terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Novos membros da elite capitalista no Brasil

Tá esperando o que pra entrar de cabeça nessa também?

"Graças à bolsa de valores, nunca houve um crescimento tão grande no número de super-ricos brasileiros -- levantamento inédito feito por EXAME mostra quem são os novos membros da elite do capitalismo nacional"


Menin, da MRV, Bueno, da Amil, e Auriemo, da JHSF: o número de bilionários quintuplicou.



Por Melina Costa

EXAME O mineiro Rubens Menin jamais teria se tornado bilionário se tivesse seguido os conselhos de sua mãe. Aos 23 anos, quando terminava o curso de engenharia civil na Universidade Federal de Minas Gerais, Menin ouviu aquela recomendação tão comum num país cuja sociedade se habituou a depender do Estado: ele devia fazer um concurso público e, assim, garantir sua renda até a aposentadoria. Entre a segurança e o risco, porém, ele ficou com o risco. Juntou-se a dois primos e montou uma microempresa, a construtora MRV. À época, seu grande sonho era construir pequenas casas em Belo Horizonte. Passados 28 anos, o sonho se provou modesto. A MRV é hoje a maior construtora de imóveis populares do Brasil, com 40 000 apartamentos e casas entregues desde sua fundação. E, em julho de 2007, Menin recebeu um prêmio definitivo por sua decisão de arriscar. Com a abertura de capital da MRV, viu sua participação na empresa que fundou transformar-se numa fortuna pessoal de 2,5 bilhões de reais. "Esse número está longe de representar um limite", diz Menin. "Estamos apenas começando."
A história de Rubens Menin é símbolo de um fenômeno que está mudando a face (e, talvez ainda mais importante, as faces) do capitalismo brasileiro: o surgimento acelerado de novos bilionários. Nunca houve tantos super-ricos no país, e eles nunca surgiram tão rapidamente. O ano de 2007 marcou o auge desse movimento. Segundo um levantamento inédito realizado por EXAME, 14 pessoas entraram para esse clube nos 12 meses do ano, quase cinco vezes mais do que o número de bilionários surgidos no ano anterior. Na lista deste ano estão empreendedores e herdeiros que, juntos, acumulam uma fortuna de 19 bilhões de reais em ações (veja quadro na pág. 31). Esse é mais um processo impulsionado pela onda de aberturas de capital (IPOs, na sigla em inglês), que começou em 2004 e teve seu recorde histórico em 2007, quando a bolsa de São Paulo superou até mesmo as mais otimistas expectativas de valorização. Desde 2004, quase 140 companhias emitiram ações, levantando 115 bilhões de reais. No mesmo período, 30 acionistas tornaram-se bilionários, acumulando um patrimônio de cerca de 50 bilhões de reais em valores de hoje. No topo dessa nova elite está o empresário Eike Batista, da mineradora MMX. O patrimônio do empresário carioca atingiu a impressionante cifra de 7 bilhões de reais, a maior fortuna pessoal gerada no Brasil nos últimos quatro anos.
É evidente que o simples ato de abrir o capital de uma empresa não torna o empreendedor rico da noite para o dia. Todos os novos bilionários já acumulavam um enorme patrimônio antes da ida à bolsa, mas dois motivos fazem com que seja razoável chamá-los assim. Primeiro, sua participação no capital, que antes era um segredo bem guardado, torna-se pública com o IPO. Segundo, sem o interesse dos investidores estrangeiros por empresas brasileiras, movimento que explica a disparada da Bovespa, suas companhias não valeriam tanto. "As ações deixam de ter um valor teórico para ter um valor real", diz Robert Frank, autor do livro Richistan e um dos maiores especialistas do mundo em grandes fortunas. Claro, a outra forma de fazer isso é simplesmente vender a empresa inteira. Com o atual momento do mercado de capitais, porém, nenhum caminho tem sido tão favorável quanto a bolsa: lá, os empresários mantêm o controle das companhias e, ao mesmo tempo, podem ver sua fortuna se multiplicar.

Os novos super-ricos
Quem são os brasileiros que se tornaram bilionários em 2007 graças à abertura de capital de suas empresas (fortuna em reais)

Rubens Menin Teixeira de Souza MRV/construção 2,5 bilhões
Edson de Godoy Bueno Amil/planos de saúde 2 bilhões
Dulce Bueno Amil/planos de saúde 1,9 bilhão
Silvio Santos Panamericano/banco 1,6 bilhão
José Isaac Peres Multiplan/administração de shopping centers 1,4 bilhão
Meyer Joseph Nigri Tecnisa/incorporação imobiliária 1,2 bilhão
Norberto Nogueira Pinheiro Pine/banco 1,2 bilhão
Hilda Diruhy Burmaian Sofisa/banco 1,2 bilhão
Marcos Antonio Molina dos Santos Marfrig/alimentos 1 bilhão
Marcia A.P.M. dos Santos Marfrig/alimentos 1 bilhão
Fábio Roberto Chimenti Auriemo JHSF/incorporação imobiliária 1 bilhão
José Auriemo Neto JHSF/incorporação imobiliária 1 bilhão
Luis Felippe Indio da Costa Cruzeiro do Sul/banco 1 bilhão
João Uchôa Cavalcanti Netto Estácio Participações/ ensino superior 1 bilhão

Cálculo com base no valor das ações em 3/12/2007 Fontes: empresas e CVM

A TRANSPARENCIA EXIGIDA PELO MERCADO DE CAPITAIS faz da lista de novos bilionários brasileiros um termômetro inédito para avaliar as transformações recentes na economia. A principal constatação que surge da análise é que quase toda essa riqueza foi criada por eles próprios, numa demonstração concreta de mobilidade social. Dos 14 da lista, oito vieram da classe média. Apenas um deles, Norberto Nogueira Pinheiro, fundador do banco Pine, nasceu rico. Quatro se tornaram bilionários a reboque de cônjuges ou pais empreendedores. A controladora do banco Sofisa, Hilda Diruhy Burmaian, abriu o capital do banco após a morte de seu marido e fundador da companhia, Varujan Burmaian. Tem 1,2 bilhão de reais em ações do Sofisa. Os dois donos do frigorífico Marfrig, o empresário Marcos Molina dos Santos e sua mulher, Marcia, acumulam um patrimônio de 1 bilhão de reais cada um. E Fábio e José Auriemo, pai e filho, controlam a construtora JHSF e têm uma fortuna individual de 1 bilhão de reais.
As histórias mais impressionantes são aquelas de empreendedores que saíram do zero. Um deles é o apresentador Silvio Santos. O empresário, que teve parte de sua fortuna exposta com o IPO do banco Panamericano, é filho de imigrantes pobres -- pai grego e mãe turca -- e já foi camelô no centro do Rio de Janeiro. O outro é Edson Bueno, fundador da Amil, maior empresa de planos de saúde do país. Nascido em Guarantã, no interior de São Paulo, o empresário tem mãe dona-de-casa e padrasto caminhoneiro. Quando criança, Bueno se notabilizou pelo sofrível desempenho na escola. Repetiu a quarta série quatro vezes. Para se virar, chegou a trabalhar como engraxate. A história de pobreza e fracasso mudou abruptamente quando Bueno conheceu o médico da cidade, um certo doutor Moacyr. "Passei a admirar tanto seu trabalho que decidi seguir o mesmo caminho", diz. Num esforço hercúleo para alguém que havia demonstrado tamanha dificuldade de aprendizado, Bueno se formou em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro e conseguiu o primeiro emprego no Hospital São José, na cidade de Duque de Caxias. Foi nesse período que aconteceu a segunda grande virada em sua trajetória. Como recebia seguidos calotes em seu salário, Bueno sugeriu ao dono do hospital que o pagasse em cotas de participação no capital da empresa. Ali, em 1972, surgia o embrião da Amil. "Descobri que minha vocação era ser empreendedor", diz Bueno, que deu entrevista a EXAME no dia 11 de dezembro, data que marca o fim do período de silêncio imposto pelo IPO da Amil. Passados 35 anos, a empresa cresceu exponencialmente -- fatura cerca de 2,5 bilhões de reais por ano -- e transformou a pobreza da família numa vaga lembrança de infância. Hoje, Bueno e sua ex-mulher têm, cada um, ações que valem cerca de 2 bilhões de reais.
A fortuna obtida por empresários como Edson Bueno, Eike Batista e Rubens Menin na bolsa representa um sopro de renovação no capitalismo brasileiro. Até dez anos atrás, os bilionários nacionais eram, na grande maioria, herdeiros de conglomerados empresariais familiares. Na lista da Forbes de 1997, por exemplo, constavam apenas cinco brasileiros. Três deles se encaixavam nesse perfil: Roberto Marinho, então presidente das Organizações Globo, Antonio Ermirio de Moraes, da Votorantim, e Roberto Setubal, do Itaú. Outras presenças constantes eram empresários como Benjamin Steinbruch, dono da CSN, e Abilio Diniz, controlador do Pão de Açúcar -- todos herdeiros, embora com papéis determinantes no crescimento de seus grupos empresariais. Hoje, há 20 brasileiros na mesma lista e quase metade deles ficou rica criando o próprio negócio, sem o empurrão da família. "Antes, era possível identificar um bilionário só pelo sobrenome", diz Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda e sócio da consultoria Tendências. De fato, não só os sobrenomes mas também os setores de atuação dos novos bilionários deixaram de ser os tradicionais. Há 15 anos, 60% dos bilionários brasileiros vinham de um único setor, a construção civil. Hoje, metade deles tira sua fortuna do setor de serviços: de bancos a aviação, do varejo à venda de imóveis. Entre os bilionários de 2007, há um administrador de shoppings (José Isaac Peres, da Multiplan) e três banqueiros (além de Norberto Pinheiro, do Pine, e Silvio Santos, há Luis Indio da Costa, do Cruzeiro do Sul).
Essas caras novas atuam num ambiente de negócios que também se transformou de forma radical. Os magnatas do passado eram controladores de empresas fechadas e familiares que se habituavam a mandar de forma absoluta nos negócios e, em alguns casos, a misturar interesses pessoais com os da empresa. Muitos deles mantinham uma aura de segredo incompatível com o atual momento da economia brasileira. Hoje, transparência e compartilhamento de decisões são requisitos básicos na vida dos bilionários da bolsa. A adaptação aos novos tempos é, em alguns casos, traumática. João Uchôa, da Estácio Participações, maior rede de ensino superior do país, teve de se afastar da administração para que a companhia fosse preparada para o IPO. Durante 33 anos, Uchôa comandou a Estácio na base da intuição. Não havia sequer balanços organizados. Só em 2004, quando começou o processo de reestruturação liderado por um executivo profissional, Uchôa descobriu que sua empresa dava um prejuízo de 42 milhões de reais. Foram necessários três anos de faxina até que a empresa ficasse pronta para ir à bolsa. Para chegar lá, porém, ele teve de abrir mão de mandar na empresa que criou -- não tem cargo algum, nem no conselho de administração. O fundador da Tecnisa, Meyer Nigri, anunciou recentemente que deixará a presidência da empresa nas mãos de um executivo de mercado no início de 2008.
Se por um lado perdem o poder absoluto, por outro os bilionários de hoje têm um vigor financeiro incomparável. Em empresas de capital fechado, o controlador basicamente empata todo o seu patrimônio em apenas um investimento e só vê dinheiro vivo quando recebe dividendos ou recorre ao caixa. Os novos bilionários são investidores sofisticados. Essa sofisticação começa, justamente, na abertura de capital, que dá liquidez a seus investimentos. "O capital do acionista ganha a possibilidade de circular pela economia e irrigar novos negócios", diz Rogério Andrade, sócio da KPMG. Dessa forma, esses empresários diminuem seus riscos e podem aumentar os ganhos em setores mais rentáveis. O fundador da construtora paulista JHSF, Fábio Auriemo, destinou parte do capital levantado na oferta de ações da empresa, em abril deste ano, para a criação de um hedge fund, o Advanced. O fundo é administrado por um escritório em Nova York e outro em São Paulo. Ao todo, Auriemo comanda investimentos de 800 milhões de reais. Seu próximo passo será criar, no ano que vem, um fundo de private equity para comprar participações minoritárias em empresas. Só estão fora da mira negócios do ramo imobiliário. "Esse setor agora é especialidade do meu filho, não quero competir com ele", diz. Desde 2003, Auriemo deixou o front executivo da JHSF e cedeu o lugar ao filho, José Auriemo.
O aumento do número de bilionários é um fenômeno mundial. Só neste ano surgiram 178 pessoas com patrimônio superior a 1 bilhão de dólares. No ano passado foram 102. Além disso, a fortuna da maioria daqueles que já eram bilionários aumentou. Segundo os especialistas em riqueza, a origem disso é o aumento no volume de dinheiro disponível no mundo após quase sete anos de taxas de juro em níveis historicamente baixos -- o que criou, nas palavras do escritor Robert Frank, um rio de dinheiro que gera milionários por onde passa. E esse rio tem passado com freqüência maior nos países emergentes. Em um ano, o número de bilionários cresceu 150% na China e 56% na Índia. Na Europa, a estagnação é evidente: não surgiu nenhum novo bilionário na Alemanha no último ano, por exemplo. "O número absoluto de bilionários ainda é muito maior na Europa e nos Estados Unidos do que nos países emergentes, mas essa situação está cada vez mais próxima de se inverter", disse a EXAME Jim O'Neill, economista-chefe do banco americano de investimento Goldman Sachs e responsável por cunhar o termo Bric, que reúne os países tidos como de maior potencial de crescimento econômico (Brasil, Rússia, Índia e China).

Riqueza emergente
No último ano, o número de bilionários cresceu 60% nos países do Bric, segundo a Forbes. Enquanto isso, a média mundial foi de 19%

CHINA

2006 - 8
2007 - 20

RÚSSIA

2006 - 33
2007 - 52

ÍNDIA

2006 - 23
2007 - 36

BRASIL

2006 - 16
2007 - 20

CRESCIMENTO

CHINA 150%
RÚSSIA 60%
ÍNDIA 56%
BRASIL 25%

Fonte: Forbes 2006 e 2007

Os seis anos de mercado acionário em expansão impulsionaram uma nova categoria de muito-ricos: os executivos de empresas abertas e os gestores de fundos de investimento. Nos Estados Unidos, já há assalariados que chegaram a seu primeiro bilhão de dólares. Um deles é Dick Fuld, presidente do banco de investimento Lehman Brothers. Fuld acumulou tantas opções de ações que seu patrimônio ultrapassou a casa do bilhão de dólares. O atual secretário do Tesouro americano, Hank Paulson, atingiu patamar semelhante no Goldman Sachs, banco que presidiu até o ano passado. Outra categoria, a dos gestores de fundos de private equity, especializados em comprar empresas, também entrou para o grupo de bilionários: o fundador do Blackstone, Stephen Schwartzman, tem um patrimônio de 3,5 bilhões de dólares. A situação beira o surrealismo quando se analisa a indústria de hedge funds. Para entrar na lista dos 25 gestores de hedge funds mais bem pagos dos Estados Unidos no ano passado, era necessário ter ganho pelo menos 240 milhões de dólares. O líder da lista, o ex-professor de matemática James Simons, do fundo Renaissance, ganhou 1,7 bilhão de dólares (seus olhos não estão errados: a remuneração de Simons realmente foi de quase 3 bilhões de reais em apenas um ano).

A EXPANSÃO DOS FUNDOS E O CRESCIMENTO DO VALOR das ações criaram uma nova geração de endinheirados que, se não acumula 1 bilhão de dólares em patrimônio, chega perto. Isso está transformando o consumo de luxo no mundo. Mercados como o de jatos e iates superluxuosos, por exemplo, estão congestionados. Quem quiser comprar o jato executivo Boeing 747-8 VIP, que foi lançado recentemente, terá de pagar pelo menos 280 milhões de dólares. No Brasil, a venda de jatos executivos cresceu 15% em 2007, após anos de estagnação. Para atender à demanda gerada pelos novos bilionários, os principais estaleiros do mundo criaram iates que são ainda mais caros que o avião da Boeing. O oligarca russo Roman Abramovitch encomendou recentemente um iate de 160 metros de comprimento que tem dois helipontos e espaço para atracar submarinos. Sairá por cerca de 300 milhões de dólares.
Se as fortunas de hoje são feitas mais rapidamente que nunca, podem ser desfeitas na mesma velocidade. A estreita ligação entre o patrimônio de empresários e o mercado de capitais pode causar alterações drásticas em suas fortunas. Com a explosão da bolha da internet, em 2001, os acionistas americanos perderam o equivalente a 200 bilhões de dólares. No Brasil, pelo menos dois dos empresários citados na lista de bilionários da Forbes correm sério risco de não voltar no ano que vem: o dono da Cosan, Rubens Ometto, que aparece na lista de agosto com um patrimônio de 2 bilhões de dólares, e Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura, que aparecia com uma fortuna de 1,5 bilhão de dólares. Desde o começo do ano, as ações das empresas se desvalorizaram 50% e 33%, respectivamente. A situação de alguns dos bilionários de 2007 também não é fácil. Nove das 11 empresas, controladas pelo grupo dos 14, tiveram desempenho pior que a média do Ibovespa desde que abriram o capital. É provável que, caso a tendência não mude, alguns deles deixem de ser bilionários no ano que vem -- uma prova de que entrar nesse clube é muito mais difícil do que sair dele.

A velocidade da riqueza
Quanto tempo os bilionários demoraram para ganhar 1 000 dólares no ano passado

SULEIMAN KERIMOV (Rússia)
Origem do dinheiro Investimentos na bolsa
Fortuna 14,4 bilhões de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 4,3 segundos

ALBERTO BAILLERES (México)
Origem do dinheiro Mineradora Penoles
Fortuna 5 bilhões de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 14,3 segundos

JORGE PAULO LEMANN (Brasil)
Origem do dinheiro Inbev e Lojas Americanas
Fortuna 4,9 bilhões de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 21 segundos

OPRAH WINFREY (Estados Unidos)
Origem do dinheiro Empresas de mídia
Fortuna 1,5 bilhão de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 31,5 segundos

RALPH LAUREN (Estados Unidos)
Origem do dinheiro Marca Polo
Fortuna 5 bilhões de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 39,5 segundos

ROBSON WALTON (Estados Unidos)
Origem do dinheiro Wal-Mart
Fortuna 16,7 bilhões de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 45 segundos

WONG KWONG YU (China)
Origem do dinheiro Rede de varejo Gome
Fortuna 2,3 bilhões de dólares
Ganhou 1 000 dólares em 52 segundos

Para chegar a esses resultados, a fortuna acumulada por cada bilionário em 2007 foi dividida pelo total de segundos do ano. Com base nisso, foi calculado o número de segundos que cada um levou para ganhar 1 000 dólares.
Fonte: Forbes

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