edison havia construído uma mansão e seus laboratórios de pesquisa.

Samuel Edison, de origem irlandesa, exercia ativa militância política no Canadá. Quando falhou o movimento de independência de que ele participava, viu-se obrigado a emigrar para os Estados Unidos com sua jovem esposa, Nancy Elliot. Foi na cidade de Milan, Ohio, que nasceu Thomas a 11 de março de 1847.

Quando a família mudou-se para Port Huron, no Michigan, o pequeno Tom já estava em idade de freqüentar a escola. Mas preferia as lições que lhe eram ministradas por sua mãe.

Na escola era mau aluno, pouco assíduo e desinteressado. Quando começou a manifestar-se nele o gosto pela mecânica, também se desenvolveu, paralelamente, um profundo desejo de Independência. Cultivava hortaliças e frutas para vender na cidade. Com o produto do próprio trabalho ajudava a família pobre e conseguia dinheiro para comprar livros e instrumentos, material de aprendizado de que não dispunha na escola.
A freguesia aumentava, a ponto de a produção de seus artigos ser insuficiente. Ocorreu-lhe então a idéia de reabastecer-se na vizinha cidade de Detroit.
Mas, sempre prático, não podia desperdiçar o tempo nas viagens de trem. Durante o trajeto vendia jornais; teve tanto sucesso como jornaleiro que logo se tornou também editor. Publicava um semanário, o "Weekly Herald" (Arauto Semanal), onde era ao mesmo tempo repórter, redator, gerente, tipógrafo e distribuidor. Fazia todo o trabalho no mesmo vagão bagageiro que lhe servia de laboratório, com equipamento improvisado e com a pouca experiência de seus quinze anos.

Essa fase de sua vida acabou mal. Um dia, a explosão de uma garrafa de fósforo ateou fogo ao vagão e Edison foi despejado de seu laboratório-oficina. Um sopapo no ouvido sofrido nessa ocasião é dado como causa de uma mastoidite que lhe provocou a surdez, parcial que o perseguiria nos anos seguintes.

Despejado do trem, Edison se defrontava com a realidade adversa. Havia vivido de expedientes até ali, sem desenvolver nenhum aprendizado capaz de propiciar-lhe um emprego estável. Num episódio imprevisto, porém, salvou a vida da filha do chefe da estação ferroviária de Mount Clemens. Acolhido na casa com gratidão, Edison pôde aprender telegrafia.

A invenção de Morse, na época, oferecia muito interesse e compensações para os que se dedicavam a ela. Edison, fascinado, em pouco tempo se tornava um perito operador. Mas, enquanto manipulava o telégrafo, sua mente inquieta continuava a trabalhar, em busca de aperfeiçoamentos para o aparelho.

Sua inteligência, que tornava tão fácil a obtenção de empregos, era também a causa freqüente de suas demissões: Edison raramente se conformava em submeter-se à rotina estabelecida. Queria inovar. Um exemplo dessa característica de sua personalidade foi a experiência num emprego noturno. Para poder dormir, inventou um dispositivo automático que o despertava a horas fixas, para marcar o ponto, ou quando se aproximasse algum inspetor. Ouando descobriram o expediente, Edison mais uma vez se viu desempregado. Em 1869 estava em Nova York, sem trabalho e sem um níquel no bolso.
Mas, nessa época, seu destino sofreu uma reviravolta. Durante o tempo em que havia passado como operador de telégrafo, conseguiu inventar um aparelho registrador de números e letras, para mensagens telegráficas. E em Nova York tal aparelho teria enorme aplicação: as cotações da Bolsa de Valores precisavam ser transmitidas rapidamente.

O alcance desse invento - o teletipo - foi logo percebido por uma emproas de corretagem. Especuladores da Bolsa poderiam fazer fortuna com sistema tão rápido de comunicações. Ofereceram-lhe 40.000 dólares pela patente.

Da noite para o dia estava rico. Construiu um laboratório de pesquisas, mais parecido com uma oficina mecânica. E, no período de 1870 a 1875, continuou a investigar o telégrafo, em busca de novos aperfeiçoamentos e aplicações.
Como resultado desse trabalho, inventou os sistemas dúplex e quadrúplex, que permitiam a transmissão simultânea de duas e quatro mensagens através de um Mesmo cabo. Era um dispositivo de enorme importância. O telégrafo, único sistema de comunicação rápida a distância, tornou-se a conquista científica de maior rendimento econômico de então. A reputação de Edison e sua riqueza atingiam níveis nunca sonhados por ele.

Em 1876, a grandeza de seus recursos e a amplitude de suas atividades motivaram a construção de um verdadeiro centro de pesquisas em Menlo Park. Era quase uma cidade industrial, com oficinas, laboratórios, assistentes e técnicos capacitados. Nessa época, Edison chegou a propor-se a meta de produzir uma nova invenção a cada dez dias. Não chegou a tanto, mas é verdade que, num certo período de quatro anos, conseguiu patentear 300 novos inventos, o que eqüivale praticamente a uma criação a cada cinco dias.

Em 1878, com 31 anos, propôs a si mesmo o desafio de obter luz a partir da energia elétrica. (É bom lembrarmos que sequer existia, na época, qualquer rede elétrica já instalada. Para Edison, isso constituía um problema menor. Se a lâmpada elétrica desse certo, ele haveria de gerar a energia e implantar a rede para conduzi-la.)
Outros pesquisadores já haviam tentado construir lâmpadas elétricas. Nernst e Swan, por exemplo, haviam obtido alguns resultados, mas seus dispositivos tinham vida bastante curta.

Edison tentou inicialmente utilizar filamentos metálicos. Foram necessários enormes investimentos e milhares de tentativas para descobrir o filamento ideal: um fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, e se aquecia com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem porém derreter, sublimar ou queimar. Em 1879, uma lâmpada assim construída brilhou por 48 horas contínuas e, nas comemorações do final de ano, uma rua inteira, próxima ao laboratório, foi iluminada para demonstração pública.

Dois anos depois, Edison construía a primeira estação geradora de eletricidade, a qual produzia corrente contínua. (Nos anos seguintes, um grande conflito de opiniões se estabeleceria entre ele, que preferia o uso dessa corrente, e Tesla e Westinghouse, que defendiam o uso da corrente alternada.)

Edison ainda aperfeiçoou o telefone (com o microfone a carvão empregado até hoje), o fonógrafo, e muitas outras invenções. Em conjunto, essas realizações modificaram os hábitos de vida em todo o mundo e consagraram definitivamente a tecnologia.
Ao longo de sua vida, Edison registrou 1300 inventos. Apenas para criar um novo tipo de bateria, fez 8 mil tentativas infrutíferas, ao fim das quais afirmou: "Bem, pelo menos conhecemos 8 mil coisas que não funcionam".

Foi em grande parte por influência de Edison que a ciência norte-americana passou a orientar-se para a satisfação das necessidades imediatas do homem, numa filosofia utilitária que ainda hoje perdura e que tornou os Estados Unidos a maior potência industrial do século XX.

O grande papel de Edison na ciência não foi, portanto, o de pesquisa pura, de descoberta de propriedades fundamentais da matéria. Sua mente prodigiosa, ao contrário, orientou-se para a aplicação prática de princípios estabelecidos por cientistas que o precederam. Morreu a 18 de outubro de 1931.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Energia das estrelas dominada pelo homem?


Ando lendo tanto sobre tecnologia e novidades, que quase não tenho postado sobre histórias de sucesso aqui. Mas é que eu fico abismado com as coisas que estamos fazendo, sério. Postei, a poucos dias, sobre o reator que vai nos ajudar a explicar a origem do universo. Este novo experimento, porém, pode nos ajudar a ter uma forma de energia limpa, sem impacto ao meio ambiente. Bacana não? O experimento é baseado nas teorias de como a energia é gerada no interior de uma estrela. Não deixem de ler, muito bacana.

Ps: Semana que vem vou postar um pouquinho da biografia de Samuel Klein, dono das Casas Bahia.

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Apesar do ceticismo de uma parte da comunidade científica, o projeto do primeiro reator de fusão nuclear do mundo, o ITER, prossegue acelerado, com seu orçamento que deverá ser três vezes maior do que o gasto com a construção do LHC.

Construindo uma mini-estrela

Explorando um campo absolutamente novo, literalmente tentando construir uma mini-estrela isolada no interior de um campo magnético, os cientistas devem comprovar que cada detalhe de sua teoria funciona conforme eles vão construindo os equipamentos que devem funcionar com base nessas teorias.

E eles estão em festa. Acaba de ser comprovado o funcionamento das bobinas de campo poloidal supercondutoras, que serão utilizadas para manter o equilíbrio do plasma e o seu formato no interior do reator tokamak do ITER.

"Isto é um salto para a comunidade da fusão nuclear. Nós testamos e demonstramos com sucesso uma tecnologia-chave que é essencial para o sucesso do ITER," afirmou Didier Gambier, diretor do projeto.

Ligas supercondutoras de nióbio-titânio

Feita de ligas supercondutoras de nióbio (Nb) e titânio (Ti), a bobina testada atingiu uma operação estável de 52 kA em um campo magnético de 6,4 Tesla. A bobina tem um diâmetro externo de 1,5 metro e pesa 6 toneladas.

Os fios individuais de nióbio-titânio, com diâmetro de 0,73 milímetro, foram fabricados na Rússia, um dos parceiros do projeto, ao lado do Japão, União Européia, China, Índia, Coréia do Sul e Estados Unidos.

Exatamente 1.440 desses fios foram tecidos em um cabo supercondutor, encapsulados em uma armação de aço, revestidos por uma camada de isolamento e, finalmente, utilizados para a construção da bobina.

Reator de fusão nuclear


O ITER, quando pronto, deverá ser o primeiro protótipo experimental a demonstrar a viabilidade científica e técnica da fusão nuclear para a geração de energia.
Quando núcleos de átomos leves se fundem para formar átomos mais pesados, a reação libera uma quantidade imensa de energia - este é o mesmo processo que alimenta o Sol e todas as estrelas.

Se o ITER tiver sucesso, usinas em escala comercial poderão começar a ser construídas para explorar a "energia das estrelas", sem radioatividade e sem poluição.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Invento de estudante Brasileiro - Máquinas de lavar menos vibrantes


Mais um exemplo de criatividade, empreendedorismo e potencial do Brasileiro.

"O estudante Rafael Onohara Campos, da USP de São Carlos, criou um dispositivo de controle passivo, chamado absorvedor, que diminui em até 35% a vibração das máquinas de lavar roupas.

Sob a orientação do professor Rodrigo Nicoletti, Rafael desenvolveu seu protótipo para participar de um concurso promovido por uma grande empresa do setor.

Máquina de lavar com acelerômetro

"No início deste ano, recebemos uma máquina de lavar e uma quantia em dinheiro para montar o protótipo", conta o estudante. "Tínhamos apenas três meses e meio para montá-lo, realizar todos os testes, coletar seus resultados e escrever um relatório detalhado", relata Rafael.

Para alcançar os resultados propostos, ele teve que construir três protótipos. No final, ele optou por contar com a ajuda de acelerômetros, que foram posicionados em alguns pontos da máquina de lavar. "Primeiro medíamos a vibração da máquina sem o absorvedor e depois medíamos novamente com o dispositivo. Dessa maneira, podíamos saber quanto o absorvedor diminuía a vibração," conta ele.

Máquinas "vibrantes"

O equipamento promete chegar ao mercado para melhorar a satisfação do consumidor, uma vez que o habitual e desconfortável ruído produzido na fase de centrifugação das máquinas deverá diminuir drasticamente. Sem contar as máquinas que balançam tanto que chegam a sair do lugar.
Os pesquisadores alertam que o novo dispositivo deverá ser adotado na linha de produção das máquinas de lavar, pois não serve para ser adaptado como um acessório a ser adquirido separadamente."
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Mudando de assunto (totalmente), gostaria de agradecer a minha colega Ciça, do e-promoter, pelo selo que ela me repassou.



Pra quem curte tecnologia e novidades aconselho visitá-la. É uma pessoa antenada, que entende do assunto e de uma simpatia e tanto.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

É dado início aos primeiros testes do maior experimento científico da história


Gente, vocês não sabem o quanto eu to ansioso para ver os resultados deste teste científico. Como admirador e crente da teoria da biogênese, este é um marco para mim, e eu quero estar vivo para presenciar todas as explicações do experimento.

Obs: Quem não entendeu, favor ler o post anterior.
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Maior experimento científico da história

Hoje, dia 10 de Setembro, começarão os primeiros testes de funcionamento daquele que já é considerado o maior experimento científico da história. Em mais ou menos um mês, ele deverá estar em funcionamento total.
Será então o momento da verdade: pela primeira vez na história, os cientistas poderão observar dois prótons chocando-se violentamente um contra o outro, depois de acelerar ao longo de um anel de 27 quilômetros de perímetro, situado a mais de 100 metros de profundidade ao longo da fronteira entre a Suíça e a França.
A data para a inauguração oficial do acelerador está marcada para 21 de outubro, com a presença de presidentes e ministros de Estado da Europa e de outros países que ajudaram a construir o laboratório e que participarão das experiências.
A construção do LHC durou 14 anos, contando com a colaboração e o compartilhamento do conhecimento de 6.000 cientistas de 181 institutos de pesquisas de diversos países. O custo chegou a US$8 bilhões.

Do infinitamente pequeno ao infinitamente grande

O principal objetivo dos experimentos é investigar o infinitamente pequeno, mas também tirar conclusões sobre o infinitamente grande a partir do estudo do choque das partículas subatômicas.
"Embora ainda estejamos muito longe da suposta grande explosão que teria dado origem ao Universo que conhecemos, estamos dando mais um passo importante no caminho de aproximação de algumas das condições de então, ao realizarmos experiências nas energias do LHC", afirma o físico brasileiro Alberto Santoro, que participa do experimento.

Quatro experimentos

"O Brasil não está fora desta nova era da ciência", declarou Alberto Santoro, que é coordenador do grupo da UERJ no Compact Muon Solenoid LHC/CERN. Os físicos brasileiros, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), estão envolvidos nos quatro experimentos do LHC desde a década de 1990.
O LHC é um acelerador, mas cujas peças principais são justamente os sensores que detectam os resultados dos impactos das partículas aceleradas. São quatro aparelhos, reunindo a mais avançada tecnologia hoje disponível: ALICE (A Large Ion Collider Experiment), LHCb (LHC Beauty), ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus), e CMS (Compact Muon Solenoid).

Participação brasileira

"O CNPq apóia a participação de pesquisadores brasileiros nos experimentos do CERN entendendo que eles contribuem para o avanço da ciência e para a formação de cientistas de alto nível. Por exemplo, de 1999 a 2004, a agência pagou 100 mil francos suíços por ano para a construção do equipamento referente ao experimento ATLAS. Foram ao todo R$ 1,2 milhão. Além disso, temos apoiado os grupos de pesquisa que participam dessa colaboração oferecendo bolsas para Doutorado Sanduíche com duração ampliada para dois anos", disse o diretor de Programas Horizontais e Instrumentais do CNPq, José Roberto Drugowich. A participação dos brasileiros envolve pesquisadores, professores, estudantes de universidades e institutos de pesquisa do Brasil. Atualmente, o grupo de física nuclear da USP participa do experimento ALICE, os físicos e engenheiros do CBPF e UFRJ, do LHCb, os grupos da UFRJ e COPPE, do CMS, e os grupos do CBPF, UERJ, UNESP, UFRGS e CEFET, do ATLAS.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A partícula de Deus


Já ouviram falar na partícula de Bóson Higgs? Segundo estudiosos, esta partícula tem o que seria a última peça para fechar o quebra-cabeças da "materialidade" do nosso universo. Já pensou se todas as milhares de fórmulas e teorias que você estudou tivessem de ser reformuladas? Inacreditável os avanços da tecnologia.

Segue úma matéria sobre a partícula de Bóson Higgs:

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

"Atlas era um dos titãs da mitologia grega, condenado para sempre a sustentar os céus sobre os ombros. Aqui, Atlas é um dos quatro gigantescos detectores que farão parte do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, que está em fase adiantada de testes e deverá entrar em operação nos próximos meses.

LHC é uma sigla para "Large Hadron Collider", ou gigantesco colisor de prótons. Parece difícil exagerar as grandezas desse laboratório que está sendo construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. A estrutura completa tem a forma de um anel, construída ao longo de um túnel com 27 quilômetros de circunferência.

As partículas são aceleradas por campos magnéticos ao longo dessa órbita de 27 Km, até atingir altíssimos níveis de energia. Mais especificamente, 7 trilhões de volts. Em quatro pontos do anel, sob temperaturas apenas levemente superiores ao zero absoluto, as partículas se chocam, produzindo uma chuva de outras partículas, recriando um ambiente muito parecido com as condições existentes instantes depois do Big Bang.

Nesses quatro pontos estão localizados quatro detectores. O Atlas, mostrado na foto nas suas etapas finais de montagem, é um deles. O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS ("Compact Muon Detector"), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. Já o LHCb e o ALICE são detectores "dedicados", construídos para o estudo de fenômenos físicos específicos.

Bóson de Higgs

Quando os prótons se chocam no centro dos detectores as partículas geradas espalham-se em todas as direções. Para capturá-las, o Atlas e o CMS possuem inúmeras camadas de sensores superpostas, que deverão verificar as propriedades dessas partículas, medir suas energias e descobrir a rota que elas seguem.

O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

A Partícula de Deus

O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".

O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.

Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.

É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.

Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Brasileiro é segundo em competição de robótica simulada promovida pela Microsoft


Fico impressionado com o nosso potencial intelectual. Uma pena não termos tanto recurso, investido na área acadêmica, pra que mais exemplos como esse possam ocorrer.

Agência Fapesp, 01/09/2008:


Competindo com mais de 6,5 mil pessoas de 77 países, Jackson Matsuura, professor do Departamento de Sistemas e Controle do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), conquistou o segundo lugar no Primeiro Desafio da Liga de Robótica Simulada

Internacional - RoboChamps.

A competição é promovida pela Microsoft para demonstrar a plataforma Microsoft Robotics Developer Studio. Além de Matsuura, apenas mais um competidor foi premiado: Dave Sprague, dos Estados Unidos, outro apaixonado pela robótica e que ficou em 1º lugar.


Robôs simulados

A RoboChamps, que é aberta a estudantes, professores, pesquisadores em robótica e desenvolvedores de todo o mundo, oferece ambientes realistas em três dimensões, versões simuladas de robôs reais e desafios instigantes em diferentes cenários computacionais.
Os competidores têm a oportunidade de programar robôs simulados para completar uma série de desafios, que exigem habilidades específicas tanto dos robôs como dos competidores.


Navegação robótica

O desafio foi navegar um robô em um labirinto cheio de armadilhas. Das mais de 6,5 mil pessoas que fizeram o download da plataforma para participar, apenas Matsuura e Sprague foram capazes de fazer com que o robô navegasse para fora do labirinto e, por isso, serão premiados com robôs reais.

Sprague receberá um modelo CoreWare Corobot, no valor aproximado de U$ 3,2 mil, e Matsuura ganhará um Boe-Bot Kit, que custa cerca de U$ 210.

Com a conquista, os dois também terão o direito de disputar vaga nas finais da RoboChamps que, segundo a organização, ocorrerão durante a Microsoft's Professional Developers Conference, que será realizada de 27 a 30 de outubro, em Los Angeles.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Músico do SL é descoberto por olheiros e terá disco gravado


Alguém já ouviu falar em Second Life?

Second Life, resumindo, como o próprio nome já diz, segunda vida, é um simulador da vida real. Neste simulador, você pode ser como quiser. As leis da física e as questões biológicas, como ir ao banheiro, cortar o cabelo e tomar banho, não são respeitadas. Você pode se teletransportar ou voar, caso assim deseje.
Brincadeiras a parte, o Second Life tem sido um ambiente de intensa pesquisa e há muitas empresas interessadas no marketing que isso pode e tem gerado. Vou deixar os detalhes para um futuro post, mas gostaria de mostrar um exemplo do que aconteceu com um músico. Sim, um músico da vida real, mas que tocava no Second Life para os residentes, via streaming, em tempo real. Bacana, não?

Fonte: http://secondlife.blig.ig.com.br/

"O músico Von Johin é responsável por um feito notável: ele é o primeiro avatar a fechar contrato com uma grande gravadora. Johin toca blues e se apresenta todas às quartas-feiras no Blue Note Club, seu próprio bar no Second Life, e lá foi descoberto pelos olheiros da Reality Entertainment, empresa que fechou contrato com ele para gravação de álbuns. Seus shows ao vivo são sempre cheios de admiradores que se reúnem para ouvir o ritmo americano do blues tradicional. Somente com uma guitarra e sua voz, Von Johin contou como se prepara para apresentar-se ao público: "Acendo minha churrasqueira, pego pão, salada e tudo mais, com um copo de Coca-Cola ou chá gelado com limão do meu lado". Enquanto na vida real Johin curte um churrasco e toca guitarra na sala de sua casa, seu avatar no Second Life é ovacionado por dezenas de pessoas que ouvem a música via streaming.


















Nascido em um dos berços mais famosos da música, a cidade Nashville, o homem real que dá vida a Von Johin é músico profissional e já tocou com diversas bandas famosas como Jefferson Airplane, Grateful Dead e Fleetwood Mac. Contudo, seu CD será gravado sob o nome de seu avatar Von Johin. Para assistir aos shows dele, basta dirigir-se ao Blue Note Club às quartas-feiras a partir das 22h. Mesmo com a fama, Johin confirmou que não deixará de se apresentar em seu bar virtual gratuitamente. Para conferir a agenda de shows dele, visite o site oficial."




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Para acessar o Second Life, basta entrar no site http://www.secondlife.com.br/ fazer um cadastro, que é de graça, baixar o client e instalar. Assim você estará apto a freqüentar este mundo virtual. E o link acima, para o show do Vonjo, só funciona se você estiver com o Second Life aberto. Clicando nele com o jogo aberto, você automaticamente é teletransportado para o local.